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PAÍSES IMPORTADORES

Entenda como funciona o mercado de carne dos países árabes

Egito e Líbano são alguns dos maiores importadores do produto brasileiroVocê conhece a carne halal? Sabe quais os cortes mais consumidos no Oriente Médio? Entende a importância do mercado árabe? Apesar de não ser tão popular no Brasil, cerca de 25% da população mundial compra carnes abatidas no método halal. A participação do Oriente Médio nas vendas brasileiras é grande. Para que os frigoríficos nacionais possam exportar, são necessárias medidas de certificação e auditoria da planta das indústrias.

19 de setembro de 2014 às 17h02
Por GIRO DO BOI JBS

A fim de explicar um pouco mais sobre esse importante nicho comercial da carne brasileira, o Giro do Boi recebeu o gerente de exportações para os países Árabes e África da JBS, Rada Saleh, que esclareceu os diferenciais que a carne deve ter para ser exportada para o Oriente Médio.

Saleh ressalta que sanidade, higiene e armazenamento são importantíssimos na hora de adquirir o documento de certificação.

– É necessário realizar o abate halal, que deve ser acompanhado por uma entidade certificadora, que audita a planta frigorífica para que o boi destinado à produção dessa carne diferenciada seja verificado e supervisionado pelo inspetor. A lei islâmica determinada que somente carnes carcaças degoladas por este método sejam exportadas- afirma o especialista.

Como produzir carne halal:

Conforme a legislação desses países, algumas procedimentos são fundamentais para se adquirir a certificação:

• Uma auditoria avalia a planta do frigorífico e este laudo determina o recebimento ou não do certificado;
• Um funcionário árabe deve inspecionar o processo de abate, que é diferenciado;
• Ao realizar a degola, a parte da frente do animal deve estar direcionada à Meca (berço da religião islâmica), em sinal de agradecimento a Deus;
• Na hora de abater o animal, deve-se pronunciar uma expressão que significa “Em nome de Deus”;
• Durante todo o processo, não pode haver nenhuma contaminação com outras carnes que não seguiram o mesmo método;
• Não pode haver o atordoamento do animal, o que gera dificuldades para a indústria, eleva os custos e torna o procedimento mais demorado;

Cortes mais importantes

Dentre os dois maiores importadores da carne brasileira no Oriente Médio – Egito e Líbano -, alguns cortes são preferidos pelos compradores locais. No Egito, os cortes favoritos são acém, paleta, pescoço, peito e músculos. Já no Líbano, a ponta de contrafilé, contrafilé, filé mignon, alcatra, patinho, colchão mole, colchão duro, lagarto e músculo são os mais pedidos.

Líderes de consumo

Da região do Oriente Médio e levando em conta o volume, o país que mais importa a carne brasileira é o Egito. No caso dos egípcios, a preferência é por carne congelada. Enquanto no Líbano, a carne resfriada é mais abundante.

Para exportação de cortes congelados, infraestrutura e logística muito bem elaboradas são essenciais. Desde o momento da embalagem (que é feita a vácuo) até o momento de estufar o contêiner, todos os equipamentos necessários, planta e temperatura devem estar sob controle.

Assista à entrevista:

Clique aqui para ver o vídeo

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PAÍSES IMPORTADORES

Entenda como funciona o mercado de carne dos países árabes

Egito e Líbano são alguns dos maiores importadores do produto brasileiroVocê conhece a carne halal? Sabe quais os cortes mais consumidos no Oriente Médio? Entende a importância do mercado árabe? Apesar de não ser tão popular no Brasil, cerca de 25% da população mundial compra carnes abatidas no método halal. A participação do Oriente Médio nas vendas brasileiras é grande. Para que os frigoríficos nacionais possam exportar, são necessárias medidas de certificação e auditoria da planta das indústrias.

19 de setembro de 2014 às 17h02
Por GIRO DO BOI JBS

A fim de explicar um pouco mais sobre esse importante nicho comercial da carne brasileira, o Giro do Boi recebeu o gerente de exportações para os países Árabes e África da JBS, Rada Saleh, que esclareceu os diferenciais que a carne deve ter para ser exportada para o Oriente Médio.

Saleh ressalta que sanidade, higiene e armazenamento são importantíssimos na hora de adquirir o documento de certificação.

– É necessário realizar o abate halal, que deve ser acompanhado por uma entidade certificadora, que audita a planta frigorífica para que o boi destinado à produção dessa carne diferenciada seja verificado e supervisionado pelo inspetor. A lei islâmica determinada que somente carnes carcaças degoladas por este método sejam exportadas- afirma o especialista.

Como produzir carne halal:

Conforme a legislação desses países, algumas procedimentos são fundamentais para se adquirir a certificação:

• Uma auditoria avalia a planta do frigorífico e este laudo determina o recebimento ou não do certificado;
• Um funcionário árabe deve inspecionar o processo de abate, que é diferenciado;
• Ao realizar a degola, a parte da frente do animal deve estar direcionada à Meca (berço da religião islâmica), em sinal de agradecimento a Deus;
• Na hora de abater o animal, deve-se pronunciar uma expressão que significa “Em nome de Deus”;
• Durante todo o processo, não pode haver nenhuma contaminação com outras carnes que não seguiram o mesmo método;
• Não pode haver o atordoamento do animal, o que gera dificuldades para a indústria, eleva os custos e torna o procedimento mais demorado;

Cortes mais importantes

Dentre os dois maiores importadores da carne brasileira no Oriente Médio – Egito e Líbano -, alguns cortes são preferidos pelos compradores locais. No Egito, os cortes favoritos são acém, paleta, pescoço, peito e músculos. Já no Líbano, a ponta de contrafilé, contrafilé, filé mignon, alcatra, patinho, colchão mole, colchão duro, lagarto e músculo são os mais pedidos.

Líderes de consumo

Da região do Oriente Médio e levando em conta o volume, o país que mais importa a carne brasileira é o Egito. No caso dos egípcios, a preferência é por carne congelada. Enquanto no Líbano, a carne resfriada é mais abundante.

Para exportação de cortes congelados, infraestrutura e logística muito bem elaboradas são essenciais. Desde o momento da embalagem (que é feita a vácuo) até o momento de estufar o contêiner, todos os equipamentos necessários, planta e temperatura devem estar sob controle.

Assista à entrevista:

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