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MARÉ BOA 

Avanço da peste suína na Ásia pode aumentar exportações por mais um ano

De acordo com a ABPA, entre janeiro e junho, a China foi o principal destino das exportações brasileiras, com incremento de 22,6% nas compras


11 de julho de 2019 às 16h10
Por Canal Rural

Com o avanço da peste suína africana na Ásia, o mercado mostra uma tendência de aumento das exportações de carnes do Brasil. Em junho, o volume de embarques  de carne suína e de frango tiveram crescimento de 81% e 64%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entre janeiro e junho, a China foi o principal destino dos embarques brasileiros, com  incremento de 22,6% nas compras contra o mesmo período de 2018.

Leandro Bovo, analista de mercado da Radar Investimentos, avalia que os impactos são positivos no mercado brasileiro e que esse cenário de embarques aquecidos pode continuar por pelo menos mais um ano por conta da peste suína africana. “A expectativa para as exportações são positivas. A situação na China é pior do que é mostrada por algumas entidades que estão acompanhando, e elas afirmam que é mais grave do que o governo chinês diz. Levando isso em consideração, pode-se dizer que esse cenário pode continuar por até um ano”, afirma.

Na última semana, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicou aumento que mais de quatro milhões de suínos foram abatidos por conta do surto da doença. Bovo explica que isso pode ajudar a manter as exportações aquecidas.

“Sabemos que a suinocultura da China é muito artesanal, uma criação literalmente ‘fundo de quintal’. Então qualquer dado oficial que leve isso em conta se torna muito difícil de ser levantado, e nós sabemos que a peste suína não tem cura, não tem tratamento e nem vacina, ou seja o suíno infectado irá morrer”, comenta.

Segundo ele, a situação, muito provavelmente, deve ser mais grave do que vem sendo reportado até então. “A China não pode divulgar números muito alarmantes porque isso joga contra o interesse do país, que é comprar proteína relativamente mais barata”, afirma o analista.

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MARÉ BOA 

Avanço da peste suína na Ásia pode aumentar exportações por mais um ano

De acordo com a ABPA, entre janeiro e junho, a China foi o principal destino das exportações brasileiras, com incremento de 22,6% nas compras


11 de julho de 2019 às 16h10
Por Canal Rural

Com o avanço da peste suína africana na Ásia, o mercado mostra uma tendência de aumento das exportações de carnes do Brasil. Em junho, o volume de embarques  de carne suína e de frango tiveram crescimento de 81% e 64%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entre janeiro e junho, a China foi o principal destino dos embarques brasileiros, com  incremento de 22,6% nas compras contra o mesmo período de 2018.

Leandro Bovo, analista de mercado da Radar Investimentos, avalia que os impactos são positivos no mercado brasileiro e que esse cenário de embarques aquecidos pode continuar por pelo menos mais um ano por conta da peste suína africana. “A expectativa para as exportações são positivas. A situação na China é pior do que é mostrada por algumas entidades que estão acompanhando, e elas afirmam que é mais grave do que o governo chinês diz. Levando isso em consideração, pode-se dizer que esse cenário pode continuar por até um ano”, afirma.

Na última semana, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicou aumento que mais de quatro milhões de suínos foram abatidos por conta do surto da doença. Bovo explica que isso pode ajudar a manter as exportações aquecidas.

“Sabemos que a suinocultura da China é muito artesanal, uma criação literalmente ‘fundo de quintal’. Então qualquer dado oficial que leve isso em conta se torna muito difícil de ser levantado, e nós sabemos que a peste suína não tem cura, não tem tratamento e nem vacina, ou seja o suíno infectado irá morrer”, comenta.

Segundo ele, a situação, muito provavelmente, deve ser mais grave do que vem sendo reportado até então. “A China não pode divulgar números muito alarmantes porque isso joga contra o interesse do país, que é comprar proteína relativamente mais barata”, afirma o analista.

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