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SOCORRO

Brumadinho: CAR, crédito e seguro rural podem ajudar moradores

O objetivo do Ministério da Agricultura é reunir todos esses números para poder auxiliar as vítimas da zona rural

28 de janeiro de 2019 às 19h34
Por Rafael Walendorff, de Brasília
Sobrevoo brumadinho

Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Foto:Isac Nóbrega/PR

O Ministério da Agricultura está realizando um levantamento dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para conhecer a área atingida pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). A ideia é que as informações ajudem a identificar o número de propriedades e produtores afetados pela lama e dos prejuízos gerados a essas pessoas, tanto de lavouras como de vegetação nativa e locais de preservação que foram destruídos na tragédia.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também solicitou à Secretaria de Política Agrícola e ao Banco do Brasil o total de contratos de Seguro Rural feitos na região e as diferentes modalidades de crédito acessadas pelos agricultores locais. O objetivo do Mapa é reunir todos esses números para poder auxiliar as vítimas da zona rural com os instrumentos necessários, como alongamento de prazos de operações bancárias e liberação de valores.
Nova call to action
Mas isso só deverá ser feito em um segundo momento. Por ora, os esforços de todas as equipes e do Governo Federal estão na busca por sobreviventes. Por isso mesmo, Tereza Cristina nem participou da reunião no Palácio do Planalto que estava agendada para hoje. Ela ficou no ministério para ajudar com o levantamento dessas informações.

Como o Serviço Florestal Brasileiro, órgão responsável pela gestão do CAR, foi transferido para a estrutura do Mapa, os dados devem ser processados de forma ainda mais rápida e eficaz. O mesmo foi feito no caso ocorrido em Mariana-MG, em 2015.

A expectativa, segundo dados do Sindicato Rural de Brumadinho, é que 30 propriedades rurais tenham sido afetadas. No sábado, dia 26, o Mapa informou, por meio do Twitter, que seriam 180 agricultores prejudicados. Esse número, na verdade, corresponde ao total contratos de financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) feitos nessa região. Ou seja, é uma previsão do número geral de chácaras, sítios ou fazendas com atividade agropecuária existente em toda a região. O foco da produção no lugar é de hortaliças e frutas em lotes de no máximo 10 hectares.

Segundo informações apuradas pelo Canal Rural, existem 52 contratos de seguro rural no município, por meio do ProAgro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), categoria que atende agricultores familiares. O valor total das operações é de R$ 1,07 milhão.

Outra preocupação do Ministério da Agricultura é com a água da região utilizada para o trato de animais e para irrigação de hortas e pomares. A Agência Nacional de Águas (ANA) vai começar a medição e análise laboratorial da água nas localidades atingidas. Os pescadores locais também devem ser prejudicados, tanto pela contaminação de córregos e rios, bem como uma possível suspensão momentânea da atividade para garantir segurança da população, uma vez que o consumo de peixes desses rios pode representar risco à saúde.

O Banco do Brasil também está fazendo um levantamento geral de todos os créditos e o montante total de acessos por agricultores de Brumadinho e região, para possíveis indenizações ou ajudas extras que o governo possa conceder, como alongamento dos prazos de pagamento, por exemplo.

Até o início da próxima semana, com o levantamento de todos esses dados, a ministra Tereza Cristina vai definir a atuação, como ajudar nessa questão e até mesmo a possibilidade de ir a Minas Gerais. No momento, os trabalhos estão concentrados na ajuda humanitária. Para isso, a pasta ajudou com o envio de caminhões frigoríficos para abrigar corpos de pessoas mortas na tragédia e de cães farejadores para auxiliar na busca por sobreviventes.

Depois, quando as autoridades implementarem ações de ajuda aos atingidos, como produtores rurais que perderam lavouras, o Mapa quer estar com o máximo de informações em mãos para dar o auxílio necessário.

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Brumadinho: CAR, crédito e seguro rural podem ajudar moradores

O objetivo do Ministério da Agricultura é reunir todos esses números para poder auxiliar as vítimas da zona rural

28 de janeiro de 2019 às 19h34
Por Rafael Walendorff, de Brasília
Sobrevoo brumadinho

Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Foto:Isac Nóbrega/PR

O Ministério da Agricultura está realizando um levantamento dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para conhecer a área atingida pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). A ideia é que as informações ajudem a identificar o número de propriedades e produtores afetados pela lama e dos prejuízos gerados a essas pessoas, tanto de lavouras como de vegetação nativa e locais de preservação que foram destruídos na tragédia.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também solicitou à Secretaria de Política Agrícola e ao Banco do Brasil o total de contratos de Seguro Rural feitos na região e as diferentes modalidades de crédito acessadas pelos agricultores locais. O objetivo do Mapa é reunir todos esses números para poder auxiliar as vítimas da zona rural com os instrumentos necessários, como alongamento de prazos de operações bancárias e liberação de valores.
Nova call to action
Mas isso só deverá ser feito em um segundo momento. Por ora, os esforços de todas as equipes e do Governo Federal estão na busca por sobreviventes. Por isso mesmo, Tereza Cristina nem participou da reunião no Palácio do Planalto que estava agendada para hoje. Ela ficou no ministério para ajudar com o levantamento dessas informações.

Como o Serviço Florestal Brasileiro, órgão responsável pela gestão do CAR, foi transferido para a estrutura do Mapa, os dados devem ser processados de forma ainda mais rápida e eficaz. O mesmo foi feito no caso ocorrido em Mariana-MG, em 2015.

A expectativa, segundo dados do Sindicato Rural de Brumadinho, é que 30 propriedades rurais tenham sido afetadas. No sábado, dia 26, o Mapa informou, por meio do Twitter, que seriam 180 agricultores prejudicados. Esse número, na verdade, corresponde ao total contratos de financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) feitos nessa região. Ou seja, é uma previsão do número geral de chácaras, sítios ou fazendas com atividade agropecuária existente em toda a região. O foco da produção no lugar é de hortaliças e frutas em lotes de no máximo 10 hectares.

Segundo informações apuradas pelo Canal Rural, existem 52 contratos de seguro rural no município, por meio do ProAgro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), categoria que atende agricultores familiares. O valor total das operações é de R$ 1,07 milhão.

Outra preocupação do Ministério da Agricultura é com a água da região utilizada para o trato de animais e para irrigação de hortas e pomares. A Agência Nacional de Águas (ANA) vai começar a medição e análise laboratorial da água nas localidades atingidas. Os pescadores locais também devem ser prejudicados, tanto pela contaminação de córregos e rios, bem como uma possível suspensão momentânea da atividade para garantir segurança da população, uma vez que o consumo de peixes desses rios pode representar risco à saúde.

O Banco do Brasil também está fazendo um levantamento geral de todos os créditos e o montante total de acessos por agricultores de Brumadinho e região, para possíveis indenizações ou ajudas extras que o governo possa conceder, como alongamento dos prazos de pagamento, por exemplo.

Até o início da próxima semana, com o levantamento de todos esses dados, a ministra Tereza Cristina vai definir a atuação, como ajudar nessa questão e até mesmo a possibilidade de ir a Minas Gerais. No momento, os trabalhos estão concentrados na ajuda humanitária. Para isso, a pasta ajudou com o envio de caminhões frigoríficos para abrigar corpos de pessoas mortas na tragédia e de cães farejadores para auxiliar na busca por sobreviventes.

Depois, quando as autoridades implementarem ações de ajuda aos atingidos, como produtores rurais que perderam lavouras, o Mapa quer estar com o máximo de informações em mãos para dar o auxílio necessário.

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