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Comércio internacional e clima vão ser prioridades do Brasil no G20

Umas das preocupações é em relação à OMC, já que os EUA têm resistido a liberar a nomeação de novos juízes para o órgão; fato tem gerado atrasos na análise de disputas comerciais entre países

Foto: The White House

O comércio internacional, as mudanças climáticas e o futuro do trabalho vão ser prioridades do Brasil durante as negociações da Cúpula do G20, que vai reunir os líderes das 20 maiores economias do mundo, a partir da próxima sexta-feira, dia 30, em Buenos Aires. O presidente Michel Temer desembarcará na Argentina com uma comitiva de ministros e chegou a convidar o presidente eleito, Jair Bolsonaro, para acompanhá-lo.

O diretor do departamento de assuntos financeiros e serviços do Ministério das Relações Exteriores, ministro Luiz Cesar Gasser, destacou a importância dos temas escolhidos pelo Brasil. “Comércio internacional é um tema que preocupa o governo brasileiro. É de extrema relevância”, disse na semana passada.

Umas das preocupações é em relação à Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde o ano passado, os Estados Unidos têm resistido a liberar a nomeação de novos juízes para o Órgão de Apelação da OMC, composto por sete membros. Atualmente, o tribunal tem apenas quatro juízes, o que acarreta atrasos na análise de disputas comerciais entre países.

Há cerca de um mês o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, alertou para os riscos de paralisação do mecanismo de solução de controvérsias do organismo multilateral. O Brasil foi um dos 12 países convidados pelo Canadá para discutir o futuro da organização.

Segundo o Itamaraty, o G20 tem importância central para o Brasil por se tratar de um foro de governança global que reúne as principais economias do mundo, em formato flexível, que facilita o debate e a formação de consensos, o que se torna especialmente relevante no momento atual em que o multilateralismo é questionado.