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SITUAÇÃO COMPLICADA

Minha esposa hoje é faxineira, meu filho dirige caminhão, diz avicultor parado há 1 ano

Ex-produtores integrados vivem drama desde que a unidade da BRF em Campo Verde (MT) foi fechada; empresa não estuda retomar atividades no município

08 de agosto de 2019 às 20h27
Por Pedro Silvestre, de Campo Verde (MT)

Um ano após o fechamento da unidade da BRF em Campo Verde (MT), os avicultores que eram integrados vivem um drama. Segundo a Associação Campo-verdense de Avicultura (Acav), formada por 76 granjeiros, ao todo 251 aviários do município estão parados. Juntos, eles forneciam diariamente cerca de 120 mil frangos para abate.

Muitos precisaram deixar a atividade de lado para sobreviver, como é o caso da família de Ernie Suhre. Ele conta que está há um ano e dois meses sem renda. “Minha esposa está trabalhando de faxineira na cidade, meu filho dirige um caminhão e minha filha também me ajuda. Graças a Deus, ela conseguiu se formar através do dinheiro que eu conseguia com a granja. A gente vai levando, senão estaríamos passando fome”, afirma.

Para se integrar à BRF, Suhre investiu na contratação de funcionários e tomou emprestado R$ 1,3 milhão para construir seis barracões modernos, com capacidade para alojar 120 aves. A expectativa era usar a renda da atividade para pagar os débitos e sustentar a família, mas a parceria foi encerrada após 12 anos. “A gente deita um pouco, mas não dorme. Pediria para a nossa ministra [da Agricultura, Tereza Cristina], caso ela assista a essa reportagem, que intervenha pela avicultura de Campo Verde”, diz.

Avicultor Ernie Suhre

O avicultor Ernie Suhre apresenta uma das estruturas construídas para abrigar 120 mil aves. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Adalir Mores enfrenta o mesmo dilema: os quatro barracões que abrigavam 60 mil aves estão completamente vazios há mais de um ano. A paralisação traz prejuízos à estrutura; lonas e equipamentos estão danificados.

“A propriedade é pequena, oito hectares só. Viemos para cá [Campo Verde] em 1999. Agora estamos com os barracões fechados e dívida para pagar. Há muitas promessas, mas nenhuma certeza, está tudo enrolado”, conta. Apesar disso, ele afirma que tem esperança de retomar a atividade.

avicultor Adalir Mores

Adalir Mores mostra os problemas na estrutura que está parada há mais de um ano. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O avicultor Adalberto Grando transformou uma dos barracões em confinamento. No lugar dos frangos, 44 cabeças de gado. “Eu não estava descontente. Se tivesse continuado, construiria uma casa, colocaria um funcionário para cuidar e iria investir mais. Mas quando assinei o destrato, disse que iria mexer com algo que me desse ganhos. Gastei uns R$ 10 para transformar. Se fosse usar todo o espaço, daria para colocar uns 200 boi”, conta.

O avicultor Adalberto Grando transformou uma dos barracões em confinamento

Um dos barracões de Adalberto Grando foi transformado em confinamento. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Por meio de nota, a BRF informou que está “sempre avaliando as oportunidades de rever sua estrutura e capacidade de produção para melhor adequá-las às realidades de mercado”. Mas, no momento, a companhia tem estuda retomar o trabalho em Campo Verde.

14 comentários

  1. NAMIR em 8 de agosto de 2019 às 21:25

    Este é o Brasil varonil destroçado pela esquerda corrupta que abalou este pais, dando dinheiro a grandes corporações para obter favores em troca. Esperamos pelo menos velos todos na cadeia.

  2. Adailton bispo em 9 de agosto de 2019 às 00:04

    Que tudo corra bem para esses guerreiros

  3. Rosenilton em 9 de agosto de 2019 às 16:21

    Vai pra rua bater panela, pede impeachment da Dilma sem que ela tenha cometido nenhum crime (já foi comprovada sua inocência), faz arminha com as mãos, dança a coreografia dos acéfalos com a camisa da CBF, vota no Bol$onazi que passa!!!

  4. Adriano em 9 de agosto de 2019 às 20:36

    Aqui no norte do parana a jbs esta acabando com os pequenos aviarios e gerando grande desemprego no campo veja isso por nos ministros deixem e ajudem os avicultor de pequeno porte produzir

  5. Frederico Modri em 10 de agosto de 2019 às 12:33

    O problema não é o governo, mas sim a ilusão passada pelas integradoras! 🤷🏻‍♂️
    O produtor integrado é um funcionário sem vínculos das integradoras, essas só veem números na frente, não dando dinheiro vão embora, e quem ficar que tem que se virar! Complicado!

  6. Luciana Nóbrega em 10 de agosto de 2019 às 13:45

    E eles voltaram em quem?????

  7. Donizetti Souza em 11 de agosto de 2019 às 00:02

    Tenho certeza que são todos bolsonarista,agora faz o gesto da arma que as coisas melhoram.

