PREOCUPAÇÃO

Vaquejada: prova em PE mostra cuidado com animais

Diversas ações são tomadas, como a inspeção dos animais: equipes especializadas em bem-estar animal verificam se todas as regras estão sendo cumpridas 

29 de novembro de 2016 às 09h53
Por Carolina Guedes | Bezerros (PE)

Fonte: ABQM/Divulgação

O zelo e a importância no trato dos animais virou a principal preocupação nas provas de vaquejadas depois que o Supremo Tribunal Federal considerou a atividade inconstitucional. A equipe do Canal Rural foi até a cidade de Bezerros, no interior de Pernambuco acompanhar de perto do dia a dia de vaqueiros, verinários e os cuidados com bois e cavalos. 

A reportagem esteve na 14ª competição de Potro do Futuro e Campeonato de Vaquejada, promovio pela Associação Brasileira de Quarto de Milha. Diversos cuidados são tomados, como a inspeção dos animais. Além disso, equipes especializadas em bem-estar animal verificam se todas as regras estão sendo cumpridas pelos vaqueiros. 

“O vaqueiro não pode usar chicote, não pode causar nenhum tipo de trauma ao animal, trauma físico, como excesso de espora, ou qualquer outra atividade. Quando passar na fiscalização do juiz, se ele tiver qualquer tipo de alteração física como sangramento ou alteração no chanfro, ou na sela, em qualquer parte física do cavalo, do corpo do cavalo, ele será desclassificado”, afirma Antônio Travassos, juiz de prova e bem-estar animal. 

Também não basta a utilização de equipamentos de proteção nos cavalos, é preciso evitar que os vaqueiros entrem em contato direto com a pele do animal. 

“Olhamos basicamente se professora está isolada. A professora é um equipamento de fica no chanfro do animal, na parte de cima. E checamos a berbela, que é um equipamento que fica por baixo do queixo. Olhamos se estão isolados porque não pode haver contato do metal com a pele do animal. Também checamos se as esportas estão isoladas e não está havendo nenhum ferimento no costado quanto no chanfro do animal”, afirma o juiz de equipamento ABMQ, Fernando Antônio Barbosa Filho. 

Na vaquejada, os vaqueiros montados no cavalo têm que derrubar o boi que percorre uma pista de aproximadamente 100 metros. A queda acontece puxando o rabo do animal e precisa ocorrer entre as duas faixas brancas desenhadas na areia. Para garantir que os animais não se machuquem, protetores de caudas são utilizados. E segundo veterinários responsáveis, os animais não sentem dor. 

Depois que sai da corrida, o boi é levado para um brete, onde é retirado o protetor de cauda. Em seguida, o gado é levado para um curral de descanso onde se alimenta e hidrata até a próxima prova. 

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Vaquejada: prova em PE mostra cuidado com animais

Diversas ações são tomadas, como a inspeção dos animais: equipes especializadas em bem-estar animal verificam se todas as regras estão sendo cumpridas 

29 de novembro de 2016 às 09h53
Por Carolina Guedes | Bezerros (PE)

Fonte: ABQM/Divulgação

O zelo e a importância no trato dos animais virou a principal preocupação nas provas de vaquejadas depois que o Supremo Tribunal Federal considerou a atividade inconstitucional. A equipe do Canal Rural foi até a cidade de Bezerros, no interior de Pernambuco acompanhar de perto do dia a dia de vaqueiros, verinários e os cuidados com bois e cavalos. 

A reportagem esteve na 14ª competição de Potro do Futuro e Campeonato de Vaquejada, promovio pela Associação Brasileira de Quarto de Milha. Diversos cuidados são tomados, como a inspeção dos animais. Além disso, equipes especializadas em bem-estar animal verificam se todas as regras estão sendo cumpridas pelos vaqueiros. 

“O vaqueiro não pode usar chicote, não pode causar nenhum tipo de trauma ao animal, trauma físico, como excesso de espora, ou qualquer outra atividade. Quando passar na fiscalização do juiz, se ele tiver qualquer tipo de alteração física como sangramento ou alteração no chanfro, ou na sela, em qualquer parte física do cavalo, do corpo do cavalo, ele será desclassificado”, afirma Antônio Travassos, juiz de prova e bem-estar animal. 

Também não basta a utilização de equipamentos de proteção nos cavalos, é preciso evitar que os vaqueiros entrem em contato direto com a pele do animal. 

“Olhamos basicamente se professora está isolada. A professora é um equipamento de fica no chanfro do animal, na parte de cima. E checamos a berbela, que é um equipamento que fica por baixo do queixo. Olhamos se estão isolados porque não pode haver contato do metal com a pele do animal. Também checamos se as esportas estão isoladas e não está havendo nenhum ferimento no costado quanto no chanfro do animal”, afirma o juiz de equipamento ABMQ, Fernando Antônio Barbosa Filho. 

Na vaquejada, os vaqueiros montados no cavalo têm que derrubar o boi que percorre uma pista de aproximadamente 100 metros. A queda acontece puxando o rabo do animal e precisa ocorrer entre as duas faixas brancas desenhadas na areia. Para garantir que os animais não se machuquem, protetores de caudas são utilizados. E segundo veterinários responsáveis, os animais não sentem dor. 

Depois que sai da corrida, o boi é levado para um brete, onde é retirado o protetor de cauda. Em seguida, o gado é levado para um curral de descanso onde se alimenta e hidrata até a próxima prova. 

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