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BEM-ESTAR

Mangalarga marchador: pesquisa inédita analisa importância de selas personalizadas

Estudo avalia como equipamentos sob medida influenciam no bem-estar do animal, do cavaleiro e no desempenho da dupla

18 de julho de 2019 às 20h24
Por Marcelo Dias, de Belo Horizonte

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) mostra a importância de adequar a sela para o bem estar do cavalo e do cavaleiro. 

Os alunos que fazem parte da pesquisa estão avaliando a forma adequada da utilização para os animais. Eles usam um equipamento especial para medir o dorso do cavalo e saber se a sela está adequada para a monta. O trabalho é inédito no Brasil e faz parte do estudo de mestrado em zootecnia da aluna Bárbara Nassif Klein. “A gente faz a marcação dos limites anatômicos dos animais, que precisamos para a definição dos modelos de sela no futuro”, disse a Bárbara.

Ao todo, 203 cavalos já foram analisados na primeira fase da pesquisa, que teve início na 37ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, realizada no ano passado. A pesquisa deve ser concluída até fevereiro, quando serão divulgadas as conclusões. 

A médica a quiropraxista Luli Kratschmer, no entanto, já antecipa que a maioria dos cavaleiros não se preocupam com a sela ideal para a montaria. Segundo ela, a pesquisa tem o objetivo de conscientizar estes profissionais sobre o bem-estar dos animais e a postura correta para o bom desempenho nas pistas.

“É importante para que a gente possa conhecer as deficiências do uso de selas não adequadas, para que no futuro possamos ter acessórios mais adequados para beneficiar animais e cavaleiros”, disse Luli.

Mas há quem preste atenção neste detalhe, como o adestrador Sérgio Faria, que hoje escolhe com cuidado o equipamento para os cavalos do haras onde trabalha. “Eu trabalho com essas selas o dia inteiro, montando até 10 cavalos. Percebo que o cavalo trabalha mais tranquilo, não tem pressão no ombro quando tem uma sela mais adequada”, contou.

O diretor da Escola Nacional de Árbitros também defende o projeto. Ele explica que a parceria da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador com a universidade é referência para todas as raças. “É uma pesquisa importante, pois o Mangalarga Marchador é um cavalo de sela e tudo que a gente quer é que aos 3 anos de idade a gente possa cavalgar, pois é um cavalo de lida, passeio e trabalho.”

2 comentários

  1. Leonardo Lamines (haras Cisplatina) em 17 de setembro de 2019 às 21:27

    As competições estão em nível muito elevado, portanto é sempre bom evoluir em todos os sentidos. A sela não podia ficar de fora, parabéns!

  2. Leonardo Lamines (haras Cisplatina) em 19 de setembro de 2019 às 22:20

    Excelente texto! Com o nível alto das competições todo detalhe deve ser observado.

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BEM-ESTAR

Mangalarga marchador: pesquisa inédita analisa importância de selas personalizadas

Estudo avalia como equipamentos sob medida influenciam no bem-estar do animal, do cavaleiro e no desempenho da dupla

18 de julho de 2019 às 20h24
Por Marcelo Dias, de Belo Horizonte

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) mostra a importância de adequar a sela para o bem estar do cavalo e do cavaleiro. 

Os alunos que fazem parte da pesquisa estão avaliando a forma adequada da utilização para os animais. Eles usam um equipamento especial para medir o dorso do cavalo e saber se a sela está adequada para a monta. O trabalho é inédito no Brasil e faz parte do estudo de mestrado em zootecnia da aluna Bárbara Nassif Klein. “A gente faz a marcação dos limites anatômicos dos animais, que precisamos para a definição dos modelos de sela no futuro”, disse a Bárbara.

Ao todo, 203 cavalos já foram analisados na primeira fase da pesquisa, que teve início na 37ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, realizada no ano passado. A pesquisa deve ser concluída até fevereiro, quando serão divulgadas as conclusões. 

A médica a quiropraxista Luli Kratschmer, no entanto, já antecipa que a maioria dos cavaleiros não se preocupam com a sela ideal para a montaria. Segundo ela, a pesquisa tem o objetivo de conscientizar estes profissionais sobre o bem-estar dos animais e a postura correta para o bom desempenho nas pistas.

“É importante para que a gente possa conhecer as deficiências do uso de selas não adequadas, para que no futuro possamos ter acessórios mais adequados para beneficiar animais e cavaleiros”, disse Luli.

Mas há quem preste atenção neste detalhe, como o adestrador Sérgio Faria, que hoje escolhe com cuidado o equipamento para os cavalos do haras onde trabalha. “Eu trabalho com essas selas o dia inteiro, montando até 10 cavalos. Percebo que o cavalo trabalha mais tranquilo, não tem pressão no ombro quando tem uma sela mais adequada”, contou.

O diretor da Escola Nacional de Árbitros também defende o projeto. Ele explica que a parceria da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador com a universidade é referência para todas as raças. “É uma pesquisa importante, pois o Mangalarga Marchador é um cavalo de sela e tudo que a gente quer é que aos 3 anos de idade a gente possa cavalgar, pois é um cavalo de lida, passeio e trabalho.”

2 comentários

  1. Leonardo Lamines (haras Cisplatina) em 17 de setembro de 2019 às 21:27

    As competições estão em nível muito elevado, portanto é sempre bom evoluir em todos os sentidos. A sela não podia ficar de fora, parabéns!

  2. Leonardo Lamines (haras Cisplatina) em 19 de setembro de 2019 às 22:20

    Excelente texto! Com o nível alto das competições todo detalhe deve ser observado.

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