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ALIADO IMPORTANTE

Proibição do glifosato pode colocar em risco o meio ambiente, diz Embrapa

Além disso, o agro teria que abandonar o plantio direto; entidade estima que o prejuízo para o setor produtivo chegaria a R$ 25 bilhões

03 de julho de 2019 às 19h47
Por Pablo Valler, de Londrina (PR)

O glifosato revolucionou a agricultura mundial, tendo viabilizado o plantio direto no Brasil, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que a produção de grãos aumentou 60% nos últimos anos graças à combinação do herbicida com outras tecnologias.

Na propriedade de Jorge Piccinin, em Jaciara (MT), são, em média, quatro aplicações por ano, que custam de R$ 200 a R$ 250 por hectare. Parece muito, mas o produtor não sabe nem dizer quanto o custo de produção subiria sem o agroquímico. “Todas as culturas com que a gente trabalha dependem do glifosato. O impacto seria altíssimo”, diz.

De acordo com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), caso o herbicida fosse proibido hoje, o setor produtivo teria que arcar com prejuízo de R$ 25 bilhões.

Mas o agro até se mostra disposto a abrir mão do defensivo caso seja comprovado que o produto faz mal ao meio ambiente. Porém, a natureza é uma das maiores beneficiadas, defende essa tese é o grupo de pesquisa da Embrapa Meio Ambiente.

Segundo o chefe-geral da unidade, Marcelo Morandi, para abandonar a tecnologia, seria necessário uma aplicação de mão de obra muito intensiva. “Ou teríamos que regredir, deixando o plantio direto e voltando a arar o solo. Isso pode causar erosão e agredir os rios. Além disso, arar os solos libera gases de efeito estufa, o que abre outra discussão”, explica.

Há vinte anos, os especialistas buscam resquícios do herbicida na natureza, mas não encontraram nada até agora. “O glifosato é considerado uma molécula segura para o meio ambiente porque, após a aplicação, ela rapidamente desaparece. Além disso, para os não alvos, como insetos, a molécula tem baixa toxicidade também. Eventualmente, se for para um rio, por exemplo, essa concentração não terá influência nenhuma”, diz o pesquisador Robson Barizon.

Fique atento

O glifosato é tema de uma consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  O prazo para o envio de manifestações foi prorrogado até 8 de julho. Você pode acessar a consulta clicando aqui.

Nova call to action

 

11 comentários

  1. João Verde em 3 de julho de 2019 às 20:50

    Tirar o Glifosato vai acabar com a Natureza?!? Isso aí é tão descabido, que é difícil achar palavras pra descrever uma barbaridade dessas. Vale tudo por dinheiro e “produção”. Essas afirmações lembram muito as que ouvimos décadas atrás: “fumar é seguro, e plantar fumo não carreta risco nenhum à saúde, muito menos os defensivos usados em seu plantio…acabar com a indústria do fumo acarretará em enormes perdas financeiras”, e blábláblá. Hoje sabemos a verdade. Precaução, sempre! Antes estar vivo pra poder trabalhar, e ter água e alimento de qualidade, do que estar com câncer e ter que pagar pra comprar plantas (e abelhas) transgênicas.

  2. carlos fenrando conti em 3 de julho de 2019 às 21:23

    Lamentavelmente os fabricantes do glifosato já compraram muita gente, só não compraram quem sofre diretamente, os apicultores e meliponicultores , com a morte de milhões de abelhas, tiveram inclusive a cara de pau de montarem um “grupo de
    defensores das abelhas,” lamentável a cara de pau , a ganancia é insuportaável

  3. Patrícia em 3 de julho de 2019 às 22:56

    Me parece q esse pesquisador da Embrapa é patrocinado pela Monsanto. Desde qdo o glifosato é bom para o meio ambiente e inofensivo aos insetos, humanos e animais? Só nessa tese dele pq milhares de estudos apontam o inverso. O mundo afirma o contrário..
    Chega a ser engraçado.

