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ADEQUANDO A ESTRATÉGIA

Conab deve fechar quase 30% de seus armazéns

Segundo a companhia, a decisão de fechar 27 das 92 unidades faz parte do projeto de modernização e revitalização da empresa

10 de setembro de 2019 às 12h09
Por Rafael Walendorff, de Brasília
unidade da Conab

Foto: divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve fechar 27 de seus 92 armazéns. A redução de 29% faz parte do projeto de modernização e revitalização da empresa, que começou em 2016 e será operacionalizado agora. A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados debate o assunto nesta terça, 10, em audiência pública.

A região que terá o maior corte é a Centro-Oeste, com redução de 62%, passando de 21 armazéns para oito. No Nordeste serão fechadas apenas três estruturas e a região ficará com 33. O Norte passará de 11 para 7, o Sudeste de 17 para 12 e o Sul de 7 para 5.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Bruno Scalon Cordeiro, afirma que a entidade seguiu critérios técnicos para identificar os armazéns que serão fechados. Segundo ele, o objetivo é concentrar a aplicação de recursos em regiões de maior necessidade. “Servidores e colaboradores serão realocados, não perderão os empregos”, garantiu.

A baixa capacidade de investimento do governo federal é um dos principais motivos por trás da decisão, conta o superintendente de Armazenagem, Stelito Assis dos Reis Neto. De acordo com ele, o orçamento foi reduzido desde 2012, restando menos de R$ 5 milhões por ano para manter e operacionalizar os 92 armazéns.

Além da falta de recursos, o superintendente destacou que os armazéns têm em média 30 anos e a manutenção é insuficiente. O crescimento da infraestrutura privada no Centro-Oeste também colaborou para a decisão.

Reis Neto afirma que a intenção da companhia é utilizar parcerias em regiões com concentração de unidades privadas e focar a aplicação de recursos em locais desassistidos por essa iniciativa, como as regiões Norte e Nordeste.

Dos 65 que serão mantidos, 74% são exclusivos para programas sociais de abastecimento, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e vendas em balcão. Os outros 26% serão utilizados para políticas de suporte e equilíbrio financeiro, como Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) e armazenagem de café.

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ADEQUANDO A ESTRATÉGIA

Conab deve fechar quase 30% de seus armazéns

Segundo a companhia, a decisão de fechar 27 das 92 unidades faz parte do projeto de modernização e revitalização da empresa

10 de setembro de 2019 às 12h09
Por Rafael Walendorff, de Brasília
unidade da Conab

Foto: divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve fechar 27 de seus 92 armazéns. A redução de 29% faz parte do projeto de modernização e revitalização da empresa, que começou em 2016 e será operacionalizado agora. A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados debate o assunto nesta terça, 10, em audiência pública.

A região que terá o maior corte é a Centro-Oeste, com redução de 62%, passando de 21 armazéns para oito. No Nordeste serão fechadas apenas três estruturas e a região ficará com 33. O Norte passará de 11 para 7, o Sudeste de 17 para 12 e o Sul de 7 para 5.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Bruno Scalon Cordeiro, afirma que a entidade seguiu critérios técnicos para identificar os armazéns que serão fechados. Segundo ele, o objetivo é concentrar a aplicação de recursos em regiões de maior necessidade. “Servidores e colaboradores serão realocados, não perderão os empregos”, garantiu.

A baixa capacidade de investimento do governo federal é um dos principais motivos por trás da decisão, conta o superintendente de Armazenagem, Stelito Assis dos Reis Neto. De acordo com ele, o orçamento foi reduzido desde 2012, restando menos de R$ 5 milhões por ano para manter e operacionalizar os 92 armazéns.

Além da falta de recursos, o superintendente destacou que os armazéns têm em média 30 anos e a manutenção é insuficiente. O crescimento da infraestrutura privada no Centro-Oeste também colaborou para a decisão.

Reis Neto afirma que a intenção da companhia é utilizar parcerias em regiões com concentração de unidades privadas e focar a aplicação de recursos em locais desassistidos por essa iniciativa, como as regiões Norte e Nordeste.

Dos 65 que serão mantidos, 74% são exclusivos para programas sociais de abastecimento, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e vendas em balcão. Os outros 26% serão utilizados para políticas de suporte e equilíbrio financeiro, como Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) e armazenagem de café.

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