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PRODUTIVIDADE É O SEGREDO

Área plantada no Brasil crescerá 13% em dez anos; produção saltará 27%

Segundo estudo feito pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa, a expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e terras degradadas

25 de julho de 2019 às 14h43
Por Agência Safras
Lavoura vista aérea, área plantada

Foto: Pixabay

Produzido pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa, o estudo “Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/2019 a 2028/2029” prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, crescimento de 13,63% em dez anos.

Segundo o documento, a expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

A área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, de acordo com o levantamento, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou de 15,3% no período de dez anos.

Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

Quem sobe e quem desce

As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja (+9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade. A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%. No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, aumento de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

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PRODUTIVIDADE É O SEGREDO

Área plantada no Brasil crescerá 13% em dez anos; produção saltará 27%

Segundo estudo feito pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa, a expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e terras degradadas

25 de julho de 2019 às 14h43
Por Agência Safras
Lavoura vista aérea, área plantada

Foto: Pixabay

Produzido pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa, o estudo “Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/2019 a 2028/2029” prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, crescimento de 13,63% em dez anos.

Segundo o documento, a expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

A área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, de acordo com o levantamento, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou de 15,3% no período de dez anos.

Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

Quem sobe e quem desce

As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja (+9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade. A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%. No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, aumento de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

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