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CIÊNCIA

Esgoto urbano contamina os rios muito mais que o agro, diz pesquisador

Fábio Sussel, do Instituto da Pesca, afirma que, em São Paulo, apenas 50,3% dos dejetos são tratados

14 de janeiro de 2019 às 08h14
Por Canal Rural

Às margens do rio Mogi-Guaçu, o repórter Tobias Ferraz conversa com Fábio Sussel, zootecnista e pesquisador do Instituto da Pesca. Segundo ele, em vez de se preocupar com o agronegócio, os preservacionistas deveriam olhar com mais atenção para o esgoto urbano. “Estamos em São Paulo, o estado com maior densidade demográfica e renda. E aqui só 50,3% do esgoto é tratado. O resto vai direto pro rio”, diz ele.

1 comentário

  1. julio cesar pascele palhares em 17 de janeiro de 2019 às 17:01

    Falar que é uma inverdade que as atividades agropecuárias também poluem nossos corpos de água, é uma baita inverdade. As atividades agropecuárias são, fundamentalmente uma fonte de poluição difusa, ao contrário dos esgotos urbanos que se caracterizam como uma fonte pontual. Estudos no mundo inteiro concluem que as principais fontes de nitrogênio e fósforo para as águas superficiais são as atividades agropecuárias. No Brasil, isso não é diferente, ha vários relatos científicos mostrando isso. Se dos esgotos urbanos só 50,3% são tratados, qual a porcentagem de tratamento dos esgotos rurais, incluindo os efluentes animais. Não temos dados oficiais sobre isso, mas podemo dizer que está próximo a zero, ou seja, tudo está indo, potencialmente, para os rios. E quando comparamos a carga poluidora de um esgoto animal com um humano, essa pode ser até 50 vezes maior. Vale lembrar que, no caso dos esgotos pecuários, o tratamento é algo complexo, devido a necessidade de mão-de-obra qualificada e investimento, por isso, o que se faz faz é o aproveitamento destes como fertilizante. Prática benéfica, desde que seja feita de forma controlada. Enfim, argumentar que então a solução é acabar com a produção de alimentos é ingênuo e simplista. Podemos produzir alimentos com reduzido impacto ambiental, seja nas águas, no ar e no solo, mas isso não se consegue com discursos, mas sim com uso de ciência e comprometimento dos órgãos públicos e privados. Enquanto acharmos que somos os mais sustentáveis do mundo, mas longe estaremos de ser! Também sou Zootecnista, com muito orgulho, com atuação em pesquisa e desenvolvimento em manejo hídrico e de resíduos das produções animais.

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Esgoto urbano contamina os rios muito mais que o agro, diz pesquisador

Fábio Sussel, do Instituto da Pesca, afirma que, em São Paulo, apenas 50,3% dos dejetos são tratados

14 de janeiro de 2019 às 08h14
Por Canal Rural

Às margens do rio Mogi-Guaçu, o repórter Tobias Ferraz conversa com Fábio Sussel, zootecnista e pesquisador do Instituto da Pesca. Segundo ele, em vez de se preocupar com o agronegócio, os preservacionistas deveriam olhar com mais atenção para o esgoto urbano. “Estamos em São Paulo, o estado com maior densidade demográfica e renda. E aqui só 50,3% do esgoto é tratado. O resto vai direto pro rio”, diz ele.

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  1. julio cesar pascele palhares em 17 de janeiro de 2019 às 17:01

    Falar que é uma inverdade que as atividades agropecuárias também poluem nossos corpos de água, é uma baita inverdade. As atividades agropecuárias são, fundamentalmente uma fonte de poluição difusa, ao contrário dos esgotos urbanos que se caracterizam como uma fonte pontual. Estudos no mundo inteiro concluem que as principais fontes de nitrogênio e fósforo para as águas superficiais são as atividades agropecuárias. No Brasil, isso não é diferente, ha vários relatos científicos mostrando isso. Se dos esgotos urbanos só 50,3% são tratados, qual a porcentagem de tratamento dos esgotos rurais, incluindo os efluentes animais. Não temos dados oficiais sobre isso, mas podemo dizer que está próximo a zero, ou seja, tudo está indo, potencialmente, para os rios. E quando comparamos a carga poluidora de um esgoto animal com um humano, essa pode ser até 50 vezes maior. Vale lembrar que, no caso dos esgotos pecuários, o tratamento é algo complexo, devido a necessidade de mão-de-obra qualificada e investimento, por isso, o que se faz faz é o aproveitamento destes como fertilizante. Prática benéfica, desde que seja feita de forma controlada. Enfim, argumentar que então a solução é acabar com a produção de alimentos é ingênuo e simplista. Podemos produzir alimentos com reduzido impacto ambiental, seja nas águas, no ar e no solo, mas isso não se consegue com discursos, mas sim com uso de ciência e comprometimento dos órgãos públicos e privados. Enquanto acharmos que somos os mais sustentáveis do mundo, mas longe estaremos de ser! Também sou Zootecnista, com muito orgulho, com atuação em pesquisa e desenvolvimento em manejo hídrico e de resíduos das produções animais.

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