Mercado livre

Governo decide anular tarifas sobre importação de leite europeu

A taxa tinha objetivo de evitar que produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos de outros países; suspensão também vale para a Nova Zelândia

06 de fevereiro de 2019 às 13h27
Por Canal Rural
leite

Foto: Semagro/MS

O Ministério da Economia decidiu encerrar a cobrança tarifária antidumping sobre a importação de leite em pó, integral ou desnatado da União Europeia e Nova Zelândia. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, dia 6, no Diário Oficial da União (DOU).

Com a data limite para renovação até esta quarta-feira, a taxa tinha como objetivo evitar que os produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos desses países. 

Mas a discussão em torno da taxação que entrou em vigor em 2001, já é antiga. Desde novembro de 2018 a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a necessidade de prorrogação da tarifa.

Durante um encontro na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, em Brasília, Rodrigo Alvim, presidente da comissão, explicou que a cada cinco anos é necessário renovar os direitos antidumping. Em novembro, a entidade realizou um pedido para a manutenção das alíquotas de 14,8% para o leite importado da UE e de 3,9% para o da Nova Zelândia.

“Não é uma questão de proteger o mercado brasileiro, mas de se defender de práticas desleais de comércio. Há uma visão de que não haveria muito sentido em se prorrogar novamente esses direitos antidumping. Isso nos preocupa porque representa o risco do Brasil ser inundado de leite importado, principalmente da UE”, afirmou Rodrigo Alvim.

Segundo o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, desde que deixou de vigorar o sistema de cotas de produção que limitava a produção de leite dos países membros da UE, em 2015, houve um aumento da produção. Atualmente, estima-se um estoque de aproximadamente 400 mil toneladas de leite em pó naquela região.

“Ver um mercado consumidor do tamanho do Brasil para escoar esse excedente seria muito interessante para eles. A partir do momento que há competição internamente com um produto que é subsidiado lá fora, isso traz uma insegurança para o produtor brasileiro”, disse Rodrigues. 

17 comentários

  1. Paulo Gonçalves em 6 de fevereiro de 2019 às 15:48

    Que pena!
    A primeira facada nas costas do novo govrrno a quem tenta produzir no país dos impostos.

  2. Jan van den Broek em 6 de fevereiro de 2019 às 18:52

    Quero ver quantos produtores vão aguentar até o Brasil conseguir provar na OMC que as práticas comerciais dos europeus são desleais e por resultado barrarem estes produtos subsidiados na fonte. Esta liberalização com certeza vai acabar com o setor de produção de leite e reforçar o monopólio das multinacionais lácteas que irão processar a matéria prima por eles importada. Começamos bem o ano, comendo a galinha dos ovos.

  3. Aparecido dos Santos em 6 de fevereiro de 2019 às 21:19

    Isso é uma vergonha nós produtores não temos valor .tem hora que dá vergonha de ser brasileiro.o produto de outros países têm mais valor que o nosso . infelizmente a maioria dos produtores brasileiros vão quebrar .

  4. Gelson Cristiano Gresele em 6 de fevereiro de 2019 às 21:30

    Nojeira desse tipo de governantes canalhas nos envergonham cada dia mais melhor abandonar de vez a produção leiteira q comprem tudo lá de fora de uma vez.

  5. Leonardo Veloso do Prado em 7 de fevereiro de 2019 às 08:10

    Estou totalmente desapontado com essa medida. A Ministra da Agricultura assumiu fazendo um discurso favorável aos produtores de leite mas na prática tomamos essa facada.

    • Gê Cesar em 9 de fevereiro de 2019 às 00:30

      Você fez arminha com a mão antes da eleição?

  6. […] Fonte: https://canalrural.uol.com.br/programas/informacao/mercado-e-cia/governo-decide-anular-tarifas-sobre… […]

  7. Ricardo em 7 de fevereiro de 2019 às 23:56

    De certo vamos ter a diferença logistica do tamanho do Brasil, com a carga tributaria barata, combustivel barato, insumos baratos, subsidios, taxas zero em financiamentos, calor igual da nova zelandia, energia barata para colocar ar condicionado para nossas vacas, nos não precisamos de subsidio pois somos bruto mesmo, sol de 50 graus pra gente é fresquinho, parabens governo por nos comparar com um pais como estes que la sim trata o produtor com carinho, pois aqui queremos um Brasil melhor

  8. Mark em 8 de fevereiro de 2019 às 08:59

    Importação de leite com certeza pesa, mas o que mais impacta diretamente o incentivo ao produtor é ser pago por um valor “simbólico” e ver seu produto sento exposto nos supermercados como ouro. A questão não é diretamente a tarifa e por consequencia a importação de leite, mas o grande problema para o produtor sao os intermediários, pseudo-cooperativas que repassam pouco ao que mais batalha para entregar a materia prima, as estradas estao um caos para escoar esse e outros produtos… o que realmente afeta e impacta no nosso produto interno ser mais competitivo ninguem comenta.

