ABERTURA DE MERCADO

Soja tem forte queda em Chicago e se aproxima de US$ 9 por bushel

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

soja dólar
Foto: montagem/Canal Rural

Quinta-feira de preços mais baixos na Bolsa de Chicago. A falta de informações concretas sobre os resultados da reunião entre China e Estados Unidos no início da semana serviu de pretexto para um movimento de vendas por parte de fundos e especuladores.

O número de safra divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajudou na correção. A previsão de 118,8 milhões de toneladas, apesar de ser menor que a anterior, ficou acima das previsões privadas.

Nesta sexta, dia 11, a Safras & Mercado vai atualizar seu número, avaliando os reflexos da estiagem sobre o potencial produtivo.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,06 (-17,25 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,20 (-17 cents)

Chicago

Cotações mais baixas no mercado interno também. Os preços foram pressionados por fortes perdas para a oleaginosa na Bolsa de Chicago. Com isso, o dia foi novamente de fraca movimentação, sem negócios relevantes.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 75
  • Cascavel (PR): R$ 68,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 68
  • Dourados (MS): R$ 69,50
  • Santos (SP): R$ 79
  • Paranaguá (PR): R$ 74
  • Rio Grande (RS): R$ 78,50
  • São Francisco (SC): R$ 79
  • Confira mais cotações

Milho

Assim como no caso da soja,  o milho fechou com preços significativamente mais baixos em Chicago. O mercado seguiu a cultura vizinha  e caiu com o esfriamento do otimismo por novas compras da China.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,76 (-5,75 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,84 (-5,50 cents)

Brasil

O mercado brasileiro de milho manteve preços pouco alterados nesta quinta-feira, mas sustentados com oferta limitada e preocupações com o clima para a colheita no Rio Grande do Sul. As chuvas estão atrapalhando o processo inicial da colheita do milho em áreas gaúchas.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 40
  • Paraná: R$ 36
  • Campinas (SP): R$ 42
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 37
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 35,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 35,50
  • Veja o preço do milho em outras regiões

Café

O mercado brasileiro teve uma quinta-feira de cotações estáveis. A alta do dólar compensou a desvalorização do arábica na Bolsa de Nova York. O mercado teve alguma procura, mas o comprador não está chegando nos níveis de interesse do produtor, que espera melhora na base.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 415 a R$ 420
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 420 a R$ 425
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305
  • Confira mais cotações

Bolsa de Nova York

O café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Depois de três sessões seguidas de ganhos, a bolsa voltou a se ater aos fundamentos baixistas.

A ampla oferta global segue sendo o fundamento de pressão para as cotações. As principais origens estão e estiveram diante de grandes safras, o que acaba pesando sobre os preços. Além disso, a variedade seguiu em NY o dia negativo para as commodities, de modo geral.

A alta do dólar contra o real e outras moedas pressionou o mercado.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 104,25 (-1,05 cent)
  • Maio/2019: US¢ 107,65 (-0,85 cent)

Bolsa de Londres

O robusta encerrou em alta. Segundo traders, a sessão foi novamente muito volátil e dominada por aspectos técnicos.

Após as perdas da sessão anterior, o mercado encontrou sustentação em cobertura de posições vendidas.

Londres está buscando uma acomodação técnica e no dia os ganhos foram limitados pelas perdas do arábica na Bolsa de Nova York.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Março/2019: US$ 1.536 (+US$ 1)
  • Maio/2019: US$ 1.557 (+US$ 3)

Nova call to action

Boi gordo

Com o retorno das negociações na maioria das regiões, aos poucos vemos o aumento da oferta de boiadas terminadas, afirma a Scot Consultoria. “Isso facilita as compras para as indústrias, que aproveitaram o momento para alongar as programações de abate”, diz.

Paralelamente, a demanda por carne mostra sinais de recuo frente ao observado em dezembro, e isso refletiu em viés de queda no mercado do boi.

No fechamento desta quinta-feira, dia 10, registrou-se desvalorização da arroba do boi gordo em seis praças pecuárias.

Em Goiânia (GO), norte do Tocantins, Campo Grande (MS) e Dourados (MS), o recuo foi de R$ 1 por arroba nos valores a prazo, o que representa queda de 0,7% na comparação dia a dia.

Já nas praças do oeste da Bahia e Paraná, a queda foi de 0,3%.

Em São Paulo, a referência continua estável frente ao último levantamento e a média das escalas de abate gira em torno de seis dias. Foram registradas indústrias com escalas mais confortáveis fora das compras hoje.

Após fechar 2018 com recorde no volume de carne bovina in natura exportado, o Brasil inicia 2019 em ritmo forte. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na primeira semana do ano, o país embarcou 19,2 mil toneladas.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 150,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 146
  • Goiânia (GO): R$ 136
  • Dourados (MS): R$ 142
  • Mato Grosso: R$ 131 a R$ 136
  • Marabá (PA): R$ 132
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,05 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149
  • Paragominas (PA): R$ 137
  • Tocantins (sul): R$ 134
  • Veja a cotação na sua região

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em alta de 0,56%, sendo negociado a R$ 3,7100 para venda e a R$ 3,7080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6760 e a máxima de R$ 3,7250.

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com alta de 0,21%, atingindo 93.805 pontos.


Previsão do tempo para sexta-feira, dia 11

Sul

A frente fria se afasta do Sul, mas ainda temos muita umidade pelos três estados da região. Isso favorece a formação de uma chuva volumosa, especialmente no Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, com previsão para acumulados que podem passar dos 50 mm.

Também chove nas demais localidades do Sul, mas são pancadas isoladas e que ocorrem preferencialmente durante a tarde e a noite. As temperaturas seguem elevadas no norte paranaense, e os termômetros podem passar facilmente dos 30°C.

Sudeste

O sol aparece na maior parte do dia e ajuda a elevar as temperaturas rapidamente. Além disso, ainda há bastante umidade pela região. Essa combinação de calor e alta umidade favorece a formação das nuvens carregadas a partir da tarde.

Todo o Sudeste segue com previsão para pancadas de chuva isoladas, com baixos volumes, mas que podem ser acompanhadas de trovoadas, ventos moderados e até granizo. Mesmo após a chuva, o tempo abafado continua.

Centro-Oeste

Ainda faz muito calor no Centro-Oeste do Brasil. As frentes frias não conseguem avançar até o Sudeste. Por isso a chuva que ocorrer não será abrangente.

São pancadas bastante pontuais, que podem ocorrer a qualquer hora do dia, de forma rápida e com baixos acumulados. Elas podem ocorrer acompanhadas por trovoadas e até eventual queda de granizo.

Nordeste

Áreas de instabilidade atuam em grande parte do Nordeste, mas a chuva mais intensa deve ocorrer em áreas da faixa norte da região, especialmente entre Ceará e o Maranhão. As pancadas vêm a qualquer hora do dia, e a chuva que pode ser significativa.

No interior da Bahia chove, mas de maneira muito pontual e com baixo volumes acumulados. As temperaturas continuam elevadas em todas as áreas nordestinas, mesmo onde há previsão para chuva mais volumosa.

Norte

Ainda há previsão para chuva significativa no Acre e no norte de Rondônia. Nas demais áreas da região Norte, a expectativa é para pancadas a qualquer momento, com acumulados menos expressivos.

O tempo segue abafado em todos os estados, mesmo com a previsão para chuva.

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