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SUCESSÃO NO CAMPO

Após morte do pai, produtor dá a volta por cima e duplica a produção de leite

Depois de perder o patriarca, os irmão Kléber e Heber Fagundes decidiram reduzir o número de animais, mas mesmo assim conseguiram aumentar a produtividade

10 de fevereiro de 2019 às 13h04
Por Canal Rural
produtor de leite, lavoura, pecuária, vaca

Foto: Senar-MS

Além dos desafios comuns do dia a dia na produção de leite, uma família de Terenos, em Mato Grosso do Sul, teve um obstáculo a mais durante sua trajetória de superação: mesmo após o pai e chefe da produção de leite na propriedade Nossa Senhora Aparecida falecer, os filhos Kléber e Heber Fagundes, juntamente com a mãe, não desanimaram e deram continuidade ao trabalho. Após muito esforço, os resultados vieram e eles conseguiram duplicar a produção de leite, mesmo com uma diminuição no número de animais.

Após três anos de assistência técnica do Senar-MS, focada principalmente no ajuste do manejo, a propriedade de 6,5 hectares teve seu rebanho ajustado de 25 para 8 vacas lactantes. Porém, a produção de leite foi elevada de 30 litros para 70 litros por dia, na média.

“No início tudo era muito dificultoso. A sensação é que não tínhamos condições de fazer o nosso trabalho daquele jeito, era muito esforço e pouco resultado, tirávamos pouco leite de muitas vacas. Eram 30 litros com 25 fêmeas.  A partir do momento que o Senar veio, a coisa foi mudando e só foi para melhor”, comentou, emocionado, o produtor Kléber Alves Fagundes, de 40 anos.

Conforme o supervisor do programa “Mais Leite”, André Luís, que foi o técnico de campo da família Fagundes, as mudanças no manejo e na nutrição animal foram os principais motivos para a propriedade ‘decolar’ no setor leiteiro.

“Começamos o trabalho aqui na propriedade com 30 a 25 litros, por dia, de produtividade e com muitas vacas. Trabalhamos para diminuir o rebanho e melhorar a qualidade dos animais e da pastagem. Conseguimos implantar o piqueteamento com sistema racionado e inserimos a produção de silagem”, lembra o técnico.

A continuidade nos trabalhos, mesmo após o fim do programa, deixa o supervisor com sensação de dever cumprido. “O que nos deixa muito feliz é que depois de um ano do programa encerrado na propriedade eles deram continuidade no planejamento. Ficamos extremamente felizes sabendo que conseguimos fazer a diferença na vida dessas pessoas”, concluiu.

Segundo o pecuarista, a família conseguiu manter os ensinamentos que os técnicos do Senar repassaram. “Conseguimos manter o que eles deixaram de planejamento. Subiu muito a produtividade, o preço também conseguimos melhorar. Mil maravilhas!”, disse.

Preço do leite deve subir em fevereiro, estima Cepea

2 comentários

  1. Ademir Luiz Tassi em 10 de fevereiro de 2019 às 20:11

    Tá certo, mas o produtor de leite, precisa muito mais do que isso, pra se manter no Campo. Isso é uma questão social, ou o governo tem uma política séria pra a questão agropecuária, ou vamos ter um problema social muito grande.
    A bola da vez agora é a reforma da previdência, mas a verdadeira reforma ninguém comenta, políticos aposentam integralmente, mas não contribuem e outras categorias, e da onde sai o dinheiro para as aposentadorias, lógico da previdência. Aí não há sistema que aguente!
    Agora essa reforma, vai respingar no produtor, aguardem pra ver!!!!

  2. Rodrigo Lago em 12 de fevereiro de 2019 às 13:40

    Provavelmente ele deve estar fazendo uso do hormônio bovino recombinante (BST). Não é a toa, que o número de pessoas que não consomem mais o leite bovino, só vem aumentando. Sem contar, que as vacas deste produtor devem produzir a caseína do tipo A1, altamente inflamatório para o organismo humano.

