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2019

China compra menos soja, mas Brasil deve exportar 2º maior volume da história

A tendência, daqui até dezembro, é que os volumes embarcados caiam ainda mais, devido a sazonalidade por falta do produto no Brasil

09 de outubro de 2019 às 15h12
Por Daniel Popov, de São Paulo

PALMEIRA DAS MISSÕES, RS, BRASIL, 18.04.13: Colheita de soja na Região Celeiro. Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

As exportações de soja do Brasil para a China acumulam uma queda de 16% de janeiro a setembro deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as vendas totais brasileiras do grão, incluindo as para China, recuaram um pouco menos (12,1%), isso porque os embarques para outros destinos cresceram, puxados pela Europa e parte da Ásia. Mas ainda assim, o Brasil deve fechar com o segundo melhor resultado de sua história.

De janeiro a setembro o Brasil exportou um total de 60,7 milhões de toneladas de soja, nos quais 45 milhões foram para a China. As vendas do brasileiras do grão estão piores por causa da China e a comprovação aparece justamente na participação dos asiáticos nas vendas totais de soja do Brasil.

De janeiro a setembro de 2019, as vendas para a China representam 75,7%, contra as 79,5% do mesmo período do ano passado. Só em 2016 essa participação chinesa era menor que a deste ano, na época na casa dos 74,5%.

Se considerar apenas o mês de setembro, as vendas para a China só perdem para o ano passado. Em 2019 foram enviadas 3,6 milhões de toneladas, contra as 4,1 milhões de 2018 e as 3,4 milhões de toneladas de 2016. Em agosto deste ano os embarques ficaram na casa dos 3,9 milhões de toneladas.

2º melhor resultado da história

“A tendência, daqui até dezembro, é que as vendas externas caiam ainda mais, devido a sazonalidade e a falta de produto no Brasil para ser exportado”, diz o analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez. “De fevereiro deste ano, até janeiro de 2020 o país pode exportar um total de 72 milhões de toneladas, ante as 84 milhões de toneladas do ano passado, ou seja, 2º melhor resultado da história.”

O analista relembra que o grão é um dos ítens que estão no meio da guerra comercial entre Estados Unidos e China e as coisas podem mudar. “Ano passado exportamos mais em outubro e novembro do que em setembro, exatamente pela guerra, algo que não é normal para o período. Mas este ano o Brasil possui pouca soja para embarcar ainda”, conta.

Outros países

A Espanha foi o segundo maior importador de soja do Brasil em 2019 com 2,1 milhões de toneladas embarcadas, contra as 1,8 milhões de toneladas de 2018. depois aparece os países baixos, liderado pela Holanda, com 1,5 milhão de 2019, ante os 1,2 milhão de 2018. Em terceiro vem o Irã, que comprou 1,5 milhão de toneladas, ante os 1,2 milhão do ano passado.

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China compra menos soja, mas Brasil deve exportar 2º maior volume da história

A tendência, daqui até dezembro, é que os volumes embarcados caiam ainda mais, devido a sazonalidade por falta do produto no Brasil

09 de outubro de 2019 às 15h12
Por Daniel Popov, de São Paulo

PALMEIRA DAS MISSÕES, RS, BRASIL, 18.04.13: Colheita de soja na Região Celeiro. Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

As exportações de soja do Brasil para a China acumulam uma queda de 16% de janeiro a setembro deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as vendas totais brasileiras do grão, incluindo as para China, recuaram um pouco menos (12,1%), isso porque os embarques para outros destinos cresceram, puxados pela Europa e parte da Ásia. Mas ainda assim, o Brasil deve fechar com o segundo melhor resultado de sua história.

De janeiro a setembro o Brasil exportou um total de 60,7 milhões de toneladas de soja, nos quais 45 milhões foram para a China. As vendas do brasileiras do grão estão piores por causa da China e a comprovação aparece justamente na participação dos asiáticos nas vendas totais de soja do Brasil.

De janeiro a setembro de 2019, as vendas para a China representam 75,7%, contra as 79,5% do mesmo período do ano passado. Só em 2016 essa participação chinesa era menor que a deste ano, na época na casa dos 74,5%.

Se considerar apenas o mês de setembro, as vendas para a China só perdem para o ano passado. Em 2019 foram enviadas 3,6 milhões de toneladas, contra as 4,1 milhões de 2018 e as 3,4 milhões de toneladas de 2016. Em agosto deste ano os embarques ficaram na casa dos 3,9 milhões de toneladas.

2º melhor resultado da história

“A tendência, daqui até dezembro, é que as vendas externas caiam ainda mais, devido a sazonalidade e a falta de produto no Brasil para ser exportado”, diz o analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez. “De fevereiro deste ano, até janeiro de 2020 o país pode exportar um total de 72 milhões de toneladas, ante as 84 milhões de toneladas do ano passado, ou seja, 2º melhor resultado da história.”

O analista relembra que o grão é um dos ítens que estão no meio da guerra comercial entre Estados Unidos e China e as coisas podem mudar. “Ano passado exportamos mais em outubro e novembro do que em setembro, exatamente pela guerra, algo que não é normal para o período. Mas este ano o Brasil possui pouca soja para embarcar ainda”, conta.

Outros países

A Espanha foi o segundo maior importador de soja do Brasil em 2019 com 2,1 milhões de toneladas embarcadas, contra as 1,8 milhões de toneladas de 2018. depois aparece os países baixos, liderado pela Holanda, com 1,5 milhão de 2019, ante os 1,2 milhão de 2018. Em terceiro vem o Irã, que comprou 1,5 milhão de toneladas, ante os 1,2 milhão do ano passado.

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