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TRISTEZA

Produtora lamenta destruição de sítio por fogo: ‘Dói muito no coração’

Queimadas atingiram várias propriedades, matando animais e eliminando plantações; veja relatos

12 de setembro de 2019 às 19h51
Por Pedro Silvestre, de Rondonópolis (MT)

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O seca e as queimadas estão tirando o sono de muitos produtores rurais de Mato Grosso. Em regiões onde não chove há quatro meses, incêndios destroem produções, matam animais e geram muitos prejuízos.

Na propriedade de agricultura Aparecida Fabiano Rocha, o fogo veio sem aviso e tomou conta do sítio de 19 hectares, acabando com toda a produção de frutas, hortaliças e pastagem. “Dói muito no coração e é como se fosse carne da minha carne. A vida de um animal que a gente gosta de cuidar é a mesma coisa que a vida de um ser humano. Eu deixo de comer,  mas a criação vai ser tratada”,disse emocionada.

Após a devastação, o salário mínimo da aposentadoria foi a única fonte de renda que restou para a sobrevivência da agricultura e do marido. E é com esse dinheiro que o casal terá que tentar recuperar os prejuízos que já passam dos R$ 40 mil. 

As poucas vacas que sobraram ficaram bem machucadas e contam com os cuidados do médico veterinário Túlio Sarro Moreira, que dá assistência de forma solidária. “Um dos animais teve 30% do corpo bastante queimado, com edema devido à desidratação. Estamos cuidando, passando hidratantes e sprays cicatrizantes, mas alguns estão bem fracos devido ao susto”, comentou.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

A solidariedade também veio da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso e outros voluntários, que contribuíram com a doação de remédios e um caminhão de feno para alimentar os animais pelos próximos quatro meses.

A propriedade fica no assentamento Rio Vermelho, onde vivem mais de 320 famílias. Por lá, outros sítios também foram atingidos pelo fogo, como relata o presidente da União das Associações dos Pequenos Produtores Rurais da Região Sudeste de Mato Grosso, Nelsivon Silva Gomes. “De forma preliminar, contabilizamos em torno de R$ 40 mil por propriedade, mais de R$ 320 mil de prejuízo para os trabalhadores”, contou.

Preocupação

A situação é mais dramática porque a alta temperatura, a vegetação seca e a curta distância entre as propriedades colaboram para a propagação das chamas para outros assentamentos da região. No assentamento Primavera, seis sítios foram atingidos.

Enquanto o agricultor José Luczijnski vendia produtos na cidade, o fogo entrou e destruiu grande parte da sua propriedade de 25 hectares. Ele perdeu um pomar com 25 pés de laranja e tangerinas em plena produção, além de pés de manga, coco, pequi e cana. Ao todo, o prejuízo está na casa dos R$ 10 mil, sem contar o desfalque que terá na renda mensal esperada de R$ 700 pelas vendas da produção.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

“É a nossa sobrevivência, sem falar do valor sentimental, pois plantei tudo isso há quase 20 anos e vi tudo crescer. Sem isso já não estava dando lucro e agora que vai endividar mesmo. Eu tenho duas prestações de Pronaf em torno de R$ 6 mil para pagar e sem essa renda terei mais dificuldade”, contou.

De acordo Nelsivon, que  ex-chefe do Incra de Rondonópolis, a estiagem prolongada de quatro meses elevou em mais de 30% o número de incêndios na região. Ele pede socorro à bancada do agronegócio e ao governo federal.

“Da mesma forma que populares estão ajudando com doações, o governo também precisa abraçar e colocar a sua equipe técnica à disposição para fazer uma análise e poder ajudar de forma imediata esses trabalhadores. A maioria perdeu toda a renda após essa queimada”, lamentou.

 

Pouco se salvou na maioria das propriedades atingidas. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

 

Na propriedade de Aparecida Fabiano Rocha, as chamas mataram animais e destruíram plantações. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

 

Propriedades em assentamentos foram destruídas na região de Rondonópolis. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