  4. Eduardo Gonçalves da mota em 4 de julho de 2019 às 07:41

    A proibição do glicosado é um atentado contra o Agronegocios brasileiro

  5. Paula em 4 de julho de 2019 às 10:27

    Prezados,
    Usar agrotóxicos que causa câncer nas pessoas e mata as abelhas é normal??
    Aliado de quem? Das indústrias químicas?
    Até quando iremos ignorar que um cultivo orgânico é melhor para o ambiente e as pessoas? Até acabarmos com a humanidade?
    Não existe coisa pior para um solo que a monocultura!!

  6. Ubiratã Mariano De Souza em 4 de julho de 2019 às 17:30

    os tais do agronegócio só pensam neles…dinheiro fácil e as pessoas com doenças

  7. Almanakut Brasil em 4 de julho de 2019 às 18:29

    Se a Embrapa, que é uma “Nasa” para os brasileiros e só trouxe riqueza para o país, tem a firmeza de alegar isso, os brasileiros de bom senso e a imprensa de bom caráter só tem que ignorar as mesmas “ladainhas” de quem não pega em um cabo de uma enxada e muito menos rala dia e noite pela defesa do país.

    PV questiona Ministério da Agricultura no STF por liberação de agrotóxicos – (Terça Livre – 04/07/2019)

    O Partido Verde (PV) questiona, no Supremo Tribunal Federal, a liberação de 200 agrotóxicos no Brasil pelo Ministério da Agricultura.

    A legenda ajuizou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 599, no Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a liberação, que ocorreu nos seis primeiros meses de 2019.

    https://www.tercalivre.com.br/pv-questiona-ministerio-da-agricultura-no-stf-por-liberacao-de-agrotoxicos

    Até quem fuma e cheira e votou no Gabeira, mesmo nóiado, sabe que a boa colheita da cannabis e da folha de coca em grandes quantidades dependem de agrotóxicos, com mais químicos ainda, até chegar ao produto final para consumo.

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ALIADO IMPORTANTE

Proibição do glifosato pode colocar em risco o meio ambiente, diz Embrapa

Além disso, o agro teria que abandonar o plantio direto; entidade estima que o prejuízo para o setor produtivo chegaria a R$ 25 bilhões

03 de julho de 2019 às 19h47
Por Pablo Valler, de Londrina (PR)

O glifosato revolucionou a agricultura mundial, tendo viabilizado o plantio direto no Brasil, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que a produção de grãos aumentou 60% nos últimos anos graças à combinação do herbicida com outras tecnologias.

Na propriedade de Jorge Piccinin, em Jaciara (MT), são, em média, quatro aplicações por ano, que custam de R$ 200 a R$ 250 por hectare. Parece muito, mas o produtor não sabe nem dizer quanto o custo de produção subiria sem o agroquímico. “Todas as culturas com que a gente trabalha dependem do glifosato. O impacto seria altíssimo”, diz.

De acordo com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), caso o herbicida fosse proibido hoje, o setor produtivo teria que arcar com prejuízo de R$ 25 bilhões.

Mas o agro até se mostra disposto a abrir mão do defensivo caso seja comprovado que o produto faz mal ao meio ambiente. Porém, a natureza é uma das maiores beneficiadas, defende essa tese é o grupo de pesquisa da Embrapa Meio Ambiente.

Segundo o chefe-geral da unidade, Marcelo Morandi, para abandonar a tecnologia, seria necessário uma aplicação de mão de obra muito intensiva. “Ou teríamos que regredir, deixando o plantio direto e voltando a arar o solo. Isso pode causar erosão e agredir os rios. Além disso, arar os solos libera gases de efeito estufa, o que abre outra discussão”, explica.

Há vinte anos, os especialistas buscam resquícios do herbicida na natureza, mas não encontraram nada até agora. “O glifosato é considerado uma molécula segura para o meio ambiente porque, após a aplicação, ela rapidamente desaparece. Além disso, para os não alvos, como insetos, a molécula tem baixa toxicidade também. Eventualmente, se for para um rio, por exemplo, essa concentração não terá influência nenhuma”, diz o pesquisador Robson Barizon.

