Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Após quatro sessões de ganhos, o mercado recuou, mas os contratos encerraram acima das mínimas do dia.

O desempenho da soja foi determinado pelo clima de aversão ao risco no cenário financeiro global. O dia foi de queda nas bolsas e no petróleo e de  valorização do dólar frente a outras moedas. A expectativa positiva em torno da trégua comercial entre Estados Unidos e China foi arranhada após a prisão  da executiva e filha do fundador da Huawei (empresa chinesa de telecomunicações) no Canadá, a pedido do governo norte-americano

Tal medida contamina todos os mercados de ações e de commodities pelo mundo. As autoridades do Canadá prenderam a executiva-chefe de finanças da Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos Estados Unidos, que a acusam de violar sanções impostas ao Irã.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

Brasil

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucos negócios e de preços mistos. Registro de operações de pequenos volumes em Goiás e Minas Gerais, envolvendo cerca de 5 mil toneladas em cada estado. O mercado está sem demanda nesse momento, com Chicago caindo e os prêmios fracos na exportação.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

 


No fechamento desta quinta-feira, dia 6, a arroba do boi gordo subiu em treze praças pecuárias. Essa maior firmeza do mercado tem sido observada desde o início da semana.

Segundo a Scot Consultoria, naturalmente dezembro é um mês de aquecimento da demanda e a arroba do boi parece começar a sentir os efeitos dessa sazonalidade. Além disso, o confinamento, que era o principal originador de boiadas até aqui, já oferta bem menos animais e, como o volume de boiada de pasto ainda é tímido, os frigoríficos estão com dificuldade para comprar a matéria-prima.

Entretanto, mesmo com as cotações reagindo, conforme o final do mês for se aproximando a tendência é de menor volume de negócios e menos força para altas. No mercado atacadista de carne bovina as valorizações do traseiro foram compensadas pelas quedas do dianteiro e não houve alteração nas referências para o boi casado de animais castrados, que segue cotado em R$9,97/kg.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA


Milho

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quinta-feira. O perfil das negociações pouco
mudou no decorrer da semana. “A morosidade marca o mercado em grande parte do  país. A exceção ainda está no Mato Grosso e em Goiás, estados em que o fluxo de negociações foi bastante expressivo ao longo da semana, tanto no disponível quanto para a safrinha 2019”, apontou o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

Chicago

O milho em Chicago fechou com preços levemente mais baixos. O cereal foi contaminado pelo clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional. A venda de milho americano ao México amenizou o impacto negativo.

O dia foi de queda nas bolsas e no petróleo e de valorização do dólar frente a outras moedas. A expectativa positiva em torno da trégua comercial entre Estados Unidos e China foi arranhada após a prisão da executiva e filha do fundador da Huawei (empresa chinesa de telecomunicações) no Canadá, a pedido do governo norte-americano

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 198,12 mil toneladas de milho ao México. Do total, 106,68 mil toneladas serão entregues na temporada 2018/19 e o restante na temporada 2019/20.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL


Café

O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços pouco alterados. A volatilidade de Nova York acabou levando à manutenção das cotações, e também à lentidão nos negócios. Os
agentes seguiram com cautela.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços de estáveis a levemente mais altos.

Segundo traders, o mercado teve uma sessão amplamente volátil. As cotações caíram em grande parte do dia diante do cenário de aversão ao risco, com alta do dólar contra outras moedas e perdas do petróleo. As preocupações com a tensão comercial entre Estados Unidos e China voltaram a pressionar os mercados.

Entretanto, após as recentes perdas, o mercado ficou à mercê de uma recuperação técnica. Cobertura de posições vendidas de fundos e especuladores garantiu sustentação e uma reação, que levou o mercado a  fechar com leves altas na maior parte dos contratos.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quinta-feira com preços mais baixos.

A sessão foi de perdas diante do cenário global de aversão ao risco, com o dólar em alta contra outras moedas e com perdas para o petróleo e em outros mercados. A trégua comercial entre China e Estados Unidos foi arranhada após a prisão de uma executiva da empresa Huawei a pedido do governo norte-americano sob acusação de violar sanções impostas ao Irã. Isso trouxe temores aos mercados.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

 


Dólar 

Pelo terceiro dia consecutivo, a cotação da moeda norte-americana encerrou em alta, com aumento de 0,18%, vendido a R$ 3,8751. As três altas seguidas na semana significaram uma valorização da moeda de 0,85%. O Banco Central manteve nesta quinta-feira, dia 6, a política tradicional de swaps cambiais, sem efetuar leilões extraordinários de venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou o dia em queda de 0,22%, com 88.846 pontos. As ações da Petrobras seguiram a tendência, com baixa de 3,83%, seguidas por Vale com menos 0,95%. Os papéis das instituições bancárias subiram nesta quinta-feira, com Itaú com alta de 0,9% e Bradesco com valorização de 0,58%.


PREVISÃO DO TEMPO PARA SEXTA-FEIRA, DIA 7

 

Sul

O tempo seco persiste em todo o interior do Sul do país, e o predomínio é de sol.

Por outro lado, desde o litoral do Rio Grande do Sul até a metade leste do Paraná, são esperadas pancadas de chuva a partir da tarde, por conta dos ventos que trazem mais umidade do oceano. Porém são pancadas fracas e com baixo volume.

Sudeste

A frente fria avança em direção ao litoral do Espírito Santo e ainda mantém áreas de instabilidades persistindo em grande parte do Sudeste. Desta vez, a responsabilidade é da umidade do ar que segue elevada. Com isso, chove em grande parte do Sudeste, exceto no oeste paulista, onde a massa de ar seco garante tempo firme.

São esperadas pancadas mais fortes em Minas Gerais, com acumulados mais elevados, e há risco para temporais com queda de granizo.

As temperaturas diminuem com o afastamento da frente fria, conforme os ventos passam a soprar do quadrante sul. Assim, a tarde será de temperaturas amenas.

No interior paulista, o final do dia será marcado pelos ventos ganhando intensidade, com rajadas de até 50 km/h.

Centro-Oeste

A massa de ar seco avança por Mato Grosso do Sul, e o predomínio é de sol em todo o estado. Já entre Mato Grosso e Goiás, mesmo com períodos de sol na primeira metade do dia, a chuva acontece a partir da tarde em forma de pancadas.

No noroeste de Mato Grosso e na região do Distrito Federal em Goiás, a chuva ainda é forte e com alto volume de água. As temperaturas sobem gradualmente em todo o Centro-Oeste.

Nordeste

Sexta-feira de atuação da frente fria próxima ao litoral sul da Bahia. Com isso ainda chove forte do centro ao sul da Bahia, com alto volume de água.

Nas demais áreas da região, as pancadas seguem atuando com menor volume de água. As temperaturas voltam a subir na região, e o calor predomina.

Norte

Instabilidades tropicais atuam em toda a região Norte, por conta da combinação de calor e umidade e mais a formação de uma região de baixa pressão próxima ao Amazonas.

As pancadas se espalham por todos os estados, e a chuva é volumosa no norte do Amazonas, sul do Pará, Tocantins e Rondônia.