ABERTURA DE MERCADO

Produtores seguram a soja e preço sobe no Brasil

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Fonte: Ascom Famasul

O mercado brasileiro de soja apresentou preços de estáveis a mais altos nesta quinta-feira. As cotações reagiram diante da valorização da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e da subida do dólar. Porém, o dia foi de poucos negócios, com os produtores segurando a soja.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. O resultado positivo das exportações semanais americanas garantiu a sustentação das cotações.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.510.500 toneladas na semana encerrada em 5 de abril. O número ficou 33% acima da semana anterior e 74% superior à média das últimas quatro semanas.

Para a temporada 2018/19, foram mais 954.000 toneladas. Analistas esperavam entre 800 mil a 1,7 milhão toneladas, somando as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O corte na estimativa de safra da Argentina também ajudou na sustentação das cotações. Segundo a Bolsa de Cereais de Rosário, a safra deverá ficar em 37 milhões de toneladas. A redução, na comparação com a previsão anterior, foi de 3 milhões de toneladas.

Se comparada com previsões iniciais, a quebra na safra da Argentina por conta da prolongada estiagem já bate em 20 milhões de toneladas.

Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua previsão de 47 milhões para 40 milhões de toneladas. Já a Bolsa de Buenos Aires trabalha com produção de 38 milhões de toneladas.

Em decorrência da menor safra, a Argentina já está procurando soja no exterior. Nesta semana, os vendedores privados americanos anunciaram a venda de 240 mil toneladas de soja em grão para a Argentina com entrega para 2018/19.

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