Fique atento

O glifosato é tema de uma consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  O prazo para o envio de manifestações foi prorrogado até 8 de julho. Você pode acessar a consulta clicando aqui.

Nova call to action

 

11 comentários

  1. João Verde em 3 de julho de 2019 às 20:50

    Tirar o Glifosato vai acabar com a Natureza?!? Isso aí é tão descabido, que é difícil achar palavras pra descrever uma barbaridade dessas. Vale tudo por dinheiro e “produção”. Essas afirmações lembram muito as que ouvimos décadas atrás: “fumar é seguro, e plantar fumo não carreta risco nenhum à saúde, muito menos os defensivos usados em seu plantio…acabar com a indústria do fumo acarretará em enormes perdas financeiras”, e blábláblá. Hoje sabemos a verdade. Precaução, sempre! Antes estar vivo pra poder trabalhar, e ter água e alimento de qualidade, do que estar com câncer e ter que pagar pra comprar plantas (e abelhas) transgênicas.

  2. carlos fenrando conti em 3 de julho de 2019 às 21:23

    Lamentavelmente os fabricantes do glifosato já compraram muita gente, só não compraram quem sofre diretamente, os apicultores e meliponicultores , com a morte de milhões de abelhas, tiveram inclusive a cara de pau de montarem um “grupo de
    defensores das abelhas,” lamentável a cara de pau , a ganancia é insuportaável

  3. Patrícia em 3 de julho de 2019 às 22:56

    Me parece q esse pesquisador da Embrapa é patrocinado pela Monsanto. Desde qdo o glifosato é bom para o meio ambiente e inofensivo aos insetos, humanos e animais? Só nessa tese dele pq milhares de estudos apontam o inverso. O mundo afirma o contrário..
    Chega a ser engraçado.

  4. Eduardo Gonçalves da mota em 4 de julho de 2019 às 07:41

    A proibição do glicosado é um atentado contra o Agronegocios brasileiro

  5. Paula em 4 de julho de 2019 às 10:27

    Prezados,
    Usar agrotóxicos que causa câncer nas pessoas e mata as abelhas é normal??
    Aliado de quem? Das indústrias químicas?
    Até quando iremos ignorar que um cultivo orgânico é melhor para o ambiente e as pessoas? Até acabarmos com a humanidade?
    Não existe coisa pior para um solo que a monocultura!!

  6. Ubiratã Mariano De Souza em 4 de julho de 2019 às 17:30

    os tais do agronegócio só pensam neles…dinheiro fácil e as pessoas com doenças

  7. Almanakut Brasil em 4 de julho de 2019 às 18:29

    Se a Embrapa, que é uma “Nasa” para os brasileiros e só trouxe riqueza para o país, tem a firmeza de alegar isso, os brasileiros de bom senso e a imprensa de bom caráter só tem que ignorar as mesmas “ladainhas” de quem não pega em um cabo de uma enxada e muito menos rala dia e noite pela defesa do país.

    PV questiona Ministério da Agricultura no STF por liberação de agrotóxicos – (Terça Livre – 04/07/2019)

    O Partido Verde (PV) questiona, no Supremo Tribunal Federal, a liberação de 200 agrotóxicos no Brasil pelo Ministério da Agricultura.

    A legenda ajuizou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 599, no Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a liberação, que ocorreu nos seis primeiros meses de 2019.

    https://www.tercalivre.com.br/pv-questiona-ministerio-da-agricultura-no-stf-por-liberacao-de-agrotoxicos

    Até quem fuma e cheira e votou no Gabeira, mesmo nóiado, sabe que a boa colheita da cannabis e da folha de coca em grandes quantidades dependem de agrotóxicos, com mais químicos ainda, até chegar ao produto final para consumo.

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