A PARTIR DE 2019

Equipe de Bolsonaro sonda novos nomes para assumir o Meio Ambiente

O presidente eleito deve anunciar ainda nesta semana o futuro ministro. Veja o currículo de quem foi cotado para assumir a pasta

ricardo salles e Ricardo Soavinski cotados para o meio ambiente
Ricardo Salles (esquerda) / Ricardo Soavinski – Foto: Facebook e Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve anunciar nesta quarta-feira, dia 28, o futuro ministro do Meio Ambiente. Os nomes cotados até então eram o do pesquisador e chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, e o do ex-deputado federal e ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Xico Graziano. Mas durante a última semana, outros concorrentes entraram no páreo e foram consultados pela equipe do governo de transição. Conheça-os!

Ricardo Salles

Administrador e advogado, Salles foi secretário de Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, e concorreu ao cargo de deputado federal pelo partido Novo, mas não foi eleito. Ele também é presidente do Movimento Endireita Brasil. Salles presidiu o Conselho Estadual de Meio Ambiente e atuou como secretário particular do ex-governador.

Defensor de uma visão desenvolvimentista e mais liberal, adotou postura equilibrada para tentar diminuir a intervenção estatal para estimular o setor agropecuário no estado. “A Sociedade Rural Brasileira reconhece a excelente gestão de Salles na secretaria paulista, conciliando os interesses do produtor rural pelo aumento da produtividade com as questões ambientais de forma objetiva, sem ideologias e priorizando o respeito às leis e às instituições”, declarou a Sociedade Rural Brasileira, em nota de apoio divulgada na terça-feira, dia 27.

A entidade ressalta, no comunicado, que o conhecimento e competência de Ricardo Salles agregarão em muito para o governo federal. “Avaliamos com entusiasmo a indicação deste profundo conhecedor dos desafios do setor produtivo. Acreditamos que a experiência dele pode trazer modernidade, segurança jurídica e eficiência para a gestão do ministério”, diz.

Ele também recebeu apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Eles me consultaram. Fiquei lisonjeado com o apoio, mas é um momento crítico de montagem de governo, prefiro aguardar”, afirmou Salles ao Canal Rural.

Ricardo Soavinski

Oceanógrafo e atual presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Soavinski tem extenso currículo de cargos na área ambiental: foi presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de novembro de 2016 a abril de 2018, secretário nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, coordenador e diretor de Unidades de Proteção Integral do ICMBio, coordenador geral de Fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), coordenador do Programa de Desenvolvimento de Ecoturismo na Amazônia, diretor de Ecossistemas do Ibama, chefe da divisão de Fauna e Flora do Ibama e fundador e conselheiro da Fundação para Preservação e Estudos Mamíferos Marinhos.

Com perfil menos liberal que os demais cotados, o setor ambientalista não acredita que o nome dele possa ser efetivado para o cargo.

Próximo do deputado federal e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP/PR), ele participou de reuniões e conversas com a equipe de Bolsonaro e também prefere aguardar o anúncio oficial do presidente eleito antes de se pronunciar. “Vamos deixá-lo o mais à vontade possível. Tem conversas, principalmente com a equipe. A possibilidade existe. Mas são nomes muito bons, pessoas muito preparadas, que pensam o bem do país”, pontuou.

Outros nomes

O Canal Rural não conseguiu contato com Xico Graziano. Evaristo de Miranda não respondeu aos questionamentos se ainda existe a possibilidade de assumir a pasta do Meio Ambiente.

Comentários

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3 comentário em “Equipe de Bolsonaro sonda novos nomes para assumir o Meio Ambiente

  1. Penso que deveria ser feita a fusão do Ministério do Meio Ambiente e o INCRA, pois os dois executam ações complementares.
    —O quadro técnico do INCRA (Engenheiros Agrônomos, Florestais Cartógrafos…) são de excelente capacidade técnica.
    —Haveria ampliação da força de trabalho, economia rapidez e qualidade técnica dos trabalhos.

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