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Burocracia está travando aumento de taxa sobre importação de leite

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a questão da tarifa antidumping do produto vindo da União Europeia está superada

Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira, dia 21, que o aumento da tarifa do leite em pó vindo da União Europeia, proposto pelo ministério há duas semanas, ainda não saiu devido aos trâmites e procedimentos legais necessários para formalizar a sobretaxa. Segundo ela, o governo está fazendo um acompanhamento diário sobre as guias de importação com o objetivo de saber se a aplicação de nova tarifa será necessária.

Tereza comentou que o tema foi tratado na quarta, 20, em reunião com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e que “as coisas estão evoluindo muito bem”. Ela lembrou que o problema maior do leite para o Brasil é com o Mercosul e que o impasse do leite europeu está superado. 

Na terça-feira, dia 19, o governo notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre uma possível suspensão de benefícios às importações de produtos vindos da União Europeia. A medida, conhecida como salvaguarda cruzada, foi uma solução encontrada para compensar o fim da tarifa sobre a importação de leite em pó da UE. O governo está usando como argumento para a decisão a taxação europeia ao aço brasileiro.

“Nós estamos aguardando uma resposta da União Europeia, se ela não responder, deverá vir da Organização Mundial do Comércio (OMC). E nós estamos caminhando. Para mim, a questão do leite com a União Europeia está superada. Nós temos outras questões no Mercosul, que é onde mais nos atinge. Na verdade, é o leite que vem da Argentina e do Uruguai”.

Nova call to action
Tereza Cristina comentou que o governo brasileiro já conversou com com o governo da Argentina e o assunto está sendo analisado por um grupo de trabalho formado depois da visita da comitiva do país vizinho ao Brasil.

Ela também confirmou que tratou também com o Ministério da Economia sobre problemas de importação de outras culturas, como o alho. Ela reiterou que os dois ministérios estão alinhados e farão reuniões frequentes para avaliar assuntos que tenham impacto no comércio exterior.

“Os dois ministérios têm que andar muito alinhados para que a gente trabalhe numa agenda de abertura, mas sabendo cada lado os prós e contras do encaminhamento dessas ações no mercado internacional”, comentou.

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