3 comentários

  1. . em 12 de setembro de 2019 às 22:07

    Quero deixar o meu relato aqui no município de Água Boa também em Mato Grosso o fogo estra destruído propriedades grandes e dos pequenos produtores no P.A Santa Maria o fogo veio da reserva indígena as margens da BR 158 no km 600. O incêndio começou atravessou a BR porque os ventos estar forte e também dentro do rio Borecaia que nessa época do ano estar seco , o fogo evadiu as propriedades das margens do rio foi na tarde dessa terça feira não tem quem controla o fogo devido a temperatura do tempo que estar muito quente chegando aos 40 graus Celsius e o fogo não apagou até no dia de hoje quinta feira; tratores .bomba d’água enxadas homens e nada de controlar o incêndio, mas o que eu quero dizer .É chamamos o corpo de Bombeiro, mas não fomos atendido somente a prefeitura mandou um caminhão pipa para nos ajudar , mas infelizmente o incêndio é de grande proporção só o caminhão não consegue ; porque o caminhão tem que abastecer de água na cidade de Água Boa à 30 km. Chamamos o reforço do corpo de bombeiro em Nova Xavantina ,mas os mesmos tinha que acionar o corpo de Bombeiro de Barra do Garças. Resumindo o fogo continua queimando as propriedades; e o corpo de bombeiro não apareceu até hoje. AS PROPAGADAS DIZEM LIGAR PARA TAL NÚMERO, mas quando chama não aparece ninguém nem CORPO DE BOMBEIROS, NEM FUNAI, NEM IBAMA, NENHUMA AUTORIDADE APARECE PARA DAR ASSISTÊNCIA. ÁREA INDÍGENA NÃO TEM NADA DE PRESERVAÇÃO A MAIS DE UM MÊS QUE TEM FOCO DE INCÊNDIO NA RESERVA E NINGÉM FAZ ABISULUTAMENTE NADA já tinha quase vinte anos que o lado dos sítios e fazendas não tinha queimadas cadê as autoridades competentes para cuidar desse problema que é muito sério. Não tem que culpar o presidente do nosso país porque não depende só dele depende de todos as autoridades se juntarem e refazer as políticas públicas relacionada a esses problemas refazer os artigos das Leis fiscalizar melhor os órgãos. Afinal há incêndios em todos os cantos de Mato Grosso entendo que nem todos estar próximo as reservas , mas também há muitos incêndios relacionadas as áreas indígenas. Compreendo também que é a cultura deles ,não queremos nem um pouco prejudicar eles , mas nós estamos sendo prejudicado com o habito deles de colocar fogo nas áreas para a caça sendo que eles já mudaram muito seus hábitos estudando na escola de branco ou melhor que pertence a nossa cultura eles aprende a nossa língua e com muita facilidade; alimenta do nosso alimento; feito com dentro da nossa cultura alimentar usa os mesmos vestimentas, então porque não mudar. A FUNAI a FUNASA PODERIA MUDA TAMBÉM NESSE A QUESITO O FOGO ESTAR DESTRUINDO A FAUNA E A FLORA DO NOSSO ESTADO.

    • APARECIDA MARIA DA SILVA em 12 de setembro de 2019 às 22:15

      PORQUE MEU COMENTÁRIO ESTAR AGUARDANDO MODERAÇÃO NÃO ESTOU DESCRIMINANDO NEM TÃO POUCO ACUSANDO INFELIZMENTE RELATEI A MINHA SITUAÇÃO E DE TODOS NÓS QUE MORAMOS AQUI ISSO É UMA REALIDADE.

  2. Hardi em 13 de setembro de 2019 às 08:07

    Não seria a hora de pensar em construção de cisternas para estocar agua do periodo de chuvas para uma emergencia dessas?

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TRISTEZA

Produtora lamenta destruição de sítio por fogo: ‘Dói muito no coração’

Queimadas atingiram várias propriedades, matando animais e eliminando plantações; veja relatos

12 de setembro de 2019 às 19h51
Por Pedro Silvestre, de Rondonópolis (MT)

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O seca e as queimadas estão tirando o sono de muitos produtores rurais de Mato Grosso. Em regiões onde não chove há quatro meses, incêndios destroem produções, matam animais e geram muitos prejuízos.

Na propriedade de agricultura Aparecida Fabiano Rocha, o fogo veio sem aviso e tomou conta do sítio de 19 hectares, acabando com toda a produção de frutas, hortaliças e pastagem. “Dói muito no coração e é como se fosse carne da minha carne. A vida de um animal que a gente gosta de cuidar é a mesma coisa que a vida de um ser humano. Eu deixo de comer,  mas a criação vai ser tratada”,disse emocionada.

Após a devastação, o salário mínimo da aposentadoria foi a única fonte de renda que restou para a sobrevivência da agricultura e do marido. E é com esse dinheiro que o casal terá que tentar recuperar os prejuízos que já passam dos R$ 40 mil. 

As poucas vacas que sobraram ficaram bem machucadas e contam com os cuidados do médico veterinário Túlio Sarro Moreira, que dá assistência de forma solidária. “Um dos animais teve 30% do corpo bastante queimado, com edema devido à desidratação. Estamos cuidando, passando hidratantes e sprays cicatrizantes, mas alguns estão bem fracos devido ao susto”, comentou.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

A solidariedade também veio da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso e outros voluntários, que contribuíram com a doação de remédios e um caminhão de feno para alimentar os animais pelos próximos quatro meses.

A propriedade fica no assentamento Rio Vermelho, onde vivem mais de 320 famílias. Por lá, outros sítios também foram atingidos pelo fogo, como relata o presidente da União das Associações dos Pequenos Produtores Rurais da Região Sudeste de Mato Grosso, Nelsivon Silva Gomes. “De forma preliminar, contabilizamos em torno de R$ 40 mil por propriedade, mais de R$ 320 mil de prejuízo para os trabalhadores”, contou.

Preocupação

A situação é mais dramática porque a alta temperatura, a vegetação seca e a curta distância entre as propriedades colaboram para a propagação das chamas para outros assentamentos da região. No assentamento Primavera, seis sítios foram atingidos.

