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Confira o que pode mexer com as cotações do milho na próxima semana

Produtores norte-americanos enfrentam dois problemas que podem impactar o mercado internacional: a guerra comercial com a China e o atraso no plantio

19 de maio de 2019 às 11h04
Por Agência Safras
montanha de milho com colheitadeira em atividade ao fundo

Foto: Jonas Oliveira/AnP

Esta semana, as cotações do milho registraram forte alta na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras Consultoria Fernando Henrique Iglesias, o movimento se tornou consistente à medida que informações sobre o clima para as lavouras norte-americanas foram divulgadas.

Os índices pluviométricos previstos para as próximas duas semanas tendem a prejudicar a evolução do trabalho de campo nos Estados Unidos. A expectativa é de que o próximo relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponte algo entre 50% e 60% da área prevista. Caso o índice se confirme, o desempenho continua bastante atrasado. O órgão publicará o documento nesta segunda-feira, dia 20.

Abaixo, o analista elenca os principais fatos que vão merecer a atenção do mercado de milho na semana. Confira:

Nova call to action

  • As negociações entre EUA e China permanecem em compasso de espera. Recentemente, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou que deve retornar a Pequim para uma nova etapa das tratativas, entretanto ainda não há uma data concreta para isso. O quadro é preocupante à medida que ambos os países avaliam posicionar novas tarifas;
  • O quadro deflagrado na Bolsa de Chicago e a intensa movimentação cambial ao longo da semana promoveram uma relevante alteração no mercado brasileiro de milho. Mesmo às vésperas da colheita da segunda safra, houve espaço para rápido movimento de alta nos preços em determinadas regiões do país, consequência da mudança na paridade de exportação;
  • O câmbio é o outro fator que precisa ser esmiuçado para a melhor compreensão deste movimento. Após meses, o real voltou a flertar com a linha dos R$ 4,10/US$ 1. As dificuldades evidenciadas no campo da política, além da recente deterioração das negociações entre EUA e China, favorecem o quadro;
  • Com este cenário delimitado, houve a disparada da paridade de exportação, com as indicações voltando a superar a marca de R$ 37 nos portos de Santos e de Paranaguá. Esses dois elementos eram os únicos com capacidade de alterar a dinâmica mercadológica às vésperas da colheita de uma segunda safra  de grande proporção.

6 comentários

  1. […] 19 de maio de 201919 de maio de 2019 às 11:04 […]

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  6. Manuel Souza Ndto em 20 de maio de 2019 às 12:56

    O ideal seria a transformacao, ao maximo, da mega safra nacional de graos em proteina animal. O cenario intrrnacional ee favoravel a essa transformacao. A peste suina africana que reduzira significativamente o efetivo suino daquele Pais. Talvez, fosse uma forma mais primitiva de agregar valor a essa mega producao Verde Amarela.

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Produtores norte-americanos enfrentam dois problemas que podem impactar o mercado internacional: a guerra comercial com a China e o atraso no plantio

19 de maio de 2019 às 11h04
Por Agência Safras
montanha de milho com colheitadeira em atividade ao fundo

Foto: Jonas Oliveira/AnP

Esta semana, as cotações do milho registraram forte alta na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras Consultoria Fernando Henrique Iglesias, o movimento se tornou consistente à medida que informações sobre o clima para as lavouras norte-americanas foram divulgadas.

Os índices pluviométricos previstos para as próximas duas semanas tendem a prejudicar a evolução do trabalho de campo nos Estados Unidos. A expectativa é de que o próximo relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponte algo entre 50% e 60% da área prevista. Caso o índice se confirme, o desempenho continua bastante atrasado. O órgão publicará o documento nesta segunda-feira, dia 20.

Abaixo, o analista elenca os principais fatos que vão merecer a atenção do mercado de milho na semana. Confira:

Nova call to action

  • As negociações entre EUA e China permanecem em compasso de espera. Recentemente, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou que deve retornar a Pequim para uma nova etapa das tratativas, entretanto ainda não há uma data concreta para isso. O quadro é preocupante à medida que ambos os países avaliam posicionar novas tarifas;
  • O quadro deflagrado na Bolsa de Chicago e a intensa movimentação cambial ao longo da semana promoveram uma relevante alteração no mercado brasileiro de milho. Mesmo às vésperas da colheita da segunda safra, houve espaço para rápido movimento de alta nos preços em determinadas regiões do país, consequência da mudança na paridade de exportação;
  • O câmbio é o outro fator que precisa ser esmiuçado para a melhor compreensão deste movimento. Após meses, o real voltou a flertar com a linha dos R$ 4,10/US$ 1. As dificuldades evidenciadas no campo da política, além da recente deterioração das negociações entre EUA e China, favorecem o quadro;
  • Com este cenário delimitado, houve a disparada da paridade de exportação, com as indicações voltando a superar a marca de R$ 37 nos portos de Santos e de Paranaguá. Esses dois elementos eram os únicos com capacidade de alterar a dinâmica mercadológica às vésperas da colheita de uma segunda safra  de grande proporção.

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  6. Manuel Souza Ndto em 20 de maio de 2019 às 12:56

    O ideal seria a transformacao, ao maximo, da mega safra nacional de graos em proteina animal. O cenario intrrnacional ee favoravel a essa transformacao. A peste suina africana que reduzira significativamente o efetivo suino daquele Pais. Talvez, fosse uma forma mais primitiva de agregar valor a essa mega producao Verde Amarela.

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