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Alta incidência de doenças no milho preocupa produtores de Mato Grosso

As lavouras plantadas mais cedo registram até 30% de grãos avariados; mesmo quem tem feito mais aplicações de fungicida fala em perdas de 10%

15 de junho de 2019 às 15h03
Por Pedro Silvestre, de Nova Mutum (MT)
Lavouras de milho registram casos de diplodia

Lavouras de milho registram casos de diplodia. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O milho plantado mais cedo, em Mato Grosso, deve ter produtividade menor por causa da incidência de doenças, como a diplodia. Segundo o engenheiro agrônomo Naildo Lopes, o excesso de chuvas colaborou para a propagação do fungo. “Com a umidade, a tendência é aumentar. O ideal é colher o mais rápido possível. Se você deixar no campo, ela vai ampliando o índice de infecção”, conta.

A expectativa inicial do agricultor Clairton Pavlack, de Nova Mutum (MT), era colher, em média, 150 sacas de milho por hectare. Mas após ver os resultados dos primeiros 160 hectares colhidos de um total de 800 hectares, ele já reduziu a estimativa em cerca de 10%. A lavoura apresentou sinais de diplodia. “Três aplicações de fungicida e ainda está dando de 3% a 11% de ardido. Se não tivesse feito, o prejuízo seria maior. Tem vizinho colhendo de 25% a 30% de ardido”, diz.

Em Sorriso (MT), maior produtor de milho estado, produtores também sentiram as consequências da alta umidade. Cerca de 12% da safra foi colhida e os resultados estão bem abaixo do esperado. “Segundo levantamento entre os nossos associados, a média de grãos avariados é de 15%. É uma perda muito grande e o lucro está indo embora”, conta o presidente do sindicato rural do município, Tiago Stefanello Nogueira.

Lopes acredita que o grão plantado em meados de fevereiro vai ter menos problemas do que os plantados no fim de dezembro e janeiro.

De acordo com a Fundação Mato Grosso, a produção de milho pode sofrer mais perdas com outras doenças. O pesquisador de Fitopatologia da entidade, Ivan Araújo Júnior, cita a ferrugem polissora e a mancha branca. “O dano varia em questão do híbrido, da genética que está sendo utilizada, e das condições climáticas”, diz.

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As lavouras plantadas mais cedo registram até 30% de grãos avariados; mesmo quem tem feito mais aplicações de fungicida fala em perdas de 10%

15 de junho de 2019 às 15h03
Por Pedro Silvestre, de Nova Mutum (MT)
Lavouras de milho registram casos de diplodia

Lavouras de milho registram casos de diplodia. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O milho plantado mais cedo, em Mato Grosso, deve ter produtividade menor por causa da incidência de doenças, como a diplodia. Segundo o engenheiro agrônomo Naildo Lopes, o excesso de chuvas colaborou para a propagação do fungo. “Com a umidade, a tendência é aumentar. O ideal é colher o mais rápido possível. Se você deixar no campo, ela vai ampliando o índice de infecção”, conta.

A expectativa inicial do agricultor Clairton Pavlack, de Nova Mutum (MT), era colher, em média, 150 sacas de milho por hectare. Mas após ver os resultados dos primeiros 160 hectares colhidos de um total de 800 hectares, ele já reduziu a estimativa em cerca de 10%. A lavoura apresentou sinais de diplodia. “Três aplicações de fungicida e ainda está dando de 3% a 11% de ardido. Se não tivesse feito, o prejuízo seria maior. Tem vizinho colhendo de 25% a 30% de ardido”, diz.

Em Sorriso (MT), maior produtor de milho estado, produtores também sentiram as consequências da alta umidade. Cerca de 12% da safra foi colhida e os resultados estão bem abaixo do esperado. “Segundo levantamento entre os nossos associados, a média de grãos avariados é de 15%. É uma perda muito grande e o lucro está indo embora”, conta o presidente do sindicato rural do município, Tiago Stefanello Nogueira.

Lopes acredita que o grão plantado em meados de fevereiro vai ter menos problemas do que os plantados no fim de dezembro e janeiro.

De acordo com a Fundação Mato Grosso, a produção de milho pode sofrer mais perdas com outras doenças. O pesquisador de Fitopatologia da entidade, Ivan Araújo Júnior, cita a ferrugem polissora e a mancha branca. “O dano varia em questão do híbrido, da genética que está sendo utilizada, e das condições climáticas”, diz.

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