RIO GRANDE DO SUL

Conab vai fazer levantamento do custo de produção de arroz

Segundo a Farsul, dados vão ser fundamentais para a composição do preço mínimo do cereal; última pesquisa havia sido feita há quatro anos

arroz
Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará no Rio Grande do Sul um levantamento dos custos de produção do arroz. Segundo a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), que questiona a metodologia usada no cálculo do preço mínimo de garantia do cereal, a realização do levantamento foi decidida nesta quarta-feira, 16, em reunião no Ministério da Agricultura com a presença de representantes da entidade e também da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga).

“Os dados são fundamentais para a composição do preço mínimo e a última pesquisa havia sido feita há quatro anos, o que a torna extremamente defasada”, disse em nota.

O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, disse no encontro que o produtor brasileiro é prejudicado por políticas do Mercado Comum do Sul (Mercosul). “A importação de produtos que utilizam insumos não autorizados no Brasil e a alta taxação dos agroquímicos acabam por encarecer e tirar a competitividade da produção agrícola nacional”, destacou a entidade. “O governo está procurando os obstáculos existentes para corrigi-los”, comenta Antônio da Luz.

Chuvas

As perdas geradas pelas chuvas do início do ano também foram discutidas. “Precisamos que o próprio produtor nos diga o tamanho da sua perda. Para isso, ele precisa ter condições de andar pela sua propriedade e calcular o prejuízo, o que imaginamos que possa acontecer na próxima semana”, explica Luz.

área de arroz em enchente
Foto: Federarroz/divulgação

As enchentes dos últimos dias que atingiram lavouras da metade sul do Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões da Fronteira Oeste e da Campanha, trouxeram perdas significativas para a cultura do arroz no estado. Um levantamento da Federarroz indicou que a produção colhida deverá cair dos 8,2 milhões de toneladas de 2018 para 7,3 milhões de toneladas, queda de 11%. Cerca de 6.000 hectares de arroz estariam debaixo d’água.

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