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ATENÇÃO

Governo corta 57% do orçamento para assistência técnica e extensão rural

Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, a redução põe em risco não só os programas planejados, mas também os que estão em andamento

21 de outubro de 2019 às 20h30
Por Rafael Walendorff, de Brasília

Os programas de assistência técnica e extensão rural do governo federal estão em risco. O orçamento destinado aos projetos foi reduzido em 57%, passando de R$ 118 milhões em 2019 para R$ 51 milhões no ano que vem. Até o AgroNordeste, recém-lançado, pode ser comprometido.

“Temos várias ações que já estão planejadas e algumas até em andamento. Elas vão precisar de recursos. A proposta que havíamos feito era de R$ 157 milhões, o que não era muito”, afirma o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

A Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural (Frente de Ater) ainda está tentando recompor os recursos. “Para 2020, acertamos na Comissão de Agricultura [da Câmara] e estamos colocando uma emenda de R$ 250 milhões, metade dos R$ 500 milhões que temos como meta para os próximos cinco anos”, conta o coordenador da bancada, deputado federal Zé Silva (SD-MG).

A meta é ousada: fazer o orçamento federal crescer de R$ 51 milhões para R$ 500 milhões e manter os recursos estaduais em R$ 2 bilhões. Com isso, seria possível passar de 16 mil extensionistas para 35 mil até 2024 e garantir atendimento a todos os agricultores brasileiros.

Atualmente, apenas 20% dos produtores rurais recebem algum tipo de assistência técnica e extensão rural. Para ampliar o acesso, parlamentares pretendem firmar um pacto pela reestruturação dos serviços em novembro e querem mais R$ 1,5 bilhão proveniente de setores como mineração, pré-sal, empresas de internet rural e isenções fiscais.

O governo defende mudanças na lei para permitir que a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) possa captar recursos da iniciativa privada, de modo a não depender do orçamento federal.

O secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris, afirma que há um desmonte no serviço e critica a participação do Sistema S na atividade. “Senar e Sebrae não vão capacitar o prestar serviço de assistência técnica para pessoas menos capacitadas. Sobrará, infelizmente, para quem tem condição financeira para empreender no meio rural”, diz.

Rovaris afirma que o sistema cooperativo brasileiro tem uma rede significativa de assistência técnica, mas nenhum governo — atual ou passado — se preocupou em dar condições para que ele pudesse ajudar. “As propostas e os meios existem; o que precisamos ter é a vontade política”, finaliza.

8 comentários

  1. Sebastião Jander em 22 de outubro de 2019 às 06:43

    Realmente esse governo só tá preocupado em agradar os interesses do EUA, tá bem pouco preocupado com os interesses da população brasileira…

  2. Sebastião manoel dos Santos filho em 22 de outubro de 2019 às 07:41

    País vergonhoso cade os políticos de não se vende

  3. Altieres Fagundes em 22 de outubro de 2019 às 08:47

    Ai o governo perde apoio, tem que desenvolver o país e não jogá-lo às traças!!!

  4. Flávio Roberto em 22 de outubro de 2019 às 18:08

    Isto é uma Vergonha para o nosso país, pois o governo só faz corte em áreas de suma importância para a recuperação do país, pois o agro é uma das mais importante na economia que a cada ano havendo superávit nesta atividade.

  5. José dos Reis de Souza em 22 de outubro de 2019 às 21:10

    Infelizmente o governo federal deixa a desejarquem fica penalizado e o produtor pequeno como os produtores familiares.

    Porque essa cadeia produtiva si não tiver apoio governamental não consegui alavancar

    Enfim e muita compricado

  6. marcos em 22 de outubro de 2019 às 22:03

    o falta a meu ver e recursos pra os tecnicos do campos pra que possam fazer trabalho de extensão rural, ter escritorios em cada cidade mas nao recursos basicos se tornam somente mais um meio de o governo buscar recursos do municipio.

  7. Marcelo em 23 de outubro de 2019 às 13:53

    Imaginem empresas privadas ficando responsáveis pela extensão rural.
    Será colocar lobo pra cuidar das ovelhas. Empresas de vendas de agrotóxicos, de transgênicos e de tratores dizendo para os agricultores o que e como eles devem fazer?
    Os agricultores vão bancar tudo sozinhos e ficar dependentes do mercado.
    Autonomia zero.
    Parabéns aos desgoverno.

  8. Rubem Cerqueira de Souza em 24 de outubro de 2019 às 14:15

    A meu ver as questões ambientais das propriedades rurais deveria ter sido vinculada e integrada a extensão rural e não ter sido destinada ao Inema.

