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FIQUE DE OLHO

Veja o que esperar do mercado da soja na próxima semana

A guerra comercial entre China e Estados Unidos deverá pautar o comportamento dos negociadores, assim como o clima no Brasil e nos EUA

21 de setembro de 2019 às 10h03
Por Agência Safras

soja em grão, colheita

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:  

  • O mercado de soja volta a centralizar suas atenções na guerra comercial entre Estados Unidos e China. Enquanto aguarda por novidades sobre as negociações entre os países, os players também ficam atentos a possíveis novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a China. As previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano e para o Brasil completam o quadro de fatores;
  • Após as novidades importantes da semana anterior, esta última semana foi marcada pela calmaria e aparente trégua na guerra comercial entre EUA e China. As negociações entre os países parecem estar evoluindo nos bastidores. Não esperamos que grandes novidades sejam anunciadas antes do próximo encontro presencial entre os negociadores, marcado para acontecer no início de outubro, mas não podemos descartar “tuitadas” inesperadas do presidente Donald Trump;
  • Chicago recebeu bem a venda de 720 mil toneladas de soja dos EUA para a China entre os dias 13 e 17, mas apenas este volume não é suficiente para a manutenção do fôlego recente. O mercado espera que novas vendas sejam anunciadas nos próximos dias para o teste da linha de US$ 9 na primeira posição (novembro/19). Sem estes anúncios ou uma grande novidade positiva na guerra comercial, dificilmente veremos a superação deste patamar;
  • A safra dos EUA entra na reta final de desenvolvimento com as lavouras ainda bastante irregulares. A recente piora nas condições das plantas preocupa e pode abrir espaço, se o clima não melhorar, para perdas maiores nas produtividades de alguns estados. Apesar disso, as previsões apontam para um clima melhor nos próximos dias, o que pode impedir uma nova piora. Os trabalhos de colheita devem começar em até 15 dias. O grande risco, agora, parece estar na colheita das lavouras mais tardias, que correm o risco de sofrer com geadas e neve devido ao atraso no plantio/colheita. O clima em outubro precisa ajudar no avanço dos trabalhos para que as perdas na safra norte-americana não aumentem;
  • No Brasil, a falta de chuvas na região central do país impediu o início imediato dos trabalhos de plantio no Centro-Oeste e no Sudeste após o fim do vazio sanitário em alguns estados. Já no Sul, há movimentações no Paraná, mas ainda de forma isolada. As previsões climáticas apontam para o retorno das chuvas na última semana de setembro, o que pode incentivar os trabalhos. Atenção: a partir de agora, o clima no Brasil é fator importante para todo o mercado.

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A guerra comercial entre China e Estados Unidos deverá pautar o comportamento dos negociadores, assim como o clima no Brasil e nos EUA

21 de setembro de 2019 às 10h03
Por Agência Safras

soja em grão, colheita

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:  

  • O mercado de soja volta a centralizar suas atenções na guerra comercial entre Estados Unidos e China. Enquanto aguarda por novidades sobre as negociações entre os países, os players também ficam atentos a possíveis novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a China. As previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano e para o Brasil completam o quadro de fatores;
  • Após as novidades importantes da semana anterior, esta última semana foi marcada pela calmaria e aparente trégua na guerra comercial entre EUA e China. As negociações entre os países parecem estar evoluindo nos bastidores. Não esperamos que grandes novidades sejam anunciadas antes do próximo encontro presencial entre os negociadores, marcado para acontecer no início de outubro, mas não podemos descartar “tuitadas” inesperadas do presidente Donald Trump;
  • Chicago recebeu bem a venda de 720 mil toneladas de soja dos EUA para a China entre os dias 13 e 17, mas apenas este volume não é suficiente para a manutenção do fôlego recente. O mercado espera que novas vendas sejam anunciadas nos próximos dias para o teste da linha de US$ 9 na primeira posição (novembro/19). Sem estes anúncios ou uma grande novidade positiva na guerra comercial, dificilmente veremos a superação deste patamar;
  • A safra dos EUA entra na reta final de desenvolvimento com as lavouras ainda bastante irregulares. A recente piora nas condições das plantas preocupa e pode abrir espaço, se o clima não melhorar, para perdas maiores nas produtividades de alguns estados. Apesar disso, as previsões apontam para um clima melhor nos próximos dias, o que pode impedir uma nova piora. Os trabalhos de colheita devem começar em até 15 dias. O grande risco, agora, parece estar na colheita das lavouras mais tardias, que correm o risco de sofrer com geadas e neve devido ao atraso no plantio/colheita. O clima em outubro precisa ajudar no avanço dos trabalhos para que as perdas na safra norte-americana não aumentem;
  • No Brasil, a falta de chuvas na região central do país impediu o início imediato dos trabalhos de plantio no Centro-Oeste e no Sudeste após o fim do vazio sanitário em alguns estados. Já no Sul, há movimentações no Paraná, mas ainda de forma isolada. As previsões climáticas apontam para o retorno das chuvas na última semana de setembro, o que pode incentivar os trabalhos. Atenção: a partir de agora, o clima no Brasil é fator importante para todo o mercado.

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