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PLANO SAFRA

Seguro rural: governo deve usar dinheiro da equalização de juros para subvenção

Estimativa é que seriam necessários ao menos R$ 4 bilhões para atender o setor, mas valor a ser anunciado deve ser de R$ 1 bi; gestão de risco de quebra de safra pode ajudar instituições financeiras a aumentar o crédito

23 de março de 2019 às 14h15
Por Rafael Walendorff, de Brasília
dinheiro, safra, recursos

Foto: Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura (Mapa) estima que seriam necessários R$ 4 bilhões para atender quase todo o setor com subvenção ao prêmio do seguro rural. Por enquanto, no entanto, o valor que deve ser anunciado no próximo Plano Safra é de um R$ 1 bilhão. O dinheiro vai ser retirado dos recursos usados para a equalização dos juros

A gestão de risco de quebra de safra pode ajudar as instituições financeiras do agronegócio a aumentar o crédito e diminuir os juros. A medida traria maior segurança em relação ao pagamento dos débitos por parte dos produtores. É por isso que o ministério quer conseguir mais recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, o objetivo é de que o seguro seja um vetor para baixar os juros das operações. “Se a operação é segurada, se aquela lavoura é segurada, ela tem menos risco. Então, poderia ter juros mais baixos”, diz.

Marques reconhece que o montante necessário seria de pelo menos quatro vezes o que o governo pretende alcançar. Mas diz que os valores precisam ser aumentados gradualmente. “Muitas coisas têm que ser arrumadas na base: a questão dos peritos no campo, algumas regras têm que ser ajustadas, o zoneamento tem que estar sempre em atualização e modernização”, afirma o secretário.

No Plano Safra passado, R$ 220 bilhões foram anunciados para crédito ao setor, com R$ 10 bilhões do Tesouro para equalização dos juros a 6,5% . É desses montante que o governo pretende transferir parte dos recursos para o seguro. “Isso não quer dizer que a gente vai ter menos dinheiro para o crédito. Vamos fazer essa engenharia toda pra tentar manter o mesmo volume de recursos do ano passado”, conta Marques.

Nova call to action

O fortalecimento do seguro rural é o principal pedido dos produtores à ministra Tereza Cristina. O presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Juliano Schmaedecke, lembra que num ano como este, em que houve quebra na safra do estado, o dinheiro para de girar nos municípios. “Tendo um seguro, o produtor continua a trabalhar normalmente e as cidades não param, assim como os investimentos. Tudo continua fluindo, porque na parte dos bancos não há negativação do produtor rural . Vida que segue, né?”, resume.

Para o presidente da Aprosoja do Paraná, Márcio Bonesi, a expectativa é de que o seguro realmente proteja a renda do produtor. “E que também sirva de garantia para ele possa buscar financiamentos em órgãos financeiros”.

A avaliação do economista Newton Marques é de que o fortalecimento do seguro rural não só atende ao setor, como contribui para o crescimento econômico do país. Segundo ele, se o seguro cobrir o preço do que ele plantou, o produtor vai conseguir alcançar o nível de oferta. “Isso é bom para todo mundo, porque o nível de oferta maior pra produtos agrícolas melhora nossa pauta de exportações e o consumo interno. A inflação agradece”, diz.

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Seguro rural: governo deve usar dinheiro da equalização de juros para subvenção

Estimativa é que seriam necessários ao menos R$ 4 bilhões para atender o setor, mas valor a ser anunciado deve ser de R$ 1 bi; gestão de risco de quebra de safra pode ajudar instituições financeiras a aumentar o crédito

23 de março de 2019 às 14h15
Por Rafael Walendorff, de Brasília
dinheiro, safra, recursos

Foto: Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura (Mapa) estima que seriam necessários R$ 4 bilhões para atender quase todo o setor com subvenção ao prêmio do seguro rural. Por enquanto, no entanto, o valor que deve ser anunciado no próximo Plano Safra é de um R$ 1 bilhão. O dinheiro vai ser retirado dos recursos usados para a equalização dos juros

A gestão de risco de quebra de safra pode ajudar as instituições financeiras do agronegócio a aumentar o crédito e diminuir os juros. A medida traria maior segurança em relação ao pagamento dos débitos por parte dos produtores. É por isso que o ministério quer conseguir mais recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, o objetivo é de que o seguro seja um vetor para baixar os juros das operações. “Se a operação é segurada, se aquela lavoura é segurada, ela tem menos risco. Então, poderia ter juros mais baixos”, diz.

Marques reconhece que o montante necessário seria de pelo menos quatro vezes o que o governo pretende alcançar. Mas diz que os valores precisam ser aumentados gradualmente. “Muitas coisas têm que ser arrumadas na base: a questão dos peritos no campo, algumas regras têm que ser ajustadas, o zoneamento tem que estar sempre em atualização e modernização”, afirma o secretário.

No Plano Safra passado, R$ 220 bilhões foram anunciados para crédito ao setor, com R$ 10 bilhões do Tesouro para equalização dos juros a 6,5% . É desses montante que o governo pretende transferir parte dos recursos para o seguro. “Isso não quer dizer que a gente vai ter menos dinheiro para o crédito. Vamos fazer essa engenharia toda pra tentar manter o mesmo volume de recursos do ano passado”, conta Marques.

Nova call to action

O fortalecimento do seguro rural é o principal pedido dos produtores à ministra Tereza Cristina. O presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Juliano Schmaedecke, lembra que num ano como este, em que houve quebra na safra do estado, o dinheiro para de girar nos municípios. “Tendo um seguro, o produtor continua a trabalhar normalmente e as cidades não param, assim como os investimentos. Tudo continua fluindo, porque na parte dos bancos não há negativação do produtor rural . Vida que segue, né?”, resume.

Para o presidente da Aprosoja do Paraná, Márcio Bonesi, a expectativa é de que o seguro realmente proteja a renda do produtor. “E que também sirva de garantia para ele possa buscar financiamentos em órgãos financeiros”.

A avaliação do economista Newton Marques é de que o fortalecimento do seguro rural não só atende ao setor, como contribui para o crescimento econômico do país. Segundo ele, se o seguro cobrir o preço do que ele plantou, o produtor vai conseguir alcançar o nível de oferta. “Isso é bom para todo mundo, porque o nível de oferta maior pra produtos agrícolas melhora nossa pauta de exportações e o consumo interno. A inflação agradece”, diz.

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