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MANEJO

Defensivos biológicos rendem economia de 30% nos custos da soja

Em uma área atacada por nematoides, que renderam apenas 28 sacas por hectare, manejo natural fez produtividade saltar para 60 sacas

19 de março de 2019 às 12h49
Por Carolina Lorencetti, de Canarana (MT)

Foto: CNH Press

O combate às pragas nas lavouras tem sido um problema constante na vida dos produtores rurais. Além dos tradicionais métodos, o uso de biológicos vem ganhando adeptos nas plantações de soja. Confira como um produtor de Mato Grosso tem conseguido altas produtividades com o uso dos defensivos biológicos.

Os biológicos tem sido há algum tempo um aliado no combate às pragas das lavouras, mas muitos agricultores têm um pé atrás, por acharem que o custo para este manejo seria muito elevado. Um produtor de Canarana, interior de Mato Grosso, começou a aplicar produtos à base de vírus e bactérias há 15 anos e hoje nem pensa em trocar pelos produtos químicos.

O sojicultor Alex Wich conta que, em um primeiro momento, o contato com o biológico na lavoura não foi dos melhores, mas com tempo e paciência a opinião mudou.

“Foi até engraçada a situação, pois a gente aplicou e em três dias a lagarta não morreu. Fiquei desesperado, mas falaram que esse produto vai levar de cinco a seis dias para fazer efeito. Depois de seis dias, voltamos e a lavoura estava limpa. Realmente tivemos um efeito bom, vamos ver até onde vai. Naquela ocasião, aguentou 29 dias”, afirma.

Os produtos aplicados na plantação de soja de Wich são à base de fungos, vírus e bactérias. Se tem umidade, o produto é ainda mais eficiente. A ideia é combater as pragas usando a própria natureza.

“Estes produtos têm muitas vantagens. Não poluem o meio ambiente, não contaminam o lençol freático e não matam inimigos naturais. Mas eu diria que hoje o principal fator é que o produto funciona a um preço competitivo”, ressalta o engenheiro agrônomo Gustavo Shiomo.

Outras pragas

Os biológicos ajudam também no combate aos nematoides, que são vermes microscópicos que ficam no solo e prejudicam a produtividade da soja. Há cinco anos, uma talhão da propriedade de Wich foi atingido pelo problema e rendeu apenas 28 sacas por hectare. Agora, com o tratamento com biológicos e o manejo adequado do solo, a produtividade é de 60 sacas por hectare.

Sem falar que os gastos com a produção caíram até 30%, só diminuindo o número de aplicações e não dependendo de produtos químicos. “Não só com as lagartas, mas a gente conseguiu baixar aplicações com percevejo, por exemplo. Usando biológicos, não matamos os inimigos naturais e acabo economizando aplicação de percevejos”, diz o produtor.

A produtividade da plantação tratada com os biológicos é de 60 sacas por hectare. Além dos produtos industrializados, insetos como joaninhas e besouros também são eficientes no combate às pragas. O produtor enfrenta inimigos naturais, mas podem ganhar amigos também.

“Se o produtor perceber, ele tem muito mais amigo dentro da lavoura do que inimigos. Então porque não dar oportunidade para eles ajudarem, já que não cobram nada por isso?”, comenta o pesquisador da Embrapa Ivan Cruz.

Assista à reportagem especial na íntegra!

Veja mais notícias sobre soja

1 comentário

  1. Ricardo Bordignon em 19 de março de 2019 às 22:09

    queria resber notícia sobre agricultura

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MANEJO

Defensivos biológicos rendem economia de 30% nos custos da soja

Em uma área atacada por nematoides, que renderam apenas 28 sacas por hectare, manejo natural fez produtividade saltar para 60 sacas

19 de março de 2019 às 12h49
Por Carolina Lorencetti, de Canarana (MT)

Foto: CNH Press

O combate às pragas nas lavouras tem sido um problema constante na vida dos produtores rurais. Além dos tradicionais métodos, o uso de biológicos vem ganhando adeptos nas plantações de soja. Confira como um produtor de Mato Grosso tem conseguido altas produtividades com o uso dos defensivos biológicos.

Os biológicos tem sido há algum tempo um aliado no combate às pragas das lavouras, mas muitos agricultores têm um pé atrás, por acharem que o custo para este manejo seria muito elevado. Um produtor de Canarana, interior de Mato Grosso, começou a aplicar produtos à base de vírus e bactérias há 15 anos e hoje nem pensa em trocar pelos produtos químicos.

O sojicultor Alex Wich conta que, em um primeiro momento, o contato com o biológico na lavoura não foi dos melhores, mas com tempo e paciência a opinião mudou.

“Foi até engraçada a situação, pois a gente aplicou e em três dias a lagarta não morreu. Fiquei desesperado, mas falaram que esse produto vai levar de cinco a seis dias para fazer efeito. Depois de seis dias, voltamos e a lavoura estava limpa. Realmente tivemos um efeito bom, vamos ver até onde vai. Naquela ocasião, aguentou 29 dias”, afirma.

Os produtos aplicados na plantação de soja de Wich são à base de fungos, vírus e bactérias. Se tem umidade, o produto é ainda mais eficiente. A ideia é combater as pragas usando a própria natureza.

“Estes produtos têm muitas vantagens. Não poluem o meio ambiente, não contaminam o lençol freático e não matam inimigos naturais. Mas eu diria que hoje o principal fator é que o produto funciona a um preço competitivo”, ressalta o engenheiro agrônomo Gustavo Shiomo.

Outras pragas

Os biológicos ajudam também no combate aos nematoides, que são vermes microscópicos que ficam no solo e prejudicam a produtividade da soja. Há cinco anos, uma talhão da propriedade de Wich foi atingido pelo problema e rendeu apenas 28 sacas por hectare. Agora, com o tratamento com biológicos e o manejo adequado do solo, a produtividade é de 60 sacas por hectare.

Sem falar que os gastos com a produção caíram até 30%, só diminuindo o número de aplicações e não dependendo de produtos químicos. “Não só com as lagartas, mas a gente conseguiu baixar aplicações com percevejo, por exemplo. Usando biológicos, não matamos os inimigos naturais e acabo economizando aplicação de percevejos”, diz o produtor.

A produtividade da plantação tratada com os biológicos é de 60 sacas por hectare. Além dos produtos industrializados, insetos como joaninhas e besouros também são eficientes no combate às pragas. O produtor enfrenta inimigos naturais, mas podem ganhar amigos também.

“Se o produtor perceber, ele tem muito mais amigo dentro da lavoura do que inimigos. Então porque não dar oportunidade para eles ajudarem, já que não cobram nada por isso?”, comenta o pesquisador da Embrapa Ivan Cruz.

Assista à reportagem especial na íntegra!

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1 comentário

  1. Ricardo Bordignon em 19 de março de 2019 às 22:09

    queria resber notícia sobre agricultura

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