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TENDÊNCIA

Confira o que pode mexer com os preços da soja nesta semana

Acirramento da guerra comercial, resultados da Crop Tour e clima nos Estados Unidos estão na mira do mercado internacional da oleaginosa

24 de agosto de 2019 às 11h03
Por Agência Safras
soja, grão, lavoura

Foto: Mauro Osaki/Cepea

Os preços da soja fecharam a sexta-feira, 23, com queda na Bolsa de Chicago e estabilidade no Brasil, graças à alta do dólar, que sustentou as cotações internas. Luiz Fernando Roque, analista da Safras & Mercado, lista pontos de atenção para a próxima semana. São fatos que podem mexer com os valores da oleaginosa.

    • A Bolsa de Chicago volta a centralizar as atenções na guerra comercial entre Estados Unidos e China. O país asiático anunciou aumentos nas tarifas sobre a soja norte-americana. De forma geral, o mercado já esperava que a China retaliasse as últimas taxações impostas pelos EUA, mas voltou a sentir o peso negativo do aumento das tensões. O esperado acordo comercial parece cada dia mais distante;
      .
    • Com a nova tarifa, dificilmente veremos novas compras de soja norte-americana pelos chineses nos próximos meses. Tal fato mantém a pressão negativa sobre os contratos futuros em Chicago devido aos altos estoques de soja dos EUA;
      .
    • Mesmo com as perdas na safra norte-americana, os estoques da atual temporada e da nova, que se inicia em setembro, superam as 20 milhões de toneladas. Com estoques nesses níveis, não há espaço para grandes recuperações na bolsa;
      .
    • Os investidores também digerem os resultados da Crop Tour. A expedição da consultoria Pro Farmer pelas lavouras americanas terminou estimando uma produção de 95,17 milhões de toneladas no país. Os números eram bastante esperados pelo mercado, que tem dúvidas com relação às últimas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA);
      .
    • Segundo a Pro Farmer, os estragos nas lavouras dos EUA causados pelo clima adverso são superiores aos estimados pelo USDA, levando a uma produção menor. A tendência é que o departamento traga um novo corte na safra dos EUA em seu próximo relatório;
      .
    • Apesar disso, lembramos que ainda há espaço para uma melhora em parte das lavouras norte-americanas, principalmente nas semeadas mais tardiamente. O clima continua sendo fator importante pelos próximos 30 dias para a definição das produtividades, e as previsões climáticas apontam para um clima mais positivo;
      .
    • Portanto, os player também devem permanecer de olho nas previsões climáticas para o Meio-Oeste, cinturão produtor dos EUA;
      .
    • É fundamental que a China volte a comprar soja dos EUA para que haja um alívio na pressão negativa na Bolsa de Chicago.

    Veja mais notícias sobre soja

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Acirramento da guerra comercial, resultados da Crop Tour e clima nos Estados Unidos estão na mira do mercado internacional da oleaginosa

24 de agosto de 2019 às 11h03
Por Agência Safras
soja, grão, lavoura

Foto: Mauro Osaki/Cepea

Os preços da soja fecharam a sexta-feira, 23, com queda na Bolsa de Chicago e estabilidade no Brasil, graças à alta do dólar, que sustentou as cotações internas. Luiz Fernando Roque, analista da Safras & Mercado, lista pontos de atenção para a próxima semana. São fatos que podem mexer com os valores da oleaginosa.

    • A Bolsa de Chicago volta a centralizar as atenções na guerra comercial entre Estados Unidos e China. O país asiático anunciou aumentos nas tarifas sobre a soja norte-americana. De forma geral, o mercado já esperava que a China retaliasse as últimas taxações impostas pelos EUA, mas voltou a sentir o peso negativo do aumento das tensões. O esperado acordo comercial parece cada dia mais distante;
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    • Com a nova tarifa, dificilmente veremos novas compras de soja norte-americana pelos chineses nos próximos meses. Tal fato mantém a pressão negativa sobre os contratos futuros em Chicago devido aos altos estoques de soja dos EUA;
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    • Mesmo com as perdas na safra norte-americana, os estoques da atual temporada e da nova, que se inicia em setembro, superam as 20 milhões de toneladas. Com estoques nesses níveis, não há espaço para grandes recuperações na bolsa;
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    • Os investidores também digerem os resultados da Crop Tour. A expedição da consultoria Pro Farmer pelas lavouras americanas terminou estimando uma produção de 95,17 milhões de toneladas no país. Os números eram bastante esperados pelo mercado, que tem dúvidas com relação às últimas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA);
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    • Segundo a Pro Farmer, os estragos nas lavouras dos EUA causados pelo clima adverso são superiores aos estimados pelo USDA, levando a uma produção menor. A tendência é que o departamento traga um novo corte na safra dos EUA em seu próximo relatório;
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    • Apesar disso, lembramos que ainda há espaço para uma melhora em parte das lavouras norte-americanas, principalmente nas semeadas mais tardiamente. O clima continua sendo fator importante pelos próximos 30 dias para a definição das produtividades, e as previsões climáticas apontam para um clima mais positivo;
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    • Portanto, os player também devem permanecer de olho nas previsões climáticas para o Meio-Oeste, cinturão produtor dos EUA;
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    • É fundamental que a China volte a comprar soja dos EUA para que haja um alívio na pressão negativa na Bolsa de Chicago.

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