  8. Onisvaldo Ferro em 11 de agosto de 2019 às 07:01

    Este Miguel Daud antes tinha a solução para tudo, era só tirar o PT que estava tudo resolvido e agora ele errola e não diz nada, sinto muito para quem acreditou em quem compara o trabalho no escritório dando solução para tudo e não olhou para seu próprio esforço diário de domingo a domingo sem férias para arrumar o básico que é sua própria comida.
    Más vai ficar pior porque o dinheiro do salário mínimo que o agricultor familiar muitos não terão mais direito começa a entra na conta negativa das pequenas cidades é em 2 anos, aí agricultores familiares do sul vocês verão a miséria de verdade na sua casa. O canal rural não vai te alimentar, Miguel Daud continuará rico!

  9. francisco martins em 11 de agosto de 2019 às 09:26

    oxe, não era só tirar a Dilma que melhorava?E desses 12 anos de vacas gordas, quantos foram no governo vermelho? É só fazer sinal de arminha que tudo melhora.

  10. Suzana em 11 de agosto de 2019 às 10:31

    E eles votaram em quem mesmo?????????

  11. Thomaz em 11 de agosto de 2019 às 11:11

    Toma cambada de bicho burro, vão confiar num jegue para administrar o país é isso que dá…
    E vai piorar a ideologia do coiso ruim é não vender pra China e Irã…
    Ou seja perdemos cada vez mais mercado….

  12. Inesane em 11 de agosto de 2019 às 12:17

    Queriam acabar com o PT e a corrupção no país e acabaram com a ECONOMIA e com ELES mesmos. PARABÉNS! Toda ação tem uma REAÇÃO.

  13. José Andrade em 11 de agosto de 2019 às 22:45

    Façam arminha com os dedos.

  14. José Roberto em 12 de agosto de 2019 às 05:05

    ……Aonde está a VIGILÃNCIA SANITÁRIA PECUÁRIA desse ESTADO, vendo esses bovinos ai dentro do barracão de frangos com seus excrementos, (CAMA de FRANGOS que contem merda de frango) com certeza os bovinos estão se alimentando desses excrementos, …que é alarmadamente infestado de… “PRIONS que é o agente causador da TERRÍVEL DOENÇA da VACA LOUCA”, todos os criadores sabem disso e do perigo que esses animais tem para passar a doença a através da carne e do leite aos seres humanos consumidores,…a legislação obriga o abate e a destruição das carcaças destes animais …para que essa TERRÍVEL DOENÇA não atinja os seres humanos………..VIGILÂNCIA tomem providencias imediatas!…..pra ver que o sujeito esta preocupado com seu negocio, mas não tá nem ai com a saúde do consumidor ou da propria família.

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SITUAÇÃO COMPLICADA

Minha esposa hoje é faxineira, meu filho dirige caminhão, diz avicultor parado há 1 ano

Ex-produtores integrados vivem drama desde que a unidade da BRF em Campo Verde (MT) foi fechada; empresa não estuda retomar atividades no município

08 de agosto de 2019 às 20h27
Por Pedro Silvestre, de Campo Verde (MT)

Um ano após o fechamento da unidade da BRF em Campo Verde (MT), os avicultores que eram integrados vivem um drama. Segundo a Associação Campo-verdense de Avicultura (Acav), formada por 76 granjeiros, ao todo 251 aviários do município estão parados. Juntos, eles forneciam diariamente cerca de 120 mil frangos para abate.

Muitos precisaram deixar a atividade de lado para sobreviver, como é o caso da família de Ernie Suhre. Ele conta que está há um ano e dois meses sem renda. “Minha esposa está trabalhando de faxineira na cidade, meu filho dirige um caminhão e minha filha também me ajuda. Graças a Deus, ela conseguiu se formar através do dinheiro que eu conseguia com a granja. A gente vai levando, senão estaríamos passando fome”, afirma.

Para se integrar à BRF, Suhre investiu na contratação de funcionários e tomou emprestado R$ 1,3 milhão para construir seis barracões modernos, com capacidade para alojar 120 aves. A expectativa era usar a renda da atividade para pagar os débitos e sustentar a família, mas a parceria foi encerrada após 12 anos. “A gente deita um pouco, mas não dorme. Pediria para a nossa ministra [da Agricultura, Tereza Cristina], caso ela assista a essa reportagem, que intervenha pela avicultura de Campo Verde”, diz.

Avicultor Ernie Suhre

O avicultor Ernie Suhre apresenta uma das estruturas construídas para abrigar 120 mil aves. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Adalir Mores enfrenta o mesmo dilema: os quatro barracões que abrigavam 60 mil aves estão completamente vazios há mais de um ano. A paralisação traz prejuízos à estrutura; lonas e equipamentos estão danificados.

“A propriedade é pequena, oito hectares só. Viemos para cá [Campo Verde] em 1999. Agora estamos com os barracões fechados e dívida para pagar. Há muitas promessas, mas nenhuma certeza, está tudo enrolado”, conta. Apesar disso, ele afirma que tem esperança de retomar a atividade.

avicultor Adalir Mores

Adalir Mores mostra os problemas na estrutura que está parada há mais de um ano. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O avicultor Adalberto Grando transformou uma dos barracões em confinamento. No lugar dos frangos, 44 cabeças de gado. “Eu não estava descontente. Se tivesse continuado, construiria uma casa, colocaria um funcionário para cuidar e iria investir mais. Mas quando assinei o destrato, disse que iria mexer com algo que me desse ganhos. Gastei uns R$ 10 para transformar. Se fosse usar todo o espaço, daria para colocar uns 200 boi”, conta.

