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Febre aftosa: governo envia 2 milhões de doses da vacina para Venezuela

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, afirma que o Brasil vai doar, no total, 20 milhões de doses

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Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou nesta terça-feira, dia 4, cerca de 1,6 milhão de doses de vacina contra a febre aftosa à Caracas, na Venezuela. O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, observa que o Brasil vai doar, no total, 20 milhões de doses, das quais 500 mil já foram enviadas para serem aplicadas no rebanho de Maracay.

As 17,9 milhões de doses restantes ficam sob a guarda do ministério e deverão ser buscadas por aeronaves venezuelanas, onde serão transportadas em caixas de isopor com gelo e, chegando ao destino, serão colocadas em câmaras frias para posteriormente serem distribuídas conforme a demanda.

O diretor prevê que a quantidade doada pelo Brasil, atenda a demanda mais urgente do país vizinho, em especial, a vacinação de 100% do rebanho de Bolívar, estado vizinho de Roraima. “Bolívar tem em torno de 800 mil cabeças de bovinos, ali nós vamos focar as operações do Brasil. Foi acertado com as autoridades venezuelanas que dessas 1,6 milhão de doses, 800 mil vão ser destinadas exclusivamente para a fronteira com o Brasil”, afirma Guilherme.

A campanha de imunização de todo o rebanho começou em 1º de novembro e se estenderá até 1º de janeiro. Em maio de 2019, serão vacinados os animais jovens, de até 24 meses, mais suscetíveis à doença por nunca terem recebido a proteção vacinal. O rebanho venezuelano soma 17 milhões de cabeças.

Representantes do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) estiveram lá por várias semanas acompanhando, registrando e adequando as câmaras frias, inclusive com a presença de grupo gerador para garantir a manutenção da refrigeração, em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica, mantendo a qualidade das vacinas. Existem pontos de armazenamento na capital, mas há outras câmaras frias distribuídas no país de forma estratégica.

Segundo Guilherme, o objetivo além de vacinar, é desenvolver uma estratégia de cadastramento das propriedades, inspeção clínica dos animais e coleta de amostras que serão enviadas para o laboratório de referência internacional para febre aftosa, o Lanagro, de Pedro Leopoldo (MG), para acompanhamento da atividade do vírus no rebanho.

As autoridades sanitárias venezuelanas do Instituto Nacional Agrícola de Saúde Integral ( Insai) estão acompanhando o processo, colaborando para solução do problema, para a erradicação da febre aftosa do país. “O Brasil pela sua experiência pode auxiliar muito as autoridades venezuelanas”, finalizou o diretor.

Países de unem para vacinar rebanho da Venezuela contra aftosa

 

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