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ESCLARECENDO A SITUAÇÃO

‘Não há razão para barreiras comerciais ao agronegócio por causa de queimadas’

Tereza Cristina reforça que as queimadas no Norte estão ligadas à estiagem e relembra que outros países também registram incêndios em época de seca

23 de agosto de 2019 às 14h18
Por Canal Rural
Tereza Cristina, ministra da Agricultura, fala sobre queimadas

A ministra defende que os produtores rurais são os mais prejudicados pelas queimadas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta sexta-feira, 23, que não vê razões para eventuais barreiras ao agronegócio brasileiro em razão das queimadas na Amazônia. Ela ressaltou que, todos os anos, há queimadas na região amazônica no período da seca, assim como em outras regiões do mundo, como Europa Estados Unidos.

“Houve incêndios em Portugal; este ano teve incêndio na Sibéria, enfim, teve incêndio no mundo todo na época seca também da Europa, e o Brasil não foi lá questionar e nem pedir para não receber nada”, disse Tereza Cristina. “Nós não podemos dizer que por neste momento termos um incêndio acontecendo, ou uma queimada acontecendo na Amazônia, que o agronegócio brasileiro é o grande destruidor e, portanto, vamos fazer barreiras comerciais contra ele”, acrescentou.

Para a ministra, os países precisam se informar sobre a situação antes de tomar qualquer medida. “Estamos vivendo uma seca grande. Todo ano a região Norte do país tem uma definição clara dessa estiagem. Fica, às vezes, seis meses sem chuva. Este ano, está mais seco e as queimadas estão maiores”, afirma. “O que a gente precisa é baixar essa temperatura. A Amazônia é importante, e o Brasil sabe disso, o Brasil cuida da Amazônia”, completou.

Ela destacou que a preservação ambiental é uma preocupação do país. “Existe hoje uma preocupação do mundo com o meio ambiente e o Brasil não está fora dessa preocupação. Os produtores rurais também têm essa preocupação, porque eles são os mais prejudicados, principalmente aqueles que usam tecnologia. Acho que está na hora de a gente fazer o papel de bombeiro aqui e não colocar mais notícias alarmantes do que querem imputar ao nosso país e aos produtores brasileiros”, destacou.

Tereza Cristina afirmou que é preciso diferenciar queimadas e incêndios criminosos e punir os culpados. “Temos que educar. Existem queimadas que, às vezes, são ilegais, feitas por grileiros, não podemos misturar todo mundo. E tem também uma parte ideológica que eu acho que a gente precisa separar, e nós brasileiros temos obrigação de defender o Brasil. Estão erradas as queimadas? Vamos para a ação. Vamos ver quem está queimando, vamos punir quem precisa ser punido, quem está fazendo errado”.

Segundo Tereza Cristina, o governo federal deve anunciar hoje medidas de combate às queimadas e já entrou em contato com os governadores do Norte para oferecer apoio.

1 comentário

  1. Mauro de Oliveira em 23 de agosto de 2019 às 23:46

    Tudo que a Sra ministra diz condiz com a verdade. Todavia as falas do lado de cá em nada corrobora para que o lado de lá revejam seus pontos de vista. Peitar o mundo não é caminho certo pra quem depende, como todos, de relacionamentos harmoniosos.
    Os USA estão cometendo erros estratégicos, se individando … tudo tem um preço. O Brasil não precisa dessa linha de conduta, não mesmo.

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ESCLARECENDO A SITUAÇÃO

‘Não há razão para barreiras comerciais ao agronegócio por causa de queimadas’

Tereza Cristina reforça que as queimadas no Norte estão ligadas à estiagem e relembra que outros países também registram incêndios em época de seca

23 de agosto de 2019 às 14h18
Por Canal Rural
Tereza Cristina, ministra da Agricultura, fala sobre queimadas

A ministra defende que os produtores rurais são os mais prejudicados pelas queimadas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta sexta-feira, 23, que não vê razões para eventuais barreiras ao agronegócio brasileiro em razão das queimadas na Amazônia. Ela ressaltou que, todos os anos, há queimadas na região amazônica no período da seca, assim como em outras regiões do mundo, como Europa Estados Unidos.

“Houve incêndios em Portugal; este ano teve incêndio na Sibéria, enfim, teve incêndio no mundo todo na época seca também da Europa, e o Brasil não foi lá questionar e nem pedir para não receber nada”, disse Tereza Cristina. “Nós não podemos dizer que por neste momento termos um incêndio acontecendo, ou uma queimada acontecendo na Amazônia, que o agronegócio brasileiro é o grande destruidor e, portanto, vamos fazer barreiras comerciais contra ele”, acrescentou.

Para a ministra, os países precisam se informar sobre a situação antes de tomar qualquer medida. “Estamos vivendo uma seca grande. Todo ano a região Norte do país tem uma definição clara dessa estiagem. Fica, às vezes, seis meses sem chuva. Este ano, está mais seco e as queimadas estão maiores”, afirma. “O que a gente precisa é baixar essa temperatura. A Amazônia é importante, e o Brasil sabe disso, o Brasil cuida da Amazônia”, completou.

Ela destacou que a preservação ambiental é uma preocupação do país. “Existe hoje uma preocupação do mundo com o meio ambiente e o Brasil não está fora dessa preocupação. Os produtores rurais também têm essa preocupação, porque eles são os mais prejudicados, principalmente aqueles que usam tecnologia. Acho que está na hora de a gente fazer o papel de bombeiro aqui e não colocar mais notícias alarmantes do que querem imputar ao nosso país e aos produtores brasileiros”, destacou.

Tereza Cristina afirmou que é preciso diferenciar queimadas e incêndios criminosos e punir os culpados. “Temos que educar. Existem queimadas que, às vezes, são ilegais, feitas por grileiros, não podemos misturar todo mundo. E tem também uma parte ideológica que eu acho que a gente precisa separar, e nós brasileiros temos obrigação de defender o Brasil. Estão erradas as queimadas? Vamos para a ação. Vamos ver quem está queimando, vamos punir quem precisa ser punido, quem está fazendo errado”.

Segundo Tereza Cristina, o governo federal deve anunciar hoje medidas de combate às queimadas e já entrou em contato com os governadores do Norte para oferecer apoio.

1 comentário

  1. Mauro de Oliveira em 23 de agosto de 2019 às 23:46

    Tudo que a Sra ministra diz condiz com a verdade. Todavia as falas do lado de cá em nada corrobora para que o lado de lá revejam seus pontos de vista. Peitar o mundo não é caminho certo pra quem depende, como todos, de relacionamentos harmoniosos.
    Os USA estão cometendo erros estratégicos, se individando … tudo tem um preço. O Brasil não precisa dessa linha de conduta, não mesmo.

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