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CEPEA

Preço do leite sobe 4,5% em março; no trimestre, alta é de quase 19%

Menor oferta do produto no campo e aumento da competição entre empresas pela matéria-prima elevaram as cotações, valorização ocorreu em menor intensidade

29 de março de 2019 às 10h06
Por Canal Rural
Leite

Foto: Pixabay

O preço do leite pago ao produtor registrou a terceira alta consecutiva em março. O valor do produto chegou a R$ 1,4784 por litro na ‘média Brasil’ líquida, o que representa R$ 0,06 acima do valor de fevereiro ou elevação de 4,5%.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) explica que, como esperado pelo mercado, a valorização ocorreu em menor intensidade em relação aos meses anteriores. Na comparação com março do ano passado, o aumento é de 32,4% e, no acumulado deste primeiro trimestre, de 18,9%, considerando a inflação.

De acordo com a entidade, o primeiro trimestre deste ano tem sido caracterizado pela menor oferta de leite no campo e pelo aumento da competição entre empresas para assegurar a compra de matéria-prima.

A captação de fevereiro, especificamente, foi influenciada pelas chuvas irregulares, que limitaram a disponibilidade de pastagens e a produtividade das lavouras de milho. Por esse motivo, produtores intensificaram o uso de silagens para tentar manter o volume de produção no curto prazo – por outro lado, existe a preocupação de que o manejo alimentar fique prejudicado no meio do ano. O excesso de chuvas em algumas regiões também elevou a incidência de doenças.

Captação de leite

O Índice de Captação Leiteira do Cepea registrou queda de 4,7% na “média Brasil” de janeiro para fevereiro. As reduções mais expressivas foram observadas em Goiás e no Rio Grande do Sul, com queda de 9,9% e 7,9%, respectivamente. São Paulo, Santa Catarina e Goiás apresentaram baixas de 4%, 3,2% e 3%, na mesma ordem. A captação em Minas Gerais recuou 2,9% em fevereiro e no Paraná, 1,9%.

Tendência

Para os próximos meses, as opiniões entre os agentes setor se divergem. É importante lembrar que grande parte do rebanho brasileiro depende das pastagens e estas, por sua vez, são prejudicadas pelo período de seca, que se aproxima no Sudeste e Centro-Oeste.

Ainda assim, o ajuste na oferta de leite no curto prazo pode ocorrer pelo aumento no consumo de concentrado e silagem, favorecido pelo maior poder de compra do pecuarista

Nova call to action

Outro fator a ser considerado é a maior demanda de laticínios por matéria-prima de qualidade, tendo em vista as Instruções Normativas (IN) 76 e 77, que pode elevar as cotações, por conta das bonificações.

Derivados

O Cepea ressalta que as indústrias têm tido dificuldade em repassar a valorização da matéria-prima para os derivados, devido à demanda, que está enfraquecida. Como consequência, o preço do leite no mercado à vista negociado em Minas Gerais caiu 10,4% em março e o valor do UHT recebido pelas indústrias em São Paulo recuou 2,3%. Com margens espremidas, a indústria enfrenta a dificuldade de assegurar a compra de matéria-prima de qualidade, o que põe em risco a manutenção do movimento de valorização no campo.

https://canalrural.uol.com.br/noticias/feiras-e-eventos/trigo-pastejo-vaca-litros-mais/

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Preço do leite sobe 4,5% em março; no trimestre, alta é de quase 19%

Menor oferta do produto no campo e aumento da competição entre empresas pela matéria-prima elevaram as cotações, valorização ocorreu em menor intensidade

29 de março de 2019 às 10h06
Por Canal Rural
Leite

Foto: Pixabay

O preço do leite pago ao produtor registrou a terceira alta consecutiva em março. O valor do produto chegou a R$ 1,4784 por litro na ‘média Brasil’ líquida, o que representa R$ 0,06 acima do valor de fevereiro ou elevação de 4,5%.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) explica que, como esperado pelo mercado, a valorização ocorreu em menor intensidade em relação aos meses anteriores. Na comparação com março do ano passado, o aumento é de 32,4% e, no acumulado deste primeiro trimestre, de 18,9%, considerando a inflação.

De acordo com a entidade, o primeiro trimestre deste ano tem sido caracterizado pela menor oferta de leite no campo e pelo aumento da competição entre empresas para assegurar a compra de matéria-prima.

A captação de fevereiro, especificamente, foi influenciada pelas chuvas irregulares, que limitaram a disponibilidade de pastagens e a produtividade das lavouras de milho. Por esse motivo, produtores intensificaram o uso de silagens para tentar manter o volume de produção no curto prazo – por outro lado, existe a preocupação de que o manejo alimentar fique prejudicado no meio do ano. O excesso de chuvas em algumas regiões também elevou a incidência de doenças.

Captação de leite

O Índice de Captação Leiteira do Cepea registrou queda de 4,7% na “média Brasil” de janeiro para fevereiro. As reduções mais expressivas foram observadas em Goiás e no Rio Grande do Sul, com queda de 9,9% e 7,9%, respectivamente. São Paulo, Santa Catarina e Goiás apresentaram baixas de 4%, 3,2% e 3%, na mesma ordem. A captação em Minas Gerais recuou 2,9% em fevereiro e no Paraná, 1,9%.

Tendência

Para os próximos meses, as opiniões entre os agentes setor se divergem. É importante lembrar que grande parte do rebanho brasileiro depende das pastagens e estas, por sua vez, são prejudicadas pelo período de seca, que se aproxima no Sudeste e Centro-Oeste.

Ainda assim, o ajuste na oferta de leite no curto prazo pode ocorrer pelo aumento no consumo de concentrado e silagem, favorecido pelo maior poder de compra do pecuarista

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Outro fator a ser considerado é a maior demanda de laticínios por matéria-prima de qualidade, tendo em vista as Instruções Normativas (IN) 76 e 77, que pode elevar as cotações, por conta das bonificações.

Derivados

O Cepea ressalta que as indústrias têm tido dificuldade em repassar a valorização da matéria-prima para os derivados, devido à demanda, que está enfraquecida. Como consequência, o preço do leite no mercado à vista negociado em Minas Gerais caiu 10,4% em março e o valor do UHT recebido pelas indústrias em São Paulo recuou 2,3%. Com margens espremidas, a indústria enfrenta a dificuldade de assegurar a compra de matéria-prima de qualidade, o que põe em risco a manutenção do movimento de valorização no campo.

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