O avicultor Adalberto Grando transformou uma dos barracões em confinamento

Um dos barracões de Adalberto Grando foi transformado em confinamento. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Por meio de nota, a BRF informou que está “sempre avaliando as oportunidades de rever sua estrutura e capacidade de produção para melhor adequá-las às realidades de mercado”. Mas, no momento, a companhia tem estuda retomar o trabalho em Campo Verde.

14 comentários

  1. NAMIR em 8 de agosto de 2019 às 21:25

    Este é o Brasil varonil destroçado pela esquerda corrupta que abalou este pais, dando dinheiro a grandes corporações para obter favores em troca. Esperamos pelo menos velos todos na cadeia.

  2. Adailton bispo em 9 de agosto de 2019 às 00:04

    Que tudo corra bem para esses guerreiros

  3. Rosenilton em 9 de agosto de 2019 às 16:21

    Vai pra rua bater panela, pede impeachment da Dilma sem que ela tenha cometido nenhum crime (já foi comprovada sua inocência), faz arminha com as mãos, dança a coreografia dos acéfalos com a camisa da CBF, vota no Bol$onazi que passa!!!

  4. Adriano em 9 de agosto de 2019 às 20:36

    Aqui no norte do parana a jbs esta acabando com os pequenos aviarios e gerando grande desemprego no campo veja isso por nos ministros deixem e ajudem os avicultor de pequeno porte produzir

  5. Frederico Modri em 10 de agosto de 2019 às 12:33

    O problema não é o governo, mas sim a ilusão passada pelas integradoras! 🤷🏻‍♂️
    O produtor integrado é um funcionário sem vínculos das integradoras, essas só veem números na frente, não dando dinheiro vão embora, e quem ficar que tem que se virar! Complicado!

  6. Luciana Nóbrega em 10 de agosto de 2019 às 13:45

    E eles voltaram em quem?????

  7. Donizetti Souza em 11 de agosto de 2019 às 00:02

    Tenho certeza que são todos bolsonarista,agora faz o gesto da arma que as coisas melhoram.

  8. Onisvaldo Ferro em 11 de agosto de 2019 às 07:01

    Este Miguel Daud antes tinha a solução para tudo, era só tirar o PT que estava tudo resolvido e agora ele errola e não diz nada, sinto muito para quem acreditou em quem compara o trabalho no escritório dando solução para tudo e não olhou para seu próprio esforço diário de domingo a domingo sem férias para arrumar o básico que é sua própria comida.
    Más vai ficar pior porque o dinheiro do salário mínimo que o agricultor familiar muitos não terão mais direito começa a entra na conta negativa das pequenas cidades é em 2 anos, aí agricultores familiares do sul vocês verão a miséria de verdade na sua casa. O canal rural não vai te alimentar, Miguel Daud continuará rico!

  9. francisco martins em 11 de agosto de 2019 às 09:26

    oxe, não era só tirar a Dilma que melhorava?E desses 12 anos de vacas gordas, quantos foram no governo vermelho? É só fazer sinal de arminha que tudo melhora.

  10. Suzana em 11 de agosto de 2019 às 10:31

    E eles votaram em quem mesmo?????????

  11. Thomaz em 11 de agosto de 2019 às 11:11

    Toma cambada de bicho burro, vão confiar num jegue para administrar o país é isso que dá…
    E vai piorar a ideologia do coiso ruim é não vender pra China e Irã…
    Ou seja perdemos cada vez mais mercado….

  12. Inesane em 11 de agosto de 2019 às 12:17

    Queriam acabar com o PT e a corrupção no país e acabaram com a ECONOMIA e com ELES mesmos. PARABÉNS! Toda ação tem uma REAÇÃO.

  13. José Andrade em 11 de agosto de 2019 às 22:45

    Façam arminha com os dedos.

  14. José Roberto em 12 de agosto de 2019 às 05:05

    ……Aonde está a VIGILÃNCIA SANITÁRIA PECUÁRIA desse ESTADO, vendo esses bovinos ai dentro do barracão de frangos com seus excrementos, (CAMA de FRANGOS que contem merda de frango) com certeza os bovinos estão se alimentando desses excrementos, …que é alarmadamente infestado de… “PRIONS que é o agente causador da TERRÍVEL DOENÇA da VACA LOUCA”, todos os criadores sabem disso e do perigo que esses animais tem para passar a doença a através da carne e do leite aos seres humanos consumidores,…a legislação obriga o abate e a destruição das carcaças destes animais …para que essa TERRÍVEL DOENÇA não atinja os seres humanos………..VIGILÂNCIA tomem providencias imediatas!…..pra ver que o sujeito esta preocupado com seu negocio, mas não tá nem ai com a saúde do consumidor ou da propria família.

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