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POLÊMICA

Projeto contra a aviação agrícola preocupa pilotos e produtores em MT

Setor produtivo alega que a medida tornaria insustentável a aplicação de defensivos no estado e traria prejuízos incalculáveis

22 de maio de 2019 às 19h13
Por Pedro Silvestre, de Campo Verde (MT)
avião agrícola fazendo pulverização

Foto: Pixabay

O projeto de lei que proíbe pulverização aérea em Mato Grosso está gerando revolta no setor produtivo, que teme prejuízos incalculáveis. O Brasil detém a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O estado mato-grossense lidera internamente, com 494 aeronaves e pelo menos 300 operadores privados.

O risco de extinção da atividade deixou empresários apreensivos. “Isso vai dar um prejuízo muito grande tanto para nós quanto para agricultura”, afirma Jeferson Bonmaster de Oliveira, sócio-proprietário de uma empresa aeroagrícola, em Campo Verde (MT), que emprega cerca de 15 funcionários diretos e atende uma área de 200 mil hectares por safra.

O piloto Léo Jures de Vargas receia ficar sem trabalho depois de ter investido muito dinheiro na formação. “E não sou só eu, mas todo o pessoal: ajudantes e mecânicos. Todo mundo será afetado”, lamenta.

Oliveira destaca que a atividade é fiscalizada por órgãos federais, como o Ministério da Agricultura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e estaduais, sendo eles a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). “A gente procura fazer tudo corretamente”, reforça.

Inácio Modesto Filho é diretor técnico de Agricultura do Grupo Bom Futuro, que cultiva mais de 500 mil hectares no estado e tem a maior frota do país, com 12 aeronaves. Ele foi pego de surpresa pelo projeto de lei. Para o dirigente, o autor da medida não conhece o setor produtivo e vai criar uma situação insustentável para aplicação de produtos agrícolas. “Se eu tenho uma praga ou uma doença e passa uma semana de chuvas, tenho áreas para pulverizar. E o que vai acontecer quando a praga ou a doença atingir os níveis críticos pela demora da entrada? A produtividade será menor”, explica.

Acusação grave

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT-MT), autor da proposta na Assembleia, defende que a prática de pulverização aérea é mais nociva à população rural e menos eficaz que outras formas de aplicação de defensivos.

“Várias pessoas têm nos mandado vídeos das rodovias, em todo o estado, presenciando aeronaves pulverizando agrotóxicos fora dos limites que são estabelecidos na nossa legislação. Denúncias de comunidades de vilas onde as escolas têm que parar o seu funcionamento em função da deriva de veneno comprometendo o ambiente de educação das crianças. Temos até denúncia de produtores de algodão que estão sofrendo com a deriva de veneno aplicado por helicóptero por aeronave em pastos no nosso estado. A própria agricultura está sendo penalizada com a aplicação aérea de agrotóxico”, diz Cabral.

4 comentários

  1. Joaquin Pinto !! em 24 de julho de 2019 às 01:07

    Só podia ser um petralha mesmo !!
    vagabundo !! O tamanho do impacto que isso vai causar…
    Sei que existe bastante voos com defensivos não regulamentado ou até proibidos, mais isso ,caberia aprovar um projeto que fiscalizasse as fazendas com mais frequência e notificar as que não atenderem as normas dos defensivos !!

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Projeto contra a aviação agrícola preocupa pilotos e produtores em MT

Setor produtivo alega que a medida tornaria insustentável a aplicação de defensivos no estado e traria prejuízos incalculáveis

22 de maio de 2019 às 19h13
Por Pedro Silvestre, de Campo Verde (MT)
avião agrícola fazendo pulverização

Foto: Pixabay

O projeto de lei que proíbe pulverização aérea em Mato Grosso está gerando revolta no setor produtivo, que teme prejuízos incalculáveis. O Brasil detém a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O estado mato-grossense lidera internamente, com 494 aeronaves e pelo menos 300 operadores privados.

O risco de extinção da atividade deixou empresários apreensivos. “Isso vai dar um prejuízo muito grande tanto para nós quanto para agricultura”, afirma Jeferson Bonmaster de Oliveira, sócio-proprietário de uma empresa aeroagrícola, em Campo Verde (MT), que emprega cerca de 15 funcionários diretos e atende uma área de 200 mil hectares por safra.

O piloto Léo Jures de Vargas receia ficar sem trabalho depois de ter investido muito dinheiro na formação. “E não sou só eu, mas todo o pessoal: ajudantes e mecânicos. Todo mundo será afetado”, lamenta.

Oliveira destaca que a atividade é fiscalizada por órgãos federais, como o Ministério da Agricultura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e estaduais, sendo eles a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). “A gente procura fazer tudo corretamente”, reforça.

Inácio Modesto Filho é diretor técnico de Agricultura do Grupo Bom Futuro, que cultiva mais de 500 mil hectares no estado e tem a maior frota do país, com 12 aeronaves. Ele foi pego de surpresa pelo projeto de lei. Para o dirigente, o autor da medida não conhece o setor produtivo e vai criar uma situação insustentável para aplicação de produtos agrícolas. “Se eu tenho uma praga ou uma doença e passa uma semana de chuvas, tenho áreas para pulverizar. E o que vai acontecer quando a praga ou a doença atingir os níveis críticos pela demora da entrada? A produtividade será menor”, explica.

Acusação grave

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT-MT), autor da proposta na Assembleia, defende que a prática de pulverização aérea é mais nociva à população rural e menos eficaz que outras formas de aplicação de defensivos.

“Várias pessoas têm nos mandado vídeos das rodovias, em todo o estado, presenciando aeronaves pulverizando agrotóxicos fora dos limites que são estabelecidos na nossa legislação. Denúncias de comunidades de vilas onde as escolas têm que parar o seu funcionamento em função da deriva de veneno comprometendo o ambiente de educação das crianças. Temos até denúncia de produtores de algodão que estão sofrendo com a deriva de veneno aplicado por helicóptero por aeronave em pastos no nosso estado. A própria agricultura está sendo penalizada com a aplicação aérea de agrotóxico”, diz Cabral.

4 comentários

  1. Joaquin Pinto !! em 24 de julho de 2019 às 01:07

    Só podia ser um petralha mesmo !!
    vagabundo !! O tamanho do impacto que isso vai causar…
    Sei que existe bastante voos com defensivos não regulamentado ou até proibidos, mais isso ,caberia aprovar um projeto que fiscalizasse as fazendas com mais frequência e notificar as que não atenderem as normas dos defensivos !!

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