ALTERNATIVA

Rio Grande do Sul quer produzir etanol com batatas, trigo e arroz

Estado pretende aprovar projeto de lei para estimular essa diversificação na produção do combustível em no máximo seis meses

20 de abril de 2019 às 13h01
Por Bruna Essig, de Porto Alegre
bomba de combustível etanol

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um projeto de lei quer estimular a produção de etanol no Rio Grande do Sul. Mas a matéria-prima para isso não seria a conhecida cana-de-açúcar, mas sim cereais e tubérculos como arroz, trigo e batata.

O projeto Proetanol/RS foi apresentado aos deputados na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O objetivo é usar matérias-primas como cereais e tubérculos para a produção do etanol no estado. A iniciativa é do principal órgão de extensão rural do Rio Grande do Sul, a Emater/RS, e sugere incentivo às usinas que investirem na ideia.

“O estado não tem nada a perder, pois hoje não ganha nada, não arrecada nada, já que não existe indústrias de etanol de amido. Portanto havendo desconto de ICMS, por exemplo, apenas deixará de arrecadar 100% do imposto, mas pelo menos irá arrecadar alguma coisa comparado com esta área”, diz o coordenador do Proetanol/RS e engenheiro agrônomo da Emater, Valdir Zonin.

Para os criadores do projeto, o estado tem grande potencial para produzir etanol desta maneira. O estado tem áreas suficientes que podem ser cultivadas com cereais e tubérculos. Pequenos produtores poderiam se interessar nestas culturas para agregar renda. Além disso, três empresas já têm projetos para produzir etanol a partir dessas matérias primas.

“É mais uma alternativa, por exemplo, para um intervalo entre uma cultura e outra. O produtor terá mais uma alternativa de produção e de transformação através das indústrias em uma matéria-prima vegetal em combustível”, afirma o deputado estadual (PSB) Elton Weber.

O professor da Universidade Federal de Santa Maria Filipe Donato, que participou da audiência pública para debater o assunto, explica que a instituição de ensino tem uma usina piloto capaz de desenvolver pesquisas nessa área.

“Temos uma área agrícola destinada ao setor canavieiro onde fazemos experimentos. Também trabalhamos com matérias-primas como a batata doce, a mandioca, a triticale, e o sorgo sacarino”, conta Donato.

Segundo o deputado Weber, o estado tem pressa em definir isso e aprovar o projeto. “Nós esperamos que no máximo em seis meses tenhamos aprovado uma legislação no estado sobre o bioetanol no Rio Grande do Sul”, finaliza.

Mato Grosso investe pesado na produção de etanol de milho

 

2 comentários

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Rio Grande do Sul quer produzir etanol com batatas, trigo e arroz

Estado pretende aprovar projeto de lei para estimular essa diversificação na produção do combustível em no máximo seis meses

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Por Bruna Essig, de Porto Alegre
bomba de combustível etanol

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um projeto de lei quer estimular a produção de etanol no Rio Grande do Sul. Mas a matéria-prima para isso não seria a conhecida cana-de-açúcar, mas sim cereais e tubérculos como arroz, trigo e batata.

O projeto Proetanol/RS foi apresentado aos deputados na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O objetivo é usar matérias-primas como cereais e tubérculos para a produção do etanol no estado. A iniciativa é do principal órgão de extensão rural do Rio Grande do Sul, a Emater/RS, e sugere incentivo às usinas que investirem na ideia.

“O estado não tem nada a perder, pois hoje não ganha nada, não arrecada nada, já que não existe indústrias de etanol de amido. Portanto havendo desconto de ICMS, por exemplo, apenas deixará de arrecadar 100% do imposto, mas pelo menos irá arrecadar alguma coisa comparado com esta área”, diz o coordenador do Proetanol/RS e engenheiro agrônomo da Emater, Valdir Zonin.

Para os criadores do projeto, o estado tem grande potencial para produzir etanol desta maneira. O estado tem áreas suficientes que podem ser cultivadas com cereais e tubérculos. Pequenos produtores poderiam se interessar nestas culturas para agregar renda. Além disso, três empresas já têm projetos para produzir etanol a partir dessas matérias primas.

“É mais uma alternativa, por exemplo, para um intervalo entre uma cultura e outra. O produtor terá mais uma alternativa de produção e de transformação através das indústrias em uma matéria-prima vegetal em combustível”, afirma o deputado estadual (PSB) Elton Weber.

O professor da Universidade Federal de Santa Maria Filipe Donato, que participou da audiência pública para debater o assunto, explica que a instituição de ensino tem uma usina piloto capaz de desenvolver pesquisas nessa área.

“Temos uma área agrícola destinada ao setor canavieiro onde fazemos experimentos. Também trabalhamos com matérias-primas como a batata doce, a mandioca, a triticale, e o sorgo sacarino”, conta Donato.

Segundo o deputado Weber, o estado tem pressa em definir isso e aprovar o projeto. “Nós esperamos que no máximo em seis meses tenhamos aprovado uma legislação no estado sobre o bioetanol no Rio Grande do Sul”, finaliza.

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