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TENDÊNCIA

Produção de carne suína deve crescer até 3% no próximo ano, estima consultoria

Além da expectativa de elevação da demanda doméstica, a procura externa pelo produto brasileiro, especialmente da China e Rússia, deve manter o cenário da suinocultura um pouco melhor

28 de dezembro de 2018 às 11h57
Por Canal Rural
carne suína no frigorífico

Foto: Silvio Ávila/ Mapa

Se as reformas econômicas permitirem e os indicadores continuarem o movimento de melhoria, a produção de carne suína em 2019 poderá crescer até 3% em relação ao ano anterior.

Segundo a Scot Consultoria, além da expectativa de elevação da demanda doméstica, no próximo ano, a procura externa pelo produto brasileiro, especialmente da China e Rússia, deve manter o cenário da suinocultura um pouco melhor.

Como foi 2018

Os preços recebidos pelos suinocultores em São Paulo, em média, caíram 15% em valores nominais em 2018 na comparação com o ano anterior. Se considerarmos a inflação, a queda foi ainda maior.

Para piorar, os custos de produção aumentaram. Em média, o produtor comprou 5,7 quilos de milho com um quilo de suíno, frente aos 8,4 quilos adquiridos em 2017, ou seja, uma redução de 32,3% no poder de compra.

No atacado, o movimento foi semelhante ao da granja, com o preço médio até meados de dezembro, 14,2% menor que o registrado no ano anterior.

No segundo semestre, porém, a cotação se recuperou. De julho a dezembro, o preço do animal subiu 28,3%. Além do movimento sazonal de recuperação na segunda metade do ano, houve outros fatores, entre eles a menor disponibilidade de animais e produtos, passada a crise com a greve dos caminhoneiros, e as exportações ganhando ritmo, com o dólar favorável.

Comércio internacional

No âmbito externo, os embarques de carne in natura de janeiro a novembro foram 8,4% menores que no mesmo intervalo em 2017. No entanto, no segundo semestre, de julho a novembro, o país exportou 33,4% mais em volume que em toda a primeira metade do ano.

A Rússia, que foi a principal compradora do produto brasileiro em 2017, retomou as compras em novembro. Os russos haviam embargado as importações do produto brasileiro em novembro de 2017.

Nova instrução normativa melhora processos de inspeção de abate de suínos

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Produção de carne suína deve crescer até 3% no próximo ano, estima consultoria

Além da expectativa de elevação da demanda doméstica, a procura externa pelo produto brasileiro, especialmente da China e Rússia, deve manter o cenário da suinocultura um pouco melhor

28 de dezembro de 2018 às 11h57
Por Canal Rural
carne suína no frigorífico

Foto: Silvio Ávila/ Mapa

Se as reformas econômicas permitirem e os indicadores continuarem o movimento de melhoria, a produção de carne suína em 2019 poderá crescer até 3% em relação ao ano anterior.

Segundo a Scot Consultoria, além da expectativa de elevação da demanda doméstica, no próximo ano, a procura externa pelo produto brasileiro, especialmente da China e Rússia, deve manter o cenário da suinocultura um pouco melhor.

Como foi 2018

Os preços recebidos pelos suinocultores em São Paulo, em média, caíram 15% em valores nominais em 2018 na comparação com o ano anterior. Se considerarmos a inflação, a queda foi ainda maior.

Para piorar, os custos de produção aumentaram. Em média, o produtor comprou 5,7 quilos de milho com um quilo de suíno, frente aos 8,4 quilos adquiridos em 2017, ou seja, uma redução de 32,3% no poder de compra.

No atacado, o movimento foi semelhante ao da granja, com o preço médio até meados de dezembro, 14,2% menor que o registrado no ano anterior.

No segundo semestre, porém, a cotação se recuperou. De julho a dezembro, o preço do animal subiu 28,3%. Além do movimento sazonal de recuperação na segunda metade do ano, houve outros fatores, entre eles a menor disponibilidade de animais e produtos, passada a crise com a greve dos caminhoneiros, e as exportações ganhando ritmo, com o dólar favorável.

Comércio internacional

No âmbito externo, os embarques de carne in natura de janeiro a novembro foram 8,4% menores que no mesmo intervalo em 2017. No entanto, no segundo semestre, de julho a novembro, o país exportou 33,4% mais em volume que em toda a primeira metade do ano.

A Rússia, que foi a principal compradora do produto brasileiro em 2017, retomou as compras em novembro. Os russos haviam embargado as importações do produto brasileiro em novembro de 2017.

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