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IMPASSE

Secretário nega que modelo misto de auditoria fiscal seja terceirização

O representante da área de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, participou do programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15

15 de outubro de 2017 às 21h08
Por Nathália Coelho | Brasília (DF)

Fonte: Divulgação

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) tem promovido nos últimos dias uma série de manifestações em frente ao Ministério da Agricultura com o intuito de mostrar a importância da figura do auditor fiscal para o agronegócio e rebater a ideia de “terceirização” que, de acordo com a categoria, a secretaria de Defesa Agropecuária deve aprovar. 

O representante da pasta, Luís Eduardo Rangel, rebateu as críticas e disse em entrevista ao programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15, que é impossível terceirizar o trabalho dos auditores e o que vai acontecer é a legitimação de medidas que vem sendo tomadas ao longo do tempo para propor um modelo misto de gestão, no qual já participam o setor público e privado. 

De acordo com Rangel, esta é uma maneira de atualizar o trabalho de fiscalização sanitária de modo que se acompanhe o crescimento agropecuário brasileiro. “Nós não nos reinventamos. Precisamos olhar novamente para o nosso processo de trabalho e identificar o que é papel do estado, nos concentrar nisso e implementar, de maneira legítima, o chamado modelo misto de defesa agropecuária”, reitera. 

Segundo ele, nos seis mil estabelecimentos que compõe o Sistema de Inspeção Federal (SIF), há cerca de 600 auditores fiscais federais comandando uma equipe de 12 mil funcionários privados pertencentes aos frigoríficos. A maior preocupação recai nos frigoríficos de abate, em torno de 600. Embora Rangel afirme que os funcionários privados não façam o trabalho dos fiscais, reconhece também que o quadro está deficiente e há um acúmulo de atividades. 

Pela legislação, deveria haver um auditor para cada turno de abate em cada frigorífico. Ou seja, se há três turnos, o ideal era um contingente de 1.800 servidores. Deste modo, um fiscal acaba tendo de cuidar de mais de uma empresa, sobretudo quando estão localizadas em cidades próximas. Nestes locais, o auditor é o responsável por todo o processo de análise.

Os funcionários tanto da empresa quanto os técnicos públicos acompanham na linha de abate as diversas verificações feitas no gado: inspeção do rebanho vivo, para saber se há algum fenômeno ou distúrbio neurológico e então autorizam o abate. Após, outros profissionais cuidam das vísceras e da carcaça para saber se há alguma patologia. O auditor é o chefe de todo este processo e somente ele pode dar o aval se a carne continua seu processamento. 

Neste sentido, Rangel afirma não ser possível colocar nas costas do auditor toda a carga do trabalho. “A responsabilidade é de quem produz, mas o estado está ali para supervisionar toda a cadeia e, dependendo da situação, ele é um pouco mais incisivo, como é o caso das carnes, para garantir no final das contas que a sociedade possa consumir aquele produto”, afirmou. 

Deste modo, para sanar as deficiências do setor, injetar mais dinheiro, otimizar o trabalho e dar mais dinamicidade à defesa agropecuária brasileira, a ideia do governo é elevar a secretaria ao patamar de um órgão, vinculado ao Ministério. No entanto, os passos serão dados em longo prazo e a expectativa é de que o novo modelo esteja em pleno funcionamento em até dez anos. 

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Secretário nega que modelo misto de auditoria fiscal seja terceirização

O representante da área de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, participou do programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15

15 de outubro de 2017 às 21h08
Por Nathália Coelho | Brasília (DF)

Fonte: Divulgação

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) tem promovido nos últimos dias uma série de manifestações em frente ao Ministério da Agricultura com o intuito de mostrar a importância da figura do auditor fiscal para o agronegócio e rebater a ideia de “terceirização” que, de acordo com a categoria, a secretaria de Defesa Agropecuária deve aprovar. 

O representante da pasta, Luís Eduardo Rangel, rebateu as críticas e disse em entrevista ao programa Direto ao Ponto deste domingo, dia 15, que é impossível terceirizar o trabalho dos auditores e o que vai acontecer é a legitimação de medidas que vem sendo tomadas ao longo do tempo para propor um modelo misto de gestão, no qual já participam o setor público e privado. 

De acordo com Rangel, esta é uma maneira de atualizar o trabalho de fiscalização sanitária de modo que se acompanhe o crescimento agropecuário brasileiro. “Nós não nos reinventamos. Precisamos olhar novamente para o nosso processo de trabalho e identificar o que é papel do estado, nos concentrar nisso e implementar, de maneira legítima, o chamado modelo misto de defesa agropecuária”, reitera. 

Segundo ele, nos seis mil estabelecimentos que compõe o Sistema de Inspeção Federal (SIF), há cerca de 600 auditores fiscais federais comandando uma equipe de 12 mil funcionários privados pertencentes aos frigoríficos. A maior preocupação recai nos frigoríficos de abate, em torno de 600. Embora Rangel afirme que os funcionários privados não façam o trabalho dos fiscais, reconhece também que o quadro está deficiente e há um acúmulo de atividades. 

Pela legislação, deveria haver um auditor para cada turno de abate em cada frigorífico. Ou seja, se há três turnos, o ideal era um contingente de 1.800 servidores. Deste modo, um fiscal acaba tendo de cuidar de mais de uma empresa, sobretudo quando estão localizadas em cidades próximas. Nestes locais, o auditor é o responsável por todo o processo de análise.

Os funcionários tanto da empresa quanto os técnicos públicos acompanham na linha de abate as diversas verificações feitas no gado: inspeção do rebanho vivo, para saber se há algum fenômeno ou distúrbio neurológico e então autorizam o abate. Após, outros profissionais cuidam das vísceras e da carcaça para saber se há alguma patologia. O auditor é o chefe de todo este processo e somente ele pode dar o aval se a carne continua seu processamento. 

Neste sentido, Rangel afirma não ser possível colocar nas costas do auditor toda a carga do trabalho. “A responsabilidade é de quem produz, mas o estado está ali para supervisionar toda a cadeia e, dependendo da situação, ele é um pouco mais incisivo, como é o caso das carnes, para garantir no final das contas que a sociedade possa consumir aquele produto”, afirmou. 

Deste modo, para sanar as deficiências do setor, injetar mais dinheiro, otimizar o trabalho e dar mais dinamicidade à defesa agropecuária brasileira, a ideia do governo é elevar a secretaria ao patamar de um órgão, vinculado ao Ministério. No entanto, os passos serão dados em longo prazo e a expectativa é de que o novo modelo esteja em pleno funcionamento em até dez anos. 

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