EM BUSCA DE SOLUÇÃO

Tabela do frete: ministra leva a Bolsonaro preocupação dos agricultores

Tereza Cristina, que já defendeu fim do tabelamento, afirmou que indefinição sobre o tema provoca aumento no custo dos produtores rurais

rodas de caminhão, frete
Foto: Pixabay

Em uma rápida agenda no Palácio do Alvorada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, levou ao presidente Jair Bolsonaro, na manhã deste sábado, dia 13, a preocupação de produtores e agricultores com a situação da tabela do frete. A ministra, que já defendeu publicamente o fim da tabela do frete de produtos transportados nas rodovias, diz ter pedido ao presidente para resolver essa questão. Para ela, a indefinição sobre a manutenção da tabela provoca aumento nos custos dos produtos para agricultores, já que eles precisam precificar os valores do frete em cima dos produtos. “Coloquei os pontos para que possamos pensar juntos na solução”, diz.

A preocupação com a tabela do frete vem em um momento delicado. Ontem, dia 12, a Petrobras sofreu uma perda de R$ 32,4 bilhões em valor de mercado depois que o presidente Jair Bolsonaro decidiu intervir e adiar por alguns dias o reajuste no preço do diesel, horas depois de a estatal ter anunciado um aumento de 5,7%, na quinta-feira, dia 11. Bolsonaro admitiu que determinou a suspensão do reajuste no diesel – o litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.

A intervenção do presidente no reajuste do preço do óleo diesel é reflexo direto da pressão dos caminhoneiros. Segundo reportagem do do jornal O Estado de S. Paulo publicada neste sábado, nos dias que antecederam a decisão de Bolsonaro, o núcleo de governo recebeu relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que indicavam uma “preocupação” com uma possível greve dos caminhoneiros. O presidente teria sido aconselhado por assessores palacianos de que uma greve traria mais problemas políticos do que uma intervenção no preço do diesel.

Nova call to action

Plano Safra e árabes

A ministra também externou ao presidente a necessidade de o governo marcar a data para lançar o Plano Safra 2019/2020, que geralmente acontece em junho. Porém, não chegaram a bater o martelo sobre quando será o lançamento do programa. Além disso, Tereza levou a Bolsonaro o pedido de embaixadores árabes para que sejam recebidos em agendas individuais no Palácio do Planalto. “Após o jantar, eles pediram essas agendas em separado e ele vai iniciá-las, sintetizou.

Na visita, Tereza Cristina também entregou ao presidente uma cesta de produtos orgânicos enviada por representantes da agricultura familiar. Nela havia verduras, mel, pé de moleque, entre outros.

Tabela do frete só causa prejuízo ao setor produtivo, diz Tereza

Comentários

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6 comentário em “Tabela do frete: ministra leva a Bolsonaro preocupação dos agricultores

  1. A Exma Ministra, poderia se inteirar da realidade em vez de fazer lobby para os agricultores.
    Veja bem, não existe tabela de frete, e sim preço mínimo de fretes.
    Peguntas?…Pq os agricultores não compram frota própria? Pq contratam atravessadores de frete, em vez de pagar o frete a quem de fato o executa? Ministra, nós caminhoneiros, não dependemos da agricultura para sobreviver, existem outros setores produtivos, que alavancam a balança comercial de nosso País.
    Ministra, cuide dos agricultores, e deixe o Presidente presidir.
    O seu umbigo, não é melhor que o nosso.

  2. Se tá ruim prós agricultores imagine pró caminhoneiros com esse frete um lixo .e porque não e ela que depende dos outros pra ter o pão de cada dia na mesa.

  3. É brincadeira o que essa ministra está falando,,,,,uma tremenda palhaçada,,,,expor só um coisa,,,já carreguei esse mesmo frete a 100 reais hoje se paga 65,,,,,70 o que vai prejudicar os grandes fazendeiros ,,ou preço final,,,, não tem como trabalhar mais,seus ignorantes,,,burros,,imbecis,,,ou só o fazendeiro,,,, transportadoras,,,os grandes tem direito e o autônomo não,,,,tem só que se quebrar é isso,,,,eu só queria que fossemos unidos resolver esta questão,,, vão pro inferno com esses pensamentos,,,imbecis

  4. A tabela e fundamental para que seja pago fretes de valores que cobrem as despesas dos caminhões, com a tabela que hj se diz estar em vigor que está sendo pago da forma que convém pelas transportadoras, e a maior falta de respeito com a classe, pois pagam valores que lhes convém, pouco importa se está tendo aumento de diesel, pneus, peças, e mão de obra para manutenção.
    Mas vou dar uma dica, quer acabar com esse impasse, congela o diesel no patamar de 2,00 o litro pois assim desafoga p caminhoneiro e também o agronegócio, pois quem mais ganha nisso e os órgãos que arrecada.
    Mas a tabela tem que continuar, baseada e ajustada pelo calor do diesel.

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