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Bolsonaro: ‘Se Argentina criar problema, Brasil pode sair do Mercosul’

Paulo Guedes já havia afirmado que país deixaria o bloco caso o candidato da oposição vencesse as eleições presidenciais argentinas e apresentasse resistência à abertura econômica

16 de agosto de 2019 às 12h58
Por Canal Rural, com informações da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro concordou nesta sexta-feira, 16, com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que caso o candidato da oposição, Alberto Fernández, vença as eleições presidenciais na Argentina e apresente resistência à abertura econômica do Mercosul, o Brasil deixará o bloco. Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, recebeu 47% dos votos nas primárias realizadas no último domingo, 11.

O atual presidente, Mauricio Macri, ficou com 32%. “O atual candidato que está à frente na Argentina, ele já esteve visitando o [ex-presidente] Lula, já falou que é uma injustiça ele estar preso, já falou que quer rever o Mercosul. Então o Paulo Guedes, perfeitamente afinado comigo, falou que se criar problema, o Brasil sai do Mercosul, e está avalizado”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

O presidente brasileiro disse que está disposto a conversar com Fernández, mas que o argentino “vai ter que dar o sinal”. “Por causa do viés ideológico, o meu sentimento [antes de ser eleito] é que tinha que acabar com o Mercosul. Lógico, nós chegamos, afastamos o viés ideológico, o contato foi excelente com Macri, excelente com o Marito [presidente do Paraguai, Mario Benitez], o do Uruguai [Tabaré Vázquez], apesar de ser um pouco da esquerda, deu pra conversar”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro, entretanto, espera a reeleição de Maurício Macri. “Olha a Argentina aqui, o que aconteceu com a bolsa, com o dólar, com as taxas de juros. O mercado deu sinal que não vai perdoar a esquerda na Argentina novamente. Os empresários não vão investir mais enquanto não resolver a situação política lá”, disse.

O mercado financeiro da região atravessa momentos de volatilidade, após a vitória de Fernández nas eleições primárias. No dia seguinte à votação, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 37,93%, na maior queda diária no mercado de ações na história do país, e o dólar chegou a superar a barreira de 60 pesos argentinos, mas fechou em 52,14 pesos. A moeda do país vizinho desvalorizou-se 14,99% somente na segunda-feira, 12. Para conter a saída de capitais, o Banco Central da Argentina aumentou os juros básicos do país para 74% ao ano.

Para o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, independentemente do posicionamento político dos países, o que importa são as negociações que favorecem o Brasil. “De direita ou esquerda, negocio é negocio. Mas [o Mercosul] é um obstáculo que deve ser tratado com a visão comercial que para nós é interessante. O Brasil tem um risco de se tornar uma Argentina e acabar no ‘buraco’ como os nossos vizinhos”, afirma o comentarista.

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Por Canal Rural, com informações da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro concordou nesta sexta-feira, 16, com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que caso o candidato da oposição, Alberto Fernández, vença as eleições presidenciais na Argentina e apresente resistência à abertura econômica do Mercosul, o Brasil deixará o bloco. Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, recebeu 47% dos votos nas primárias realizadas no último domingo, 11.

O atual presidente, Mauricio Macri, ficou com 32%. “O atual candidato que está à frente na Argentina, ele já esteve visitando o [ex-presidente] Lula, já falou que é uma injustiça ele estar preso, já falou que quer rever o Mercosul. Então o Paulo Guedes, perfeitamente afinado comigo, falou que se criar problema, o Brasil sai do Mercosul, e está avalizado”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

O presidente brasileiro disse que está disposto a conversar com Fernández, mas que o argentino “vai ter que dar o sinal”. “Por causa do viés ideológico, o meu sentimento [antes de ser eleito] é que tinha que acabar com o Mercosul. Lógico, nós chegamos, afastamos o viés ideológico, o contato foi excelente com Macri, excelente com o Marito [presidente do Paraguai, Mario Benitez], o do Uruguai [Tabaré Vázquez], apesar de ser um pouco da esquerda, deu pra conversar”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro, entretanto, espera a reeleição de Maurício Macri. “Olha a Argentina aqui, o que aconteceu com a bolsa, com o dólar, com as taxas de juros. O mercado deu sinal que não vai perdoar a esquerda na Argentina novamente. Os empresários não vão investir mais enquanto não resolver a situação política lá”, disse.

O mercado financeiro da região atravessa momentos de volatilidade, após a vitória de Fernández nas eleições primárias. No dia seguinte à votação, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 37,93%, na maior queda diária no mercado de ações na história do país, e o dólar chegou a superar a barreira de 60 pesos argentinos, mas fechou em 52,14 pesos. A moeda do país vizinho desvalorizou-se 14,99% somente na segunda-feira, 12. Para conter a saída de capitais, o Banco Central da Argentina aumentou os juros básicos do país para 74% ao ano.

Para o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, independentemente do posicionamento político dos países, o que importa são as negociações que favorecem o Brasil. “De direita ou esquerda, negocio é negocio. Mas [o Mercosul] é um obstáculo que deve ser tratado com a visão comercial que para nós é interessante. O Brasil tem um risco de se tornar uma Argentina e acabar no ‘buraco’ como os nossos vizinhos”, afirma o comentarista.

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