  9. […] Após acabar com as tarifas antidumping sobre as importações de leite da União Europeia e Nova Ze…, o governo brasileiro pode fazer o mesmo com as taxas em cima das compras de alho e batata. […]

  10. Gisélia Santana em 9 de fevereiro de 2019 às 12:01

    Eles apoiaram Bolsonaro. Demonizaram Lula e Dilma, mas foram os governos petistas que abriram financiamento, subsídios e proteção para a produção local de leite e derivados. A ideologização dá nisso, deram um tiro no pé.

  11. andre em 10 de fevereiro de 2019 às 01:14

    não votaram no Bolsonaro?]é só fazer arminha com o dedo que resolve!

  12. Osmani Mendes Ferreira em 10 de fevereiro de 2019 às 21:39

    Continuo acreditando no governo, mas e necessário primeiro cortar na própria carne, os paletós,as mordomias os auxílio mudanças, abrir sigilo bancário do membros STF, auxílio disso daquilo impostos dai deixe o produtor que consegui competir até com os subsídios internacionais

  13. Enrico Gandra em 11 de fevereiro de 2019 às 07:25

    Esperava mais do novo governo… Sacanagem!!!

  14. […] com quem a bancada ruralista entrou em choque no início do ano, após a equipe econômica querer acabar com uma proteção tarifária aos produtores de leite no […]

  15. […] com quem a bancada ruralista entrou em choque no início do ano, após a equipe econômica querer acabar com uma proteção tarifária aos produtores de leite no […]

  16. […] 6 de fevereiro – Fim da taxa antidumping para importação de leite em pó […]

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Mercado livre

Governo decide anular tarifas sobre importação de leite europeu

A taxa tinha objetivo de evitar que produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos de outros países; suspensão também vale para a Nova Zelândia

06 de fevereiro de 2019 às 13h27
Por Canal Rural
leite

Foto: Semagro/MS

O Ministério da Economia decidiu encerrar a cobrança tarifária antidumping sobre a importação de leite em pó, integral ou desnatado da União Europeia e Nova Zelândia. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, dia 6, no Diário Oficial da União (DOU).

Com a data limite para renovação até esta quarta-feira, a taxa tinha como objetivo evitar que os produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos desses países. 

Mas a discussão em torno da taxação que entrou em vigor em 2001, já é antiga. Desde novembro de 2018 a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a necessidade de prorrogação da tarifa.

Durante um encontro na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, em Brasília, Rodrigo Alvim, presidente da comissão, explicou que a cada cinco anos é necessário renovar os direitos antidumping. Em novembro, a entidade realizou um pedido para a manutenção das alíquotas de 14,8% para o leite importado da UE e de 3,9% para o da Nova Zelândia.

“Não é uma questão de proteger o mercado brasileiro, mas de se defender de práticas desleais de comércio. Há uma visão de que não haveria muito sentido em se prorrogar novamente esses direitos antidumping. Isso nos preocupa porque representa o risco do Brasil ser inundado de leite importado, principalmente da UE”, afirmou Rodrigo Alvim.

Segundo o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, desde que deixou de vigorar o sistema de cotas de produção que limitava a produção de leite dos países membros da UE, em 2015, houve um aumento da produção. Atualmente, estima-se um estoque de aproximadamente 400 mil toneladas de leite em pó naquela região.

“Ver um mercado consumidor do tamanho do Brasil para escoar esse excedente seria muito interessante para eles. A partir do momento que há competição internamente com um produto que é subsidiado lá fora, isso traz uma insegurança para o produtor brasileiro”, disse Rodrigues. 

17 comentários

  1. Paulo Gonçalves em 6 de fevereiro de 2019 às 15:48

    Que pena!
    A primeira facada nas costas do novo govrrno a quem tenta produzir no país dos impostos.

