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ACENDEU O ALERTA!

Taxar o agro pode trazer grandes prejuízos ao país, dizem especialistas

Tentando reequilibrar as contas públicas, alguns estados apostam em tributos para aumentar a arrecadação; produtores temem altas nos custos

21 de março de 2019 às 20h19
Por André Anelli, de Brasília
taxar o agro

Foto: Pixabay

Na tentativa reequilibrar as contas públicas, os estados brasileiros têm adotado uma estratégia prejudicial ao setor agrícola: aumentar impostos. O governo de Mato Grosso, por exemplo, elevou a contribuição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Em Santa Catarina, dois decretos foram editados: um retira os incentivos fiscais de produtos e insumos agrícolas, outro sobe o imposto.

O economista Newton Marques diz que a pressa em aumentar a arrecadação pode causar o efeito inverso a longo prazo. “A tendência é que a demanda por produtos que estão sendo taxados retraia. Com isso, vai provocar um efeito no faturamento dessas empresas”, declara.

Para o presidente da Associação os Produtores de Soja de São Paulo (Aprosoja SP), Gustavo Chavaglia, taxar o agronegócio é um tiro no pé. “Quando você desonera, acelera a economia e o consumo, e isso é positivo para o Brasil e para o estado”, defende.

O governo federal também prepara aumento de taxas para o agronegócio. A última proposta, que faz parte da reforma da Previdência, é o fim das isenções previdenciárias para os produtores que exportam. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

A proposta se junta a outras mais antigas, como a revogação do Convênio 100, que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado em produtos agropecuários comercializados entre as unidades federativas. O fim da Lei Kandir, compensação pelas perdas de arrecadação com ICMS que a União não repassa aos estados, também preocupa.

“Na ânsia de arrecadar, os estados tentam derrubar uma legislação que propicia desenvolvimento, principalmente de fronteiras agrícolas. A gente acha que o caminho não é esse e precisamos debater muito antes que isso seja modificado”, afirma o presidente da Aprosoja de Goiás, Adriano Barzotto.

Nova call to action

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, os custos de produção podem subir até 11% com essas mudanças.

O governo de Jair Bolsonaro também quer regulamentar o decreto que retira subsídios da energia elétrica. Granjeiros e irrigantes seriam os mais afetados. “São produtos consumidos diretamente pela população: verduras, legumes, frutas, leite, ovos, carne de frango, carne suína, etc. A gente acha que isso pode ter um impacto negativo, aumentando a inflação”, declara o assessor técnico da CNA Gustavo Goretti.

Especialistas têm trabalhado em soluções viáveis. “Uma delas é que os descontos sejam dados para as atividades rurais, não para quem está na zona rural, como é hoje”, diz Goretti.

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Foto: Pixabay

Na tentativa reequilibrar as contas públicas, os estados brasileiros têm adotado uma estratégia prejudicial ao setor agrícola: aumentar impostos. O governo de Mato Grosso, por exemplo, elevou a contribuição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Em Santa Catarina, dois decretos foram editados: um retira os incentivos fiscais de produtos e insumos agrícolas, outro sobe o imposto.

O economista Newton Marques diz que a pressa em aumentar a arrecadação pode causar o efeito inverso a longo prazo. “A tendência é que a demanda por produtos que estão sendo taxados retraia. Com isso, vai provocar um efeito no faturamento dessas empresas”, declara.

Para o presidente da Associação os Produtores de Soja de São Paulo (Aprosoja SP), Gustavo Chavaglia, taxar o agronegócio é um tiro no pé. “Quando você desonera, acelera a economia e o consumo, e isso é positivo para o Brasil e para o estado”, defende.

O governo federal também prepara aumento de taxas para o agronegócio. A última proposta, que faz parte da reforma da Previdência, é o fim das isenções previdenciárias para os produtores que exportam. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

A proposta se junta a outras mais antigas, como a revogação do Convênio 100, que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado em produtos agropecuários comercializados entre as unidades federativas. O fim da Lei Kandir, compensação pelas perdas de arrecadação com ICMS que a União não repassa aos estados, também preocupa.

“Na ânsia de arrecadar, os estados tentam derrubar uma legislação que propicia desenvolvimento, principalmente de fronteiras agrícolas. A gente acha que o caminho não é esse e precisamos debater muito antes que isso seja modificado”, afirma o presidente da Aprosoja de Goiás, Adriano Barzotto.

Nova call to action

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, os custos de produção podem subir até 11% com essas mudanças.

O governo de Jair Bolsonaro também quer regulamentar o decreto que retira subsídios da energia elétrica. Granjeiros e irrigantes seriam os mais afetados. “São produtos consumidos diretamente pela população: verduras, legumes, frutas, leite, ovos, carne de frango, carne suína, etc. A gente acha que isso pode ter um impacto negativo, aumentando a inflação”, declara o assessor técnico da CNA Gustavo Goretti.

Especialistas têm trabalhado em soluções viáveis. “Uma delas é que os descontos sejam dados para as atividades rurais, não para quem está na zona rural, como é hoje”, diz Goretti.

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