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PROMESSA CUMPRIDA

Estados Unidos apoiam ingresso do Brasil na OCDE

Com o aval norte-americano, o país se tornou um forte candidato a membro pleno da organização, mas há outros países na disputa; entenda

23 de maio de 2019 às 19h55
Por Agência Brasil
Donald Trump. EUA, Estados Unidos, Bolsonaro, Brasil

Foto: Tia Dufour/White House

Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira, dia 23, apoiar formalmente a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  O anúncio foi feito durante a reunião do grupo, em Paris.

“Atualmente, todos os 36 membros da OCDE apoiam a nossa entrada, fruto da confiança no novo Brasil que estamos construindo, mais livre, aberto e justo”, postou o presidente Jair Bolsonaro, no Twitter.

Em Paris, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que o apoio norte-americano é a “principal peça que faltava para que nós possamos, no mais breve prazo, começarmos o processo de adesão à OCDE”.

O apoio dos EUA, segundo Araújo, é “importantíssimo nesse nosso caminho para nos tornarmos membros plenos da OCDE. Contávamos com isso desde a visita do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos. O presidente Trump já tinha garantido o seu apoio de maneira muito clara”.

Nova call to action

Brasil lidera a disputa

Com o apoio norte-americano, o Brasil se tornou um forte candidato para se tornar membro pleno da organização. Mas, além do Brasil, há outros candidatos: Argentina , Romênia, Croácia, Hungria e Bulgária. Destes, o Brasil é o que está mais avançado na disputa, assumindo a liderança com folga sobre os demais, já tendo adotado cerca de 30% dos instrumentos exigidos pela OCDE.

Para se tornar membro pleno da instituição, o Brasil dependerá ainda da aprovação dos seguintes países europeus: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça, Alemanha, Espanha, Finlândia, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letonia e Lituânia. Fora da Europa, além dos Estados Unidos, o Brasil precisará do respaldo da Austrália, Canadá, Japão, Israel, Coreia do Sul, México, Chile e Nova Zelândia.

O tempo necessário que um país passe a integrar a OCDE é de 2 a 3 anos. Durante esse período, o país-candidato terá que adaptar toda a sua legislação aos regulamentos das nações integrantes da OCDE. De acordo com o Itamaraty, se por um lado o Brasil ainda precisa adaptar alguns dispositivos legais importantes, por outro tem a vantagem de ter feito nas últimas décadas progresso em leis sobre o consumidor, sobre vários campos econômicos e também sobre o consumidor.

Vantagens

O ingresso de um país ao grupo de nações que compõem a OCDE traz benefícios em vários setores, especialmente na atração de investimentos. Grupos econômicos e financeiros normalmente dão prioridade aos países membros da OCDE porque estes já adaptaram suas regras econômicas para o padrão de competitividade e inovação tecnológica própria dos países altamente industrializados.

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Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira, dia 23, apoiar formalmente a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  O anúncio foi feito durante a reunião do grupo, em Paris.

“Atualmente, todos os 36 membros da OCDE apoiam a nossa entrada, fruto da confiança no novo Brasil que estamos construindo, mais livre, aberto e justo”, postou o presidente Jair Bolsonaro, no Twitter.

Em Paris, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que o apoio norte-americano é a “principal peça que faltava para que nós possamos, no mais breve prazo, começarmos o processo de adesão à OCDE”.

O apoio dos EUA, segundo Araújo, é “importantíssimo nesse nosso caminho para nos tornarmos membros plenos da OCDE. Contávamos com isso desde a visita do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos. O presidente Trump já tinha garantido o seu apoio de maneira muito clara”.

Nova call to action

Brasil lidera a disputa

Com o apoio norte-americano, o Brasil se tornou um forte candidato para se tornar membro pleno da organização. Mas, além do Brasil, há outros candidatos: Argentina , Romênia, Croácia, Hungria e Bulgária. Destes, o Brasil é o que está mais avançado na disputa, assumindo a liderança com folga sobre os demais, já tendo adotado cerca de 30% dos instrumentos exigidos pela OCDE.

Para se tornar membro pleno da instituição, o Brasil dependerá ainda da aprovação dos seguintes países europeus: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça, Alemanha, Espanha, Finlândia, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letonia e Lituânia. Fora da Europa, além dos Estados Unidos, o Brasil precisará do respaldo da Austrália, Canadá, Japão, Israel, Coreia do Sul, México, Chile e Nova Zelândia.

O tempo necessário que um país passe a integrar a OCDE é de 2 a 3 anos. Durante esse período, o país-candidato terá que adaptar toda a sua legislação aos regulamentos das nações integrantes da OCDE. De acordo com o Itamaraty, se por um lado o Brasil ainda precisa adaptar alguns dispositivos legais importantes, por outro tem a vantagem de ter feito nas últimas décadas progresso em leis sobre o consumidor, sobre vários campos econômicos e também sobre o consumidor.

Vantagens

O ingresso de um país ao grupo de nações que compõem a OCDE traz benefícios em vários setores, especialmente na atração de investimentos. Grupos econômicos e financeiros normalmente dão prioridade aos países membros da OCDE porque estes já adaptaram suas regras econômicas para o padrão de competitividade e inovação tecnológica própria dos países altamente industrializados.

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