CLIMA ADVERSO

Produção de feijão no Paraná deve ter quebra de 21%

Segundo o Deral, após problemas climáticos, preço da saca do feijão cores já subiu 41%; feijão preto teve alta de 26%

Feijão cores
Foto: Agraer/MS

A produção de feijão no Paraná deverá cair 21% na primeira safra. A expectativa do Departamento de Economia Rural (Deral) é que a produção atinja 260,3 mil toneladas, contra 331,2 mil toneladas da temporada anterior.

Além da área plantada ter sido 16% menor que a safra anterior, com 162,3 mil hectares semeados neste ciclo, a cultura sofreu com problemas climáticos ao longo do desenvolvimento. A falta de chuvas e altas temperaturas e, depois a combinação de baixas temperaturas e céu encoberto, afetaram a produção.

“Até o mês de janeiro de 2019, as perdas contabilizadas indicam uma redução de 19% na produtividade ou 61 mil toneladas a menos a serem colhidas pelos agricultores”, disse o órgão em relatório.

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Por conta destes problemas climáticos adversos, a quantidade de lavouras em condições ruins atinge 16%; 71% das lavouras têm condição boa e 23% condição média. A colheita da área já chega a 80%.

Preços

Os produtores rurais já sentiram o impacto do clima nos preços do produto. Em dezembro, por exemplo, a cotação média do feijão cores estava em R$ 123,52 por saca. Na segunda semana de janeiro, os valores atingiram R$ 174,76, aumento de 41%.

O feijão preto teve incremento de 26%, com o preço saindo de R$ 123,84 para R$ 156,60 por saca.

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