PROJEÇÃO

Céleres estima safra de soja 2017/2018 em 111,8 milhões de toneladas

Apesar da demora para o início do plantio da oleaginosa, a melhora no regime de chuvas contribuiu para o bom desenvolvimento da planta

Fonte: Abiove/Divulgação

A consultoria Céleres revisou positivamente a safra de soja no ciclo 2017/2018 em grande parte das regiões produtivas do país. De acordo com a empresa, a produção brasileira deverá alcançar 111,8 milhões de toneladas, sendo a segunda maior da história. O volume produzido deverá ser 1,9% maior que na última projeção, mas contudo, 1,7% abaixo do recorde de produção da temporada 2016/2017.

Apesar da demora para o início do plantio da oleaginosa, a melhora no regime de chuvas, particularmente a partir de novembro de 2017, contribuiu para o adiantamento dos trabalhos de campo e para um bom desenvolvimento da planta. De modo geral, o cenário de La Niña no final do ano foi positivo para a safra brasileira, sobretudo no centro-norte do país.

Segundo a entidade, a semeadura já está finalizada em todo o país e até o fim da semana passada, 25% da área plantada no Brasil estava em fase de enchimento de grãos, alinhado com a média histórica para o período. Enquanto isso, a colheita da safra 2017/2018 já iniciou em algumas áreas de Mato Grosso, devendo tomar corpo nos próximas semanas.

Nesse sentido, apesar de ainda haver algum potencial para interferência climática e, consequente, especulação sobre o real tamanho da safra brasileira, já é possível constatar um consenso de que a safra brasileira terá bons níveis de produtividade.

Produtividade
Na média nacional, o rendimento para safra 2017/2018 deverá ser de 53,7 sacas por hectare, aumento de 2% em relação à última estimativa da Céleres. Apesar de satisfatório, esse valor ainda é 4% menor que o nível observado na temporada anterior.

Demanda
Ressalta-se um cenário mais positivo para o esmagamento de soja em 2018, visto a antecipação do aumento na mistura de biodiesel no diesel para 10%, o qual deverá sustentar a demanda por óleo, e que o setor de proteína animal deverá ter expectativas melhores, diante da possível recuperação do consumo interno.

Nesse cenário, apesar da demanda firme e da alta liquidez esperada para este ano, o balanço produtivo nacional da próxima safra deverá pressionar os preços no começo de 2018.

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