BOM MOMENTO

Cotação do algodão acumula alta de 10% em um mês

Com a comercialização da safra 2016/2017 praticamente finalizada, comerciantes e tradings têm elevado o preço ofertado

Fonte: Embrapa / Fabiano José Perina

Os preços domésticos do algodão em pluma seguem em alta. Segundo a consultoria Safras & Mercado, nesta quinta-feira, dia 12, a média de preços no CIF (quando o frete e o seguro da mercadoria são pagos pelo fornecedor) de São Paulo ficou em R$ 3,15 por libra-peso, ante R$ 3,02 na semana passada. Em relação ao mesmo período do mês anterior, a elevação é de 10,14%. Comparado ao mesmo período do ano passado, a alta acumulada é de 16,24%.

“Com a comercialização da safra 2016/2017 praticamente finalizada, comerciantes e tradings que possuem os lotes remanescentes seguem elevando as pedidas”, explica o analista Élcio Bento. O longo período até o ingresso da safra nova dá segurança para que o lado da oferta adote essa postura de inflexibilidade em relação às cotações.

No outro lado, a indústria adota uma estratégia de cautela, comprando apenas o suficiente para atender a demanda. “O risco fica numa maior saída de algodão para o exterior, que poderia gerar necessidade de compras externas (a preços mais altos) no pico da entressafra”, pondera o analista.

O período de preços atrativos tem sido usado para fixar negócios da safra nova. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização de algodão em Mato Grosso para a safra 2017/2018 chegou a 73,62% da produção. Em igual período do ano passado, o índice era de 63,50%.

A produção de algodão no estado está projetada em 1,287 milhão toneladas, contra 1,010 milhão da safra passada. “Isso significa que, em termos absolutos, o volume comercializado da safra nova supera ao de igual período da passada em 306 mil toneladas”, lembra Bento.  

Segundo o analista, o ritmo da comercialização só não é mais intenso porque os produtores evitam uma maior exposição devido às incertezas climáticas até a colheita que podem trazer eventuais quedas na produção e impedir que os contratos sejam cumpridos.

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *