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SETOR EM CRISE

Produtores de arroz do Rio Grande do Sul cobram apoio do governo

De acordo com a Federarroz, uma das demandas é crédito de pré-custeio para segurar a produção até o segundo semestre e garantir maior rentabilidade

30 de janeiro de 2019 às 19h55
Por Bruna Essig, de Porto Alegre (RS)
plantação de arroz

Foto: Federarroz/Divulgação

Produtores de arroz aguardam com ansiedade a 29ª Abertura Oficial da Colheita, que acontecerá na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS). A presença de autoridades federais no evento, que acontece no fim de fevereiro, pode trazer respostas que orizicultores esperam por parte do governo.

Alexander Velho, vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz), diz que os agricultores contam com a presença da ministra Tereza Cristina, e do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

“Esperamos que ela [Tereza Cristina] anuncie mecanismos de comercialização. Também solicitamos ao Banco do Brasil, responsável por mais de 60% do financiamento das lavouras de arroz, crédito de pré-custeio, para o produtor não precisar vender o arroz no momento da safra e, desta forma, ter uma melhor rentabilidade no segundo semestre”, conta o vice-presidente da Fedearroz.

A abertura nacional traz tecnologias para as culturas do arroz, soja e áreas diversificadas com pastagens e integração lavoura-pecuária. Nesta edição, a Embrapa Clima Temperado vai apresentar uma nova cultivar de arroz. De acordo com o pesquisador Ariano Magalhães Júnior, essa nova variedade é resistente aos herbicidas que controlam o arroz vermelho, considerado uma praga.

“É tendência de cultivo no estado. Ela tem um potencial produtivo muito interessante, produzindo em média 10 toneladas por hectare. Por ter ciclo precoce, também gera uma série de reduções, como uso de água e insumos”, explica Magalhães Júnior.

Entre os assuntos decisivos para o futuro das lavouras, os produtores vão discutir o crescimento do plantio de soja devido aos resultados insatisfatórios do cereal. “O produtor está se obrigando a buscar alternativas. Através da rotação com a soja, o orizicultor consegue diminuir os custos da lavoura de arroz”, explica Alexandre Velho.

Para o pesquisador da Embrapa, há outra vantagem: sustentabilidade no solo. “A soja traz a incorporação de nitrogênios, que serão utilizados nas culturas seguintes, como o arroz ou a pastagem”, finaliza.

https://blogs.canalrural.uol.com.br/ultimasdebrasilia/2019/01/30/conab-nega-mas-setor-confia-em-aumento-do-preco-minimo-do-arroz/

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Produtores de arroz do Rio Grande do Sul cobram apoio do governo

De acordo com a Federarroz, uma das demandas é crédito de pré-custeio para segurar a produção até o segundo semestre e garantir maior rentabilidade

30 de janeiro de 2019 às 19h55
Por Bruna Essig, de Porto Alegre (RS)
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Foto: Federarroz/Divulgação

Produtores de arroz aguardam com ansiedade a 29ª Abertura Oficial da Colheita, que acontecerá na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS). A presença de autoridades federais no evento, que acontece no fim de fevereiro, pode trazer respostas que orizicultores esperam por parte do governo.

Alexander Velho, vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz), diz que os agricultores contam com a presença da ministra Tereza Cristina, e do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

“Esperamos que ela [Tereza Cristina] anuncie mecanismos de comercialização. Também solicitamos ao Banco do Brasil, responsável por mais de 60% do financiamento das lavouras de arroz, crédito de pré-custeio, para o produtor não precisar vender o arroz no momento da safra e, desta forma, ter uma melhor rentabilidade no segundo semestre”, conta o vice-presidente da Fedearroz.

A abertura nacional traz tecnologias para as culturas do arroz, soja e áreas diversificadas com pastagens e integração lavoura-pecuária. Nesta edição, a Embrapa Clima Temperado vai apresentar uma nova cultivar de arroz. De acordo com o pesquisador Ariano Magalhães Júnior, essa nova variedade é resistente aos herbicidas que controlam o arroz vermelho, considerado uma praga.

“É tendência de cultivo no estado. Ela tem um potencial produtivo muito interessante, produzindo em média 10 toneladas por hectare. Por ter ciclo precoce, também gera uma série de reduções, como uso de água e insumos”, explica Magalhães Júnior.

Entre os assuntos decisivos para o futuro das lavouras, os produtores vão discutir o crescimento do plantio de soja devido aos resultados insatisfatórios do cereal. “O produtor está se obrigando a buscar alternativas. Através da rotação com a soja, o orizicultor consegue diminuir os custos da lavoura de arroz”, explica Alexandre Velho.

Para o pesquisador da Embrapa, há outra vantagem: sustentabilidade no solo. “A soja traz a incorporação de nitrogênios, que serão utilizados nas culturas seguintes, como o arroz ou a pastagem”, finaliza.

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