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SUCESSÃO NO CAMPO

Após morte do pai, produtor dá a volta por cima e duplica a produção de leite

Depois de perder o patriarca, os irmão Kléber e Heber Fagundes decidiram reduzir o número de animais, mas mesmo assim conseguiram aumentar a produtividade

10 de fevereiro de 2019 às 13h04
Por Canal Rural
produtor de leite, lavoura, pecuária, vaca

Foto: Senar-MS

Além dos desafios comuns do dia a dia na produção de leite, uma família de Terenos, em Mato Grosso do Sul, teve um obstáculo a mais durante sua trajetória de superação: mesmo após o pai e chefe da produção de leite na propriedade Nossa Senhora Aparecida falecer, os filhos Kléber e Heber Fagundes, juntamente com a mãe, não desanimaram e deram continuidade ao trabalho. Após muito esforço, os resultados vieram e eles conseguiram duplicar a produção de leite, mesmo com uma diminuição no número de animais.

Após três anos de assistência técnica do Senar-MS, focada principalmente no ajuste do manejo, a propriedade de 6,5 hectares teve seu rebanho ajustado de 25 para 8 vacas lactantes. Porém, a produção de leite foi elevada de 30 litros para 70 litros por dia, na média.

“No início tudo era muito dificultoso. A sensação é que não tínhamos condições de fazer o nosso trabalho daquele jeito, era muito esforço e pouco resultado, tirávamos pouco leite de muitas vacas. Eram 30 litros com 25 fêmeas.  A partir do momento que o Senar veio, a coisa foi mudando e só foi para melhor”, comentou, emocionado, o produtor Kléber Alves Fagundes, de 40 anos.

Conforme o supervisor do programa “Mais Leite”, André Luís, que foi o técnico de campo da família Fagundes, as mudanças no manejo e na nutrição animal foram os principais motivos para a propriedade ‘decolar’ no setor leiteiro.

“Começamos o trabalho aqui na propriedade com 30 a 25 litros, por dia, de produtividade e com muitas vacas. Trabalhamos para diminuir o rebanho e melhorar a qualidade dos animais e da pastagem. Conseguimos implantar o piqueteamento com sistema racionado e inserimos a produção de silagem”, lembra o técnico.

A continuidade nos trabalhos, mesmo após o fim do programa, deixa o supervisor com sensação de dever cumprido. “O que nos deixa muito feliz é que depois de um ano do programa encerrado na propriedade eles deram continuidade no planejamento. Ficamos extremamente felizes sabendo que conseguimos fazer a diferença na vida dessas pessoas”, concluiu.

Segundo o pecuarista, a família conseguiu manter os ensinamentos que os técnicos do Senar repassaram. “Conseguimos manter o que eles deixaram de planejamento. Subiu muito a produtividade, o preço também conseguimos melhorar. Mil maravilhas!”, disse.

Preço do leite deve subir em fevereiro, estima Cepea

2 comentários

  1. Ademir Luiz Tassi em 10 de fevereiro de 2019 às 20:11

    Tá certo, mas o produtor de leite, precisa muito mais do que isso, pra se manter no Campo. Isso é uma questão social, ou o governo tem uma política séria pra a questão agropecuária, ou vamos ter um problema social muito grande.
    A bola da vez agora é a reforma da previdência, mas a verdadeira reforma ninguém comenta, políticos aposentam integralmente, mas não contribuem e outras categorias, e da onde sai o dinheiro para as aposentadorias, lógico da previdência. Aí não há sistema que aguente!
    Agora essa reforma, vai respingar no produtor, aguardem pra ver!!!!

  2. Rodrigo Lago em 12 de fevereiro de 2019 às 13:40

    Provavelmente ele deve estar fazendo uso do hormônio bovino recombinante (BST). Não é a toa, que o número de pessoas que não consomem mais o leite bovino, só vem aumentando. Sem contar, que as vacas deste produtor devem produzir a caseína do tipo A1, altamente inflamatório para o organismo humano.

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