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BRIGA DE GIGANTES

Guerra comercial: EUA formalizam proposta de taxar US$ 300 bi em produtos da China

A medida, que ainda não está valendo, pretende impor tarifas de 25% sobre produtos chineses que ainda não sofreram barreiras pelos americanos

14 de maio de 2019 às 07h05
Por Estadão Conteúdo

Foto: The White House

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) formalizou na noite desta segunda-feira, dia 13, a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos chineses importados pelo país que ainda não sofreram barreiras pelos americanos. O montante é de aproximadamente US$ 300 bilhões em produtos chineses que serão tarifados caso o USTR siga adiante com o procedimento. O presidente americano, Donald Trump, havia instruído o órgão a seguir com o processo no fim da semana anterior.

De acordo com o USTR, uma audiência pública será feita em 17 de junho, enquanto comentários finais ocorrerão em 24 de junho. A lista final divulgada pelo representante comercial dos EUA exclui produtos farmacêuticos, alguns produtos médicos, materiais raros e alguns minerais. Celulares e computadores, contudo, foram incluídos pelo USTR na lista de produtos a serem tarifados.

Como resposta às recentes taxações americanas, a China indicou nesta segunda que as políticas dos Estados Unidos estão ameaçando a existência da Organização Mundial do Comércio (OMC) e submeteu ao painel do órgão multilateral uma série de queixas em uma “proposta de reforma” da OMC.

Sem citar os EUA, os chineses apontam que a tendência recente de práticas unilaterais e protecionistas “desferiu golpes ao multilateralismo e ao sistema de livre-comércio” e enfatizam que “o abuso da exceção de segurança nacional, medidas unilaterais inconsistentes com as regras da OMC, bem como o uso indevido ou abusivo das medidas de reparação comercial existentes danificaram gravemente a ordem internacional de livre-comércio”.

O documento da China foi protocolado no site da OMC. Os chineses não mencionam os EUA no documento, mas se referem ao bloqueio na nomeação de juízes de apelação da organização e a tarifas de segurança nacional sobre alumínio, aço e veículos, práticas que têm sido associadas a Washington. De acordo com a China, “um certo membro da OMC” levantou unilateralmente barreiras comerciais e impôs tarifas de importação de forma arbitrária e sem autorização da organização.Nova call to action

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Guerra comercial: EUA formalizam proposta de taxar US$ 300 bi em produtos da China

A medida, que ainda não está valendo, pretende impor tarifas de 25% sobre produtos chineses que ainda não sofreram barreiras pelos americanos

14 de maio de 2019 às 07h05
Por Estadão Conteúdo

Foto: The White House

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) formalizou na noite desta segunda-feira, dia 13, a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos chineses importados pelo país que ainda não sofreram barreiras pelos americanos. O montante é de aproximadamente US$ 300 bilhões em produtos chineses que serão tarifados caso o USTR siga adiante com o procedimento. O presidente americano, Donald Trump, havia instruído o órgão a seguir com o processo no fim da semana anterior.

De acordo com o USTR, uma audiência pública será feita em 17 de junho, enquanto comentários finais ocorrerão em 24 de junho. A lista final divulgada pelo representante comercial dos EUA exclui produtos farmacêuticos, alguns produtos médicos, materiais raros e alguns minerais. Celulares e computadores, contudo, foram incluídos pelo USTR na lista de produtos a serem tarifados.

Como resposta às recentes taxações americanas, a China indicou nesta segunda que as políticas dos Estados Unidos estão ameaçando a existência da Organização Mundial do Comércio (OMC) e submeteu ao painel do órgão multilateral uma série de queixas em uma “proposta de reforma” da OMC.

Sem citar os EUA, os chineses apontam que a tendência recente de práticas unilaterais e protecionistas “desferiu golpes ao multilateralismo e ao sistema de livre-comércio” e enfatizam que “o abuso da exceção de segurança nacional, medidas unilaterais inconsistentes com as regras da OMC, bem como o uso indevido ou abusivo das medidas de reparação comercial existentes danificaram gravemente a ordem internacional de livre-comércio”.

O documento da China foi protocolado no site da OMC. Os chineses não mencionam os EUA no documento, mas se referem ao bloqueio na nomeação de juízes de apelação da organização e a tarifas de segurança nacional sobre alumínio, aço e veículos, práticas que têm sido associadas a Washington. De acordo com a China, “um certo membro da OMC” levantou unilateralmente barreiras comerciais e impôs tarifas de importação de forma arbitrária e sem autorização da organização.Nova call to action

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