  2. Jan van den Broek em 6 de fevereiro de 2019 às 18:52

    Quero ver quantos produtores vão aguentar até o Brasil conseguir provar na OMC que as práticas comerciais dos europeus são desleais e por resultado barrarem estes produtos subsidiados na fonte. Esta liberalização com certeza vai acabar com o setor de produção de leite e reforçar o monopólio das multinacionais lácteas que irão processar a matéria prima por eles importada. Começamos bem o ano, comendo a galinha dos ovos.

  3. Aparecido dos Santos em 6 de fevereiro de 2019 às 21:19

    Isso é uma vergonha nós produtores não temos valor .tem hora que dá vergonha de ser brasileiro.o produto de outros países têm mais valor que o nosso . infelizmente a maioria dos produtores brasileiros vão quebrar .

  4. Gelson Cristiano Gresele em 6 de fevereiro de 2019 às 21:30

    Nojeira desse tipo de governantes canalhas nos envergonham cada dia mais melhor abandonar de vez a produção leiteira q comprem tudo lá de fora de uma vez.

  5. Leonardo Veloso do Prado em 7 de fevereiro de 2019 às 08:10

    Estou totalmente desapontado com essa medida. A Ministra da Agricultura assumiu fazendo um discurso favorável aos produtores de leite mas na prática tomamos essa facada.

    • Gê Cesar em 9 de fevereiro de 2019 às 00:30

      Você fez arminha com a mão antes da eleição?

  6. […] Fonte: https://canalrural.uol.com.br/programas/informacao/mercado-e-cia/governo-decide-anular-tarifas-sobre… […]

  7. Ricardo em 7 de fevereiro de 2019 às 23:56

    De certo vamos ter a diferença logistica do tamanho do Brasil, com a carga tributaria barata, combustivel barato, insumos baratos, subsidios, taxas zero em financiamentos, calor igual da nova zelandia, energia barata para colocar ar condicionado para nossas vacas, nos não precisamos de subsidio pois somos bruto mesmo, sol de 50 graus pra gente é fresquinho, parabens governo por nos comparar com um pais como estes que la sim trata o produtor com carinho, pois aqui queremos um Brasil melhor

  8. Mark em 8 de fevereiro de 2019 às 08:59

    Importação de leite com certeza pesa, mas o que mais impacta diretamente o incentivo ao produtor é ser pago por um valor “simbólico” e ver seu produto sento exposto nos supermercados como ouro. A questão não é diretamente a tarifa e por consequencia a importação de leite, mas o grande problema para o produtor sao os intermediários, pseudo-cooperativas que repassam pouco ao que mais batalha para entregar a materia prima, as estradas estao um caos para escoar esse e outros produtos… o que realmente afeta e impacta no nosso produto interno ser mais competitivo ninguem comenta.

  9. […] Após acabar com as tarifas antidumping sobre as importações de leite da União Europeia e Nova Ze…, o governo brasileiro pode fazer o mesmo com as taxas em cima das compras de alho e batata. […]

  10. Gisélia Santana em 9 de fevereiro de 2019 às 12:01

    Eles apoiaram Bolsonaro. Demonizaram Lula e Dilma, mas foram os governos petistas que abriram financiamento, subsídios e proteção para a produção local de leite e derivados. A ideologização dá nisso, deram um tiro no pé.

  11. andre em 10 de fevereiro de 2019 às 01:14

    não votaram no Bolsonaro?]é só fazer arminha com o dedo que resolve!

  12. Osmani Mendes Ferreira em 10 de fevereiro de 2019 às 21:39

    Continuo acreditando no governo, mas e necessário primeiro cortar na própria carne, os paletós,as mordomias os auxílio mudanças, abrir sigilo bancário do membros STF, auxílio disso daquilo impostos dai deixe o produtor que consegui competir até com os subsídios internacionais

  13. Enrico Gandra em 11 de fevereiro de 2019 às 07:25

    Esperava mais do novo governo… Sacanagem!!!

  14. […] com quem a bancada ruralista entrou em choque no início do ano, após a equipe econômica querer acabar com uma proteção tarifária aos produtores de leite no […]

  15. […] com quem a bancada ruralista entrou em choque no início do ano, após a equipe econômica querer acabar com uma proteção tarifária aos produtores de leite no […]

  16. […] 6 de fevereiro – Fim da taxa antidumping para importação de leite em pó […]

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