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Plano Collor: senador quer abater dívidas rurais do valor que setor tem a receber

Ainda não existe o número consolidado do montante total devido pelo Banco do Brasil, Banco Central e União, mas a estimativa é de uma débito bilionário

18 de outubro de 2019 às 15h47
Por Rafael Walendorff, de Brasília
dinheiro, crédito rural, investimento, financiamento, subsídio

Foto: Pixabay

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu esta semana que o Poder Público deve ressarcir os produtores por valores cobrados indevidamente em operações do crédito rural no Plano Collor. Com isso, cerca de 260 mil pessoas têm direito a receber recursos, com correção de acordo com índices de remuneração da caderneta de poupança e juros de mora, referente ao reajuste feito nos contratos de financiamentos de custeio e investimento no ano de 1990 de 41,28% para 84,32%.

Ainda não existe o número consolidado do montante total devido pelo Banco do Brasil, Banco Central e União, mas a estimativa é de uma débito bilionário.

O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS) quer negociar com os bancos e com o governo para que esses valores que devem ser repassados aos produtores possam abater dívidas que eles tenham com as instituições financeiras. Isso, segundo ele, evitaria despesas jurídicas e facilitaria a operação.

“Se eu devo R$ 1 milhão para o Banco do Brasil e tenho R$ 500 mil para receber do Plano Collor, será que eu não posso fazer encontro de contas e negociar só R$ 500 mil e já entrar a parte pagando a conta no Banco do Brasil? Acho que dá pra fazer um encontro de contas desses produtores evitando que tenha que buscar advogado. O que nós queremos fazer é uma negociação com o governo federal”, explicou. O mesmo vale para débitos inscritos na Dívida Ativa da União.

5 comentários

  1. osorio dal poz filho em 19 de outubro de 2019 às 05:55

    Muita boa ideia do deputado, concordo plenamente, pois eu tenho credito a receber, nao sei ainda quanto da , mas os advogados que se apresentaram para acionar o banco através da justiça pediram de 20% A 30% do valor que o banco devolver, fora as custas que sao muitas, sem levar em conta que podera levar ate 2 anos para receber o credito.

  2. DONIZETI DE OLIVEIRA em 19 de outubro de 2019 às 07:30

    Meus parabéns senador, eu mesmo fui muito prejudicado nesta época, onde tive que vender casas e equipamentos para saldar dividas junto ao Banco do Brasil, visto que neste ano minha lavoura foi atingida por contratempos onde houve baixa produtividade, contamos que esta lei entre em vigor o mais rápido possível.

  3. Francisco Berta Canibal em 19 de outubro de 2019 às 07:43

    Estamos diante de um problema, que por certo levará anos para ser resolvido. Qualquer que seja o mecanismo, que facilite ao credor poderá ser até uma emissão de título público com vencimento, em vinte anos.

  4. Honneur em 19 de outubro de 2019 às 10:44

    Nada mais justo que acertar mais essa “continha” que o estrume deixou para a sociedade pagar… Conheço pessoas que tinham situação equilibrada e trabalhavam de forma ativa e produtiva, que foram destroçadas por pelos planos mirabolantes desse indivíduo nefasto.
    Ele tem de pagar aqui na terra, pelos males feitos a tanta gente.

  5. Walter Pinho de Castro em 19 de outubro de 2019 às 15:07

    Financiamentos de custeio e investimento compra tratores e implementos no ano de 1.991 tem mesmos direitos? Dividas estas que foram para a divida ativa e que ainda estou tentando pagar!

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Plano Collor: senador quer abater dívidas rurais do valor que setor tem a receber

Ainda não existe o número consolidado do montante total devido pelo Banco do Brasil, Banco Central e União, mas a estimativa é de uma débito bilionário

18 de outubro de 2019 às 15h47
Por Rafael Walendorff, de Brasília
dinheiro, crédito rural, investimento, financiamento, subsídio

Foto: Pixabay

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu esta semana que o Poder Público deve ressarcir os produtores por valores cobrados indevidamente em operações do crédito rural no Plano Collor. Com isso, cerca de 260 mil pessoas têm direito a receber recursos, com correção de acordo com índices de remuneração da caderneta de poupança e juros de mora, referente ao reajuste feito nos contratos de financiamentos de custeio e investimento no ano de 1990 de 41,28% para 84,32%.

Ainda não existe o número consolidado do montante total devido pelo Banco do Brasil, Banco Central e União, mas a estimativa é de uma débito bilionário.

O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS) quer negociar com os bancos e com o governo para que esses valores que devem ser repassados aos produtores possam abater dívidas que eles tenham com as instituições financeiras. Isso, segundo ele, evitaria despesas jurídicas e facilitaria a operação.

“Se eu devo R$ 1 milhão para o Banco do Brasil e tenho R$ 500 mil para receber do Plano Collor, será que eu não posso fazer encontro de contas e negociar só R$ 500 mil e já entrar a parte pagando a conta no Banco do Brasil? Acho que dá pra fazer um encontro de contas desses produtores evitando que tenha que buscar advogado. O que nós queremos fazer é uma negociação com o governo federal”, explicou. O mesmo vale para débitos inscritos na Dívida Ativa da União.

5 comentários

  1. osorio dal poz filho em 19 de outubro de 2019 às 05:55

    Muita boa ideia do deputado, concordo plenamente, pois eu tenho credito a receber, nao sei ainda quanto da , mas os advogados que se apresentaram para acionar o banco através da justiça pediram de 20% A 30% do valor que o banco devolver, fora as custas que sao muitas, sem levar em conta que podera levar ate 2 anos para receber o credito.

  2. DONIZETI DE OLIVEIRA em 19 de outubro de 2019 às 07:30

    Meus parabéns senador, eu mesmo fui muito prejudicado nesta época, onde tive que vender casas e equipamentos para saldar dividas junto ao Banco do Brasil, visto que neste ano minha lavoura foi atingida por contratempos onde houve baixa produtividade, contamos que esta lei entre em vigor o mais rápido possível.

  3. Francisco Berta Canibal em 19 de outubro de 2019 às 07:43

    Estamos diante de um problema, que por certo levará anos para ser resolvido. Qualquer que seja o mecanismo, que facilite ao credor poderá ser até uma emissão de título público com vencimento, em vinte anos.

  4. Honneur em 19 de outubro de 2019 às 10:44

    Nada mais justo que acertar mais essa “continha” que o estrume deixou para a sociedade pagar… Conheço pessoas que tinham situação equilibrada e trabalhavam de forma ativa e produtiva, que foram destroçadas por pelos planos mirabolantes desse indivíduo nefasto.
    Ele tem de pagar aqui na terra, pelos males feitos a tanta gente.

  5. Walter Pinho de Castro em 19 de outubro de 2019 às 15:07

    Financiamentos de custeio e investimento compra tratores e implementos no ano de 1.991 tem mesmos direitos? Dividas estas que foram para a divida ativa e que ainda estou tentando pagar!

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