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Café: mudanças climáticas e preços baixos são grandes ameaças para o setor

Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nesta quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José…

12 de julho de 2019 às 08h00
Por Estadão Conteúdo

Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nesta quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, disse que no curto prazo a questão dos preços baixos é a principal preocupação do setor produtivo.

O indicador de preços composto da OIC subiu 7,1% em junho na comparação com maio, para 99,97 centavos de dólar por libra-peso, marcando a primeira alta mensal desde janeiro. Porém, em abril, o indicador da OIC havia caído para 94,42 centavos na média do mês, pior nível desde julho de 2006, quando os preços bateram em 88,57 centavos.

Já em termos de longo prazo, a mudança climática é uma ameaça “muito séria”, apontou o diretor da OIC. “Demora muito para a criação de novas cultivares, resistentes à seca e mais produtivas. Além disso, é custoso para o cafeicultor migrar para uma região menos quente, e não é todo país que tem uma Embrapa para desenvolver plantas adaptadas. O Brasil investe em pesquisa há décadas. Somos um exemplo que o mundo cafeeiro tem que olhar com muito carinho”, finalizou Sette.

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Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nesta quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José…

12 de julho de 2019 às 08h00
Por Estadão Conteúdo

Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nesta quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, disse que no curto prazo a questão dos preços baixos é a principal preocupação do setor produtivo.

O indicador de preços composto da OIC subiu 7,1% em junho na comparação com maio, para 99,97 centavos de dólar por libra-peso, marcando a primeira alta mensal desde janeiro. Porém, em abril, o indicador da OIC havia caído para 94,42 centavos na média do mês, pior nível desde julho de 2006, quando os preços bateram em 88,57 centavos.

Já em termos de longo prazo, a mudança climática é uma ameaça “muito séria”, apontou o diretor da OIC. “Demora muito para a criação de novas cultivares, resistentes à seca e mais produtivas. Além disso, é custoso para o cafeicultor migrar para uma região menos quente, e não é todo país que tem uma Embrapa para desenvolver plantas adaptadas. O Brasil investe em pesquisa há décadas. Somos um exemplo que o mundo cafeeiro tem que olhar com muito carinho”, finalizou Sette.

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