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SAFRA 2018/2019

Veja como foi o Fórum Soja Brasil na Expodireto Cotrijal

Evento que aconteceu no município de Não-me-Toque (RS), discutiu a importância do manejo adequado do solo e também mudanças no acordo do Mercosul

14 de março de 2019 às 19h11
Por Canal Rural

Nesta quinta-feira, dia 14, foi realizado mais um Fórum Soja Brasil da safra 2018/2019, diretamente da feira Expodireto Cotrijal, Em Não-me-Toque (RS). O evento, que reuniu importantes painelistas, discutiu o manejo adequado do solo e também as políticas necessárias para favorecer o agronegócio no Mercosul.

O auditório estava, mais uma vez, completamente lotado. Não à toa, pois contava com a presença de palestrantes renomados como o economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, o presidente da Frente Parlamentar para a Agropecuária (FPA), Alceu Moreira e o pesquisador da Embrapa, Osmar Conte.

Logo no início, o Canal Rural homenageou o presidente da Cotrijal, Nei Manica, com uma placa de agradecimento pela parceria, durante os sete anos que o Fórum Soja Brasil acontece na feira.

Nei Manica da Cotrijal (à esq.) e Alessandra Mello, do Canal Rural

Manejo do solo

Em seguida veio a palestra de Conte, sobre a importância do manejo adequado do solo para garantir uma melhor infiltração de água no solo.

“O uso da braquiária traz benefícios enormes para a cultura da soja. Em um solo não compactado, o uso de braquiária (antecedendo a soja) gera uma taxa de infiltração de água duas vezes maior que usando outras culturas. Já em um solo compactado a infiltração de água é duas vezes menor. Se fizer isso em um ciclo, já muda muito a produtividade”, conta ele.

Para ele, o sistema de plantio direto, com sucessão de cultura (milho/soja ou soja/trigo) traz taxas de infiltração muito menores que aquelas conseguidas com a rotação de culturas. Se o plantio for realizado em áreas com desnível então, a coisa piora ainda mais, pois essa condição já gera perdas naturalmente.

Osmar Conte, da Embrapa

Mercosul

O Fórum também discutiu as políticas do Mercosul que, segundo os palestrantes, precisam mudar para diminuir os custos, facilitar as vendas e com isso melhorar o agronegócio brasileiro. A roda de conversa contou com o presidente da FPA, o economista chefe da Farsul, o diretor da Aprosoja Brasil, Décio Teixeira e o deputado estadual Ernani Polo.

Dados do Banco Mundial apresentados pelo economista chefe da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, palestrante que abriu o debate desta quinta. mostram que, entre 189 países, o Brasil e a Argentina ocupam a segunda e terceira posição, respectivamente, em questão de dificuldade para fazer negócios. “E são as duas maiores economias do Mercosul. Tem como dar certo um acordo assim?”, indaga.

Com mais de 30 anos desde que foi instituído, o acordo foi descrito como antigo e danoso para o mercado brasileiro pelo economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, palestrante que introduziu o assunto no debate desta quinta.

“O Mercado Comum do Sul é um clichê ruim e que precisa ser derrubado. Me dói o coração quando eu ouço da boca de produtores que o acordo do Mercosul pode ser bom para o Brasil e para o agronegócio”, afirma ele.

Antônio da Luz, da Farsul

Mudanças

O deputado estadual Ernani Polo, também concorda de que o tratado de comércio não tem proporcionado benefícios ao país e muito menos aos produtores. “O Mercosul foi idealizado para ser semelhante à um acordo existente entre os países da Europa, mas na prática ele não funciona e isso afeta o agro de maneira acentuada”, diz.

Para Polo, ou muda-se a regra atual ou se rompe o acordo. Ele ainda ressalta que o pacto é uma via de uma mão única. “Os produtores são os grandes prejudicados com essas regras de 30 anos atrás”, acrescenta o deputado.

Deputado estadual Ernani Polo

FPA quer refazer pacto

Assim como os outros dois palestrantes, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, não há como manter o pacto como está e sinalizou a necessidade de criação de um fórum em Brasília, capaz de reunir todo o setor produtivo e debater uma proposta viável para todos países.

“Não tem como manter esse acordo do Mercosul como está. Temos que encontrar algo que seja bom para todos. Queremos resolver o Mercosul sim e temos que nos organizar. É possível construir um texto muito melhor e atual. Que seja criativo, generoso e inteligente. Vou buscar fazer esse fórum para trabalharmos neste novo pacto e quero fazer isso até junho”, afirmou Moreira.

