Peste suína africana: crise completa 1 ano e está longe de acabar

De acordo com a assessora técnica da CNA, a demanda elevada ainda vai favorecer suinocultor brasileiro nos próximos meses

suínos
Foto: Thiago Gomes/Susipe

O surto da peste suína africana na Ásia reduziu o rebanho de animais no continente e aumentou significativamente a demanda pela carne brasileira. De acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)  e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta de preços pagos ao suinocultor brasileiro pelo produto foi de mais de 40% no acumulado dos últimos 12 meses.

A assessora técnica da CNA, Ana Lígia Lenat, faz uma análise do primeiro ano após a crise da peste suína africana e acredita que o cenário ainda será positivo para o suinocultor brasileiro nos próximos meses. “A gente percebe que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ) acumulado nesses últimos 2 meses passa dos 12% e percebemos que há um reflexo no mercado interno pelo aumento da demanda da carne, e isso é muito positivo para a suinocultura que vinha se recuperando de uma crise que assolou o setor nos anos  2016 e 2017. O índice Cepea, que é o preço pago ao produtor, também mostra um aumento acumulado de cerca de 40% nos últimos meses”, analisou.

Apesar do índice Cepea, por exemplo, levar em conta praças bem significativas e com perfil exportador, de maneira geral, a remuneração do produtor tem se recuperado, analisa a especialista. “A gente também percebe no mercado externo que o preço da carne suína exportada, média mundial, aumentou cerca de 13% no acumulado dos 12 meses. Só para o mercado chinês, o preço da carne suína exportada pelo Brasil já aumentou mais de 42%”.

Ana Lígia diz que é interessante o produtor ficar de olho como a evolução dessa crise internacional  e como ela afeta o nosso mercado. A estimativa é de que ela impacte de três a cinco anos, e pode gerar várias oportunidades ao produtor.

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