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DENÚNCIA

Empresas rejeitam milho que não atende a critérios para exportação

Segundo produtores, enquanto o limite de grãos avariados é de 6%, compradores querem até 5% visando o mercado externo

16 de julho de 2019 às 19h33
Por Pedro Silvestre, de Jaciara (MT)
milho, grão

Foto: Renata Silva/Embrapa Rondônia

Agricultores de Mato Grosso colheram 76% da segunda safra de milho, mas alguns já não tem mais onde guardar os grãos. Segundo o setor, as empresas compradoras não estão aceitando parte da produção. “O limite de grãos avariados era 8%, mas o Ministério da Agricultura passou para 6%. Elas não respeitam e querem até 5%, que é o limite para exportação”, conta o produtor Rogério Berwanger.

Ele conseguiu negociar a retirada de 40 mil sacas, que vão abrir espaço no armazém para os trabalhos de campo continuarem. “Já tem milho caindo no chão, com 12% de umidade, porque não tem onde colocar. As empresas não têm flexibilidade. Por causa de um ponto não querem receber os contratos que foram feitos; é 5% e acabou o papo”, diz.

Diante dos prejuízos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobra mudanças nas regras da classificação de grãos. “Temos buscado empresas que têm máquinas desenvolvidas, com as quais é possível analisar teor de óleo, proteína, acidez do grão etc, para que, no futuro, o ministério mude as normativas”, diz o diretor-administrativo da entidade, Lucas Costa Beber.

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DENÚNCIA

Empresas rejeitam milho que não atende a critérios para exportação

Segundo produtores, enquanto o limite de grãos avariados é de 6%, compradores querem até 5% visando o mercado externo

16 de julho de 2019 às 19h33
Por Pedro Silvestre, de Jaciara (MT)
milho, grão

Foto: Renata Silva/Embrapa Rondônia

Agricultores de Mato Grosso colheram 76% da segunda safra de milho, mas alguns já não tem mais onde guardar os grãos. Segundo o setor, as empresas compradoras não estão aceitando parte da produção. “O limite de grãos avariados era 8%, mas o Ministério da Agricultura passou para 6%. Elas não respeitam e querem até 5%, que é o limite para exportação”, conta o produtor Rogério Berwanger.

Ele conseguiu negociar a retirada de 40 mil sacas, que vão abrir espaço no armazém para os trabalhos de campo continuarem. “Já tem milho caindo no chão, com 12% de umidade, porque não tem onde colocar. As empresas não têm flexibilidade. Por causa de um ponto não querem receber os contratos que foram feitos; é 5% e acabou o papo”, diz.

Diante dos prejuízos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobra mudanças nas regras da classificação de grãos. “Temos buscado empresas que têm máquinas desenvolvidas, com as quais é possível analisar teor de óleo, proteína, acidez do grão etc, para que, no futuro, o ministério mude as normativas”, diz o diretor-administrativo da entidade, Lucas Costa Beber.

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