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Boi gordo pode ter novas altas mesmo na segunda quinzena, diz analista

O regime irregular de chuvas nas últimas semanas prejudica o desenvolvimento das pastagens, quadro que atrasa a engorda do rebanho extensivo

O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do país. “A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, em linha com a restrição de oferta que permanece dominante no segundo semestre. O regime irregular de chuvas nas últimas semanas prejudica o desenvolvimento das pastagens, quadro que atrasa a engorda do rebanho extensivo”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. 

Ainda segundo ele, nessas condições “é seguro acreditar que a oferta de animais de pasto estará apta ao abate apenas no primeiro trimestre do próximo ano, formando uma lacuna de oferta justamente no período de maior demanda no ano, nas Festas”.

Em São Paulo, preços passaram de R$ 166 a arroba para R$ 167 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 159 a arroba, estáveis. Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram em R$ 156 a arroba. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 153 a arroba em Goiânia. No Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 148 a arroba. 

Atacado

O atacado teve preços estáveis para a carne bovina. “No decorrer da segunda quinzena do mês há menor espaço para reajustes, avaliando o arrefecimento da demanda que resulta em uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. No entanto, o otimismo em torno das exportações ainda é grande, avaliando o estreitamento das relações comerciais com a China”, disse Iglesias.  

O corte traseiro teve preço de R$ 13,40 por quilo, estável. A ponta de  agulha seguiu em R$ 8,75 por quilo, enquanto o corte dianteiro permaneceu em R$ 8,90 por quilo.