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Governo corta 57% do orçamento para assistência técnica e extensão rural

Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, a redução põe em risco não só os programas planejados, mas também os que estão em andamento

21 de outubro de 2019 às 20h30
Por Rafael Walendorff, de Brasília

Os programas de assistência técnica e extensão rural do governo federal estão em risco. O orçamento destinado aos projetos foi reduzido em 57%, passando de R$ 118 milhões em 2019 para R$ 51 milhões no ano que vem. Até o AgroNordeste, recém-lançado, pode ser comprometido.

“Temos várias ações que já estão planejadas e algumas até em andamento. Elas vão precisar de recursos. A proposta que havíamos feito era de R$ 157 milhões, o que não era muito”, afirma o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

A Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural (Frente de Ater) ainda está tentando recompor os recursos. “Para 2020, acertamos na Comissão de Agricultura [da Câmara] e estamos colocando uma emenda de R$ 250 milhões, metade dos R$ 500 milhões que temos como meta para os próximos cinco anos”, conta o coordenador da bancada, deputado federal Zé Silva (SD-MG).

A meta é ousada: fazer o orçamento federal crescer de R$ 51 milhões para R$ 500 milhões e manter os recursos estaduais em R$ 2 bilhões. Com isso, seria possível passar de 16 mil extensionistas para 35 mil até 2024 e garantir atendimento a todos os agricultores brasileiros.

Atualmente, apenas 20% dos produtores rurais recebem algum tipo de assistência técnica e extensão rural. Para ampliar o acesso, parlamentares pretendem firmar um pacto pela reestruturação dos serviços em novembro e querem mais R$ 1,5 bilhão proveniente de setores como mineração, pré-sal, empresas de internet rural e isenções fiscais.

O governo defende mudanças na lei para permitir que a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) possa captar recursos da iniciativa privada, de modo a não depender do orçamento federal.

O secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris, afirma que há um desmonte no serviço e critica a participação do Sistema S na atividade. “Senar e Sebrae não vão capacitar o prestar serviço de assistência técnica para pessoas menos capacitadas. Sobrará, infelizmente, para quem tem condição financeira para empreender no meio rural”, diz.

Rovaris afirma que o sistema cooperativo brasileiro tem uma rede significativa de assistência técnica, mas nenhum governo — atual ou passado — se preocupou em dar condições para que ele pudesse ajudar. “As propostas e os meios existem; o que precisamos ter é a vontade política”, finaliza.

8 comentários

  1. Sebastião Jander em 22 de outubro de 2019 às 06:43

    Realmente esse governo só tá preocupado em agradar os interesses do EUA, tá bem pouco preocupado com os interesses da população brasileira…

  2. Sebastião manoel dos Santos filho em 22 de outubro de 2019 às 07:41

    País vergonhoso cade os políticos de não se vende

  3. Altieres Fagundes em 22 de outubro de 2019 às 08:47

    Ai o governo perde apoio, tem que desenvolver o país e não jogá-lo às traças!!!

  4. Flávio Roberto em 22 de outubro de 2019 às 18:08

    Isto é uma Vergonha para o nosso país, pois o governo só faz corte em áreas de suma importância para a recuperação do país, pois o agro é uma das mais importante na economia que a cada ano havendo superávit nesta atividade.

  5. José dos Reis de Souza em 22 de outubro de 2019 às 21:10

    Infelizmente o governo federal deixa a desejarquem fica penalizado e o produtor pequeno como os produtores familiares.

    Porque essa cadeia produtiva si não tiver apoio governamental não consegui alavancar

    Enfim e muita compricado

  6. marcos em 22 de outubro de 2019 às 22:03

    o falta a meu ver e recursos pra os tecnicos do campos pra que possam fazer trabalho de extensão rural, ter escritorios em cada cidade mas nao recursos basicos se tornam somente mais um meio de o governo buscar recursos do municipio.

  7. Marcelo em 23 de outubro de 2019 às 13:53

    Imaginem empresas privadas ficando responsáveis pela extensão rural.
    Será colocar lobo pra cuidar das ovelhas. Empresas de vendas de agrotóxicos, de transgênicos e de tratores dizendo para os agricultores o que e como eles devem fazer?
    Os agricultores vão bancar tudo sozinhos e ficar dependentes do mercado.
    Autonomia zero.
    Parabéns aos desgoverno.

  8. Rubem Cerqueira de Souza em 24 de outubro de 2019 às 14:15

    A meu ver as questões ambientais das propriedades rurais deveria ter sido vinculada e integrada a extensão rural e não ter sido destinada ao Inema.

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