Alceu Moreira, da Farsul

Assista o evento na íntegra:

Veja mais notícias sobre soja

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SAFRA 2018/2019

Veja como foi o Fórum Soja Brasil na Expodireto Cotrijal

Evento que aconteceu no município de Não-me-Toque (RS), discutiu a importância do manejo adequado do solo e também mudanças no acordo do Mercosul

14 de março de 2019 às 19h11
Por Canal Rural

Nesta quinta-feira, dia 14, foi realizado mais um Fórum Soja Brasil da safra 2018/2019, diretamente da feira Expodireto Cotrijal, Em Não-me-Toque (RS). O evento, que reuniu importantes painelistas, discutiu o manejo adequado do solo e também as políticas necessárias para favorecer o agronegócio no Mercosul.

O auditório estava, mais uma vez, completamente lotado. Não à toa, pois contava com a presença de palestrantes renomados como o economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, o presidente da Frente Parlamentar para a Agropecuária (FPA), Alceu Moreira e o pesquisador da Embrapa, Osmar Conte.

Logo no início, o Canal Rural homenageou o presidente da Cotrijal, Nei Manica, com uma placa de agradecimento pela parceria, durante os sete anos que o Fórum Soja Brasil acontece na feira.

Nei Manica da Cotrijal (à esq.) e Alessandra Mello, do Canal Rural

Manejo do solo

Em seguida veio a palestra de Conte, sobre a importância do manejo adequado do solo para garantir uma melhor infiltração de água no solo.

“O uso da braquiária traz benefícios enormes para a cultura da soja. Em um solo não compactado, o uso de braquiária (antecedendo a soja) gera uma taxa de infiltração de água duas vezes maior que usando outras culturas. Já em um solo compactado a infiltração de água é duas vezes menor. Se fizer isso em um ciclo, já muda muito a produtividade”, conta ele.

Para ele, o sistema de plantio direto, com sucessão de cultura (milho/soja ou soja/trigo) traz taxas de infiltração muito menores que aquelas conseguidas com a rotação de culturas. Se o plantio for realizado em áreas com desnível então, a coisa piora ainda mais, pois essa condição já gera perdas naturalmente.

Osmar Conte, da Embrapa

Mercosul

O Fórum também discutiu as políticas do Mercosul que, segundo os palestrantes, precisam mudar para diminuir os custos, facilitar as vendas e com isso melhorar o agronegócio brasileiro. A roda de conversa contou com o presidente da FPA, o economista chefe da Farsul, o diretor da Aprosoja Brasil, Décio Teixeira e o deputado estadual Ernani Polo.

Dados do Banco Mundial apresentados pelo economista chefe da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, palestrante que abriu o debate desta quinta. mostram que, entre 189 países, o Brasil e a Argentina ocupam a segunda e terceira posição, respectivamente, em questão de dificuldade para fazer negócios. “E são as duas maiores economias do Mercosul. Tem como dar certo um acordo assim?”, indaga.

Com mais de 30 anos desde que foi instituído, o acordo foi descrito como antigo e danoso para o mercado brasileiro pelo economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, palestrante que introduziu o assunto no debate desta quinta.

“O Mercado Comum do Sul é um clichê ruim e que precisa ser derrubado. Me dói o coração quando eu ouço da boca de produtores que o acordo do Mercosul pode ser bom para o Brasil e para o agronegócio”, afirma ele.

Antônio da Luz, da Farsul

Mudanças

O deputado estadual Ernani Polo, também concorda de que o tratado de comércio não tem proporcionado benefícios ao país e muito menos aos produtores. “O Mercosul foi idealizado para ser semelhante à um acordo existente entre os países da Europa, mas na prática ele não funciona e isso afeta o agro de maneira acentuada”, diz.

Para Polo, ou muda-se a regra atual ou se rompe o acordo. Ele ainda ressalta que o pacto é uma via de uma mão única. “Os produtores são os grandes prejudicados com essas regras de 30 anos atrás”, acrescenta o deputado.

Deputado estadual Ernani Polo

FPA quer refazer pacto

Assim como os outros dois palestrantes, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, não há como manter o pacto como está e sinalizou a necessidade de criação de um fórum em Brasília, capaz de reunir todo o setor produtivo e debater uma proposta viável para todos países.

“Não tem como manter esse acordo do Mercosul como está. Temos que encontrar algo que seja bom para todos. Queremos resolver o Mercosul sim e temos que nos organizar. É possível construir um texto muito melhor e atual. Que seja criativo, generoso e inteligente. Vou buscar fazer esse fórum para trabalharmos neste novo pacto e quero fazer isso até junho”, afirmou Moreira.

Alceu Moreira, da Farsul

Assista o evento na íntegra:

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