Enquanto o agricultor José Luczijnski vendia produtos na cidade, o fogo entrou e destruiu grande parte da sua propriedade de 25 hectares. Ele perdeu um pomar com 25 pés de laranja e tangerinas em plena produção, além de pés de manga, coco, pequi e cana. Ao todo, o prejuízo está na casa dos R$ 10 mil, sem contar o desfalque que terá na renda mensal esperada de R$ 700 pelas vendas da produção.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

“É a nossa sobrevivência, sem falar do valor sentimental, pois plantei tudo isso há quase 20 anos e vi tudo crescer. Sem isso já não estava dando lucro e agora que vai endividar mesmo. Eu tenho duas prestações de Pronaf em torno de R$ 6 mil para pagar e sem essa renda terei mais dificuldade”, contou.

De acordo Nelsivon, que  ex-chefe do Incra de Rondonópolis, a estiagem prolongada de quatro meses elevou em mais de 30% o número de incêndios na região. Ele pede socorro à bancada do agronegócio e ao governo federal.

“Da mesma forma que populares estão ajudando com doações, o governo também precisa abraçar e colocar a sua equipe técnica à disposição para fazer uma análise e poder ajudar de forma imediata esses trabalhadores. A maioria perdeu toda a renda após essa queimada”, lamentou.

 

Pouco se salvou na maioria das propriedades atingidas. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

 

Na propriedade de Aparecida Fabiano Rocha, as chamas mataram animais e destruíram plantações. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

 

Propriedades em assentamentos foram destruídas na região de Rondonópolis. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

3 comentários

  1. . em 12 de setembro de 2019 às 22:07

    Quero deixar o meu relato aqui no município de Água Boa também em Mato Grosso o fogo estra destruído propriedades grandes e dos pequenos produtores no P.A Santa Maria o fogo veio da reserva indígena as margens da BR 158 no km 600. O incêndio começou atravessou a BR porque os ventos estar forte e também dentro do rio Borecaia que nessa época do ano estar seco , o fogo evadiu as propriedades das margens do rio foi na tarde dessa terça feira não tem quem controla o fogo devido a temperatura do tempo que estar muito quente chegando aos 40 graus Celsius e o fogo não apagou até no dia de hoje quinta feira; tratores .bomba d’água enxadas homens e nada de controlar o incêndio, mas o que eu quero dizer .É chamamos o corpo de Bombeiro, mas não fomos atendido somente a prefeitura mandou um caminhão pipa para nos ajudar , mas infelizmente o incêndio é de grande proporção só o caminhão não consegue ; porque o caminhão tem que abastecer de água na cidade de Água Boa à 30 km. Chamamos o reforço do corpo de bombeiro em Nova Xavantina ,mas os mesmos tinha que acionar o corpo de Bombeiro de Barra do Garças. Resumindo o fogo continua queimando as propriedades; e o corpo de bombeiro não apareceu até hoje. AS PROPAGADAS DIZEM LIGAR PARA TAL NÚMERO, mas quando chama não aparece ninguém nem CORPO DE BOMBEIROS, NEM FUNAI, NEM IBAMA, NENHUMA AUTORIDADE APARECE PARA DAR ASSISTÊNCIA. ÁREA INDÍGENA NÃO TEM NADA DE PRESERVAÇÃO A MAIS DE UM MÊS QUE TEM FOCO DE INCÊNDIO NA RESERVA E NINGÉM FAZ ABISULUTAMENTE NADA já tinha quase vinte anos que o lado dos sítios e fazendas não tinha queimadas cadê as autoridades competentes para cuidar desse problema que é muito sério. Não tem que culpar o presidente do nosso país porque não depende só dele depende de todos as autoridades se juntarem e refazer as políticas públicas relacionada a esses problemas refazer os artigos das Leis fiscalizar melhor os órgãos. Afinal há incêndios em todos os cantos de Mato Grosso entendo que nem todos estar próximo as reservas , mas também há muitos incêndios relacionadas as áreas indígenas. Compreendo também que é a cultura deles ,não queremos nem um pouco prejudicar eles , mas nós estamos sendo prejudicado com o habito deles de colocar fogo nas áreas para a caça sendo que eles já mudaram muito seus hábitos estudando na escola de branco ou melhor que pertence a nossa cultura eles aprende a nossa língua e com muita facilidade; alimenta do nosso alimento; feito com dentro da nossa cultura alimentar usa os mesmos vestimentas, então porque não mudar. A FUNAI a FUNASA PODERIA MUDA TAMBÉM NESSE A QUESITO O FOGO ESTAR DESTRUINDO A FAUNA E A FLORA DO NOSSO ESTADO.

    • APARECIDA MARIA DA SILVA em 12 de setembro de 2019 às 22:15

      PORQUE MEU COMENTÁRIO ESTAR AGUARDANDO MODERAÇÃO NÃO ESTOU DESCRIMINANDO NEM TÃO POUCO ACUSANDO INFELIZMENTE RELATEI A MINHA SITUAÇÃO E DE TODOS NÓS QUE MORAMOS AQUI ISSO É UMA REALIDADE.

  2. Hardi em 13 de setembro de 2019 às 08:07

    Não seria a hora de pensar em construção de cisternas para estocar agua do periodo de chuvas para uma